O «ranking» das escolas: Uma comparação 2001 – 2009


Retirado de http://1.bp.blogspot.com/_RbVUgAiJFaQ/SRv3afG-cCI/AAAAAAAAAFc/RIsTgy7_uEs/s320/ranking+das+escolas03.jpg

São estes os verdadeiros números do «ranking» que interessam. À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:
Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros. 2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros. 2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.
No «ranking» de 2009, cujos resultados acabam de se saber, há uma escola pública nos vinte primeiros lugares. E mesmo essa, não serve de grande exemplo: só levou a exame 14 alunos.
Foi a isto que conduziu a política educativa da Ministra da Educação e do actual Governo. E de quem é a culpa que as escolas públicas estejam a desaparecer progressivamente dos primeiros lugares do ranking?Deve ser dos professores. Os tais que, pelos vistos, dantes não eram avaliados, mas que conseguiam melhores resultados para os seus alunos do que agora.
Ou então é dos alunos. Aqueles que são cada vez menos responsabilizados e cujo sistema facilita cada vez mais a sua progressão, ao ponto de se querer acabar com as reprovações. Aqueles que vêem que tanto faz reprovar porque se está doente ou porque se vai para o café. Aqueles que vêem que tanto faz estudar ou não.
Da senhora ministra? Que ideia! Nem pensar! Então não se vê o clima sadio que ela criou nas escolas para professores e alunos. Então não se vê como as escolas privadas vão esfregando as mãos de contentes?

Muito mais haveria a dizer sobre isto. Porque, no fim de contas, as escolas privadas não são em nada melhores do que as públicas. Algumas serão, a maioria não. A falácia destes números, onde tanto vale uma escola com 50 exames como outra com 500, e onde tanto vale seleccionar os alunos como acolhê-los a todos, não esconde, no entanto, o desaparecimento das escolas públicas desde 2005.
Desde o dia em que Maria Lurdes Rodrigues entrou no Ministério da Educação para enfernizar a vida a toda a comunidade educativa com os milhares e milhares de diplomas, leis, decretos e despachos que diariamente ia vomitando para cima das escolas.
A História lhe fará a justiça devida.

O «ranking» do Aventar aqui

Comments

  1. David says:

    O autor deste post é professor?Duvido que seja. Se o for deve de andar em Marte. Eu sou, faço parte de um Pedagógico de uma Secundária, e esta explicação desta evolução é simples: – As privadas são cada vez mais selectivas na admissão dos alunos e generosas nas avaliações internas, atraindo assim os melhores alunos no secundário.- As escolas públicas continuam sem poder seleccionar os alunos, excepto as artísticas, daí estar um Conservatório no topo.O resto é publicidade barata aos privados.

  2. Ricardo Santos Pinto says:

    «A falácia destes números, onde tanto vale uma escola com 50 exames como outra com 500, e onde tanto vale seleccionar os alunos como acolhê-los a todos»És professor, mas não deves de saber ler, pois não?


  3. Eu não sei se o autor é ou não professor, mas dou-lhe toda a razão. Quanto ao Sr. David, lhe digo o seguinte, a minha filha frequenta o Colégio Mira Rio e posso lhe dizer uma coisa, facilitismo não é coisa que ali exista, têm muito trabalho, tanto que até me chega a fazer confusão. Quanto aos professores, é minha opinião que tanto são bons no privado como no público, as condições é que não são as mesmas.


  4. […] causa dos «rankings», que abordei ontem, o Insurgente propõe que os pais possam livremente escolher a escola para os seus filhos, seja […]

  5. maria monteiro says:

    Caro David essa das escolas públicas não fazerem a selecção de alunos não é bem verdade … pelo menos aqui em Sta Maria dos Olivais e Portela (Lisboa) há escolas públicas que curiosamente nunca têm vaga para os alunos mais problemáticos…

  6. Ricardo Santos Pinto says:

    Sou professor, Ana, e sei do que falo porque já leccionei no público e no privado. E isso das condições das escolas é muito relativo. A pior escola onde já estive era privada – nem retoprojector tinha, nem computador, nada. A escola onde lecciono este ano, pública, tem computador com projector e ligação à internet em todas as salas de aula, tem várias televisões com video e DVD em todos os pavilhões, tem duas salas de informática, cada uma delas com 20 computadores.O que distingue as públicas das privadas, na minha opinião, é o facto de as privadas seleccionarem os alunos que recebem, enquanto que as públicas são obrigadas a acolher todos os miúdos, como já disse no «post». Quanto ao resto, os melhores colégios privados são melhores do que as melhores escolas públicas, mas a maior parte das escolas privadas não são melhores do que as escolas públicas.

  7. narcisa says:

    eh, eh, o melhor é deitar fora os putos ke estragam as estatísticas…

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