Sócrates e o polvo das farmácias

Vemos constantemente mexidas na lei dos medicamentos e das comparticipações, como ainda ontem se viu na conferência de imprensa da Ministra da Educação. Como sempre, o Estado vai poupar dinheiro mas os contribuintes, muitos deles desfavorecidos, vão gastar mais.
E continua sem haver uma verdadeira política de apoio aos genéricos. E a venda por unidose continua sem avançar. E a prescrição por denominação comum internacional continua sem avançar. Tudo porque não interessa. Ou às farmácias, ou à indústria farmacêutica.
Ontem, a Ministra da Saúde esqueceu-se de dizer que a margem de lucro das farmácias voltou a ser de 20%, quando antes era de 18%. Num momento de crise, percebe-se mal por que razão há um sector que é beneficiado desta forma em relação aos outros. Subida da margem de lucro nesta altura?
Uma medida tão pronográfica que até a Ministra da Saúde teve vergonha de a anunciar. Mas não há limites para a pornografia de que José Sócrates é capaz, nem mesmo por se ter sabido entretanto que o processo Face Oculta regista as ligações perigosas entre João Cordeiro e o primeiro-ministro.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    O Cordeiro chamou-lhe mentiroso e trapaceiro na televisão e Sócrates nem se mexeu, nem mugiu.


  2. O único modo de se promoverem os genéricos, a sério, é a prescrição por DCI com política de comparticipações coerente e escolha pelo doente.
    Tudo o resto são floreados.
    É simples, mas os interesses não deixam (no artigo acima citou as farmácias e a indústria farmacêutica mas esqueceu-de de nomear os médicos).

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