Já não há idealistas

Segundo o que leio aqui e aqui o discurso de Obama na entrega do Nóbel foi direccionado para a triste realidade do Mundo. Obama tentou obviamente justificar-se, justificar o envio de mais soldados para o Afeganistão, uma guerra que, segundo o que se diz, podia ter acabado há nove anos. Obama defende uma “guerra justa”, uma expressão que acima de tudo me parece uma contradição de termos. Desde há uns meses para cá que o Presidente tem vindo a perder a inocência. Provavelmente, fê-lo gradualmente e propositadamente, sabendo bem o que estava a fazer. Digo isto sem nenhum tipo de desapontamento. Sempre disse que Obama era, acima de tudo, um político. E na política, hoje em dia, há pouco espaço para idealistas. Isso fica no começo e não perdura.

Comments

  1. maria monteiro says:

    na politica, hoje como antigamente, os idealistas acabam assassinados

  2. Luis Moreira says:

    “A política é a arte do possível “, não se esperem milagres, mas basta que haja alguem que carregue a guerra como um martírio, em contraponto a quem via na guerra solução para todos os males!

  3. Adão Cruz says:

    Daniela:
    Obama recebe o Nobel e fala em guera justa. Como se houvesse ou algum dia tivesse havido guerras justas desencadeadas pelos states, ou seja, guerras para manter a opressão e a exploração.
    Há guerras justas, com efeito, e são elas todas as guerras contra a opressão e a exploração humana, e contra a invasão ou assalto à soberania de outros povos e países. Sejam eles quais forem, mesmo aqueles de que não gostamos, ou que têm culturas que pouco nos dizem.
    Obama não pode mudar o ADN do país que governa. Obama é e tentará ser uma espécie de solução tampão na explosiva reacção química que rebentará, mais tarde ou mais cedo, com a vergonhosa política ocidental.

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