O 1º erro do novo PSD ou o último erro do velho PSD ?

Um erro tremendo de Passos Coelho que Sócrates aproveitou com a esperteza saloia habitual. O PSD, perante a pressão externa fez o que tinha a fazer. Estender a mão ao governo e juntar-se ao Presidente na contenção dos prejuízos. Dar uma imagem de coesão é fundamental nestas circunstâncias.

Mas José Sócrates não deu nada em troca, apanhou a boleia e “cuspiu” no carro que o tirou do meio da estrada. Aproveitou , imediatamente, a situação para vir reforçar a ideia da inevitabilidade dos mega projectos. Por um lado fez crer que Passos Coelho está a favor, nestas circunstâncias, de promover obras públicas mastodônticas. Por outro lado, quer fazer crer que pode conter a deterioração das contas públicas, apenas com o congelamento de salários e pensões e que promove o emprego com as obras. São duas mentiras em vez de uma!

Com o PEC , o “aprovado” como já escrevi, não vai a lado nenhum, tantas são as reticências e os recados para que mais e mais duras medidas sejam tomadas. Para o desemprego, como toda a gente já disse, este tipo de obras só dão emprego daqui a dois ou três anos, emprego desqualificado, e exigem muitas importações de tecnologia que não possuímos.

O Presidente, ciente que já se estatelou (Passos Coelho não daria este passo sem falar com Cavaco Silva) já veio hoje dizer que “os bens transaccionáveis” é que são fundamentais e não o aeroporto e o TGV…

Sócrates a morder a mão a quem lha estendeu!

Comments

  1. joão Nunes says:

    “”e exigem muitas importações de tecnologia que não possuímos.””

    Engana-se.
    Temos as picaretas, fazemos as tampas de ferro das caixas de saneamento e os azulejos.
    O resto, como não temos, manda-se vir.

  2. Luís Moreira says:

    É isso, picaretas e pás. O resto vem tudo da Alemanha como vieram os submarinos.

  3. maria monteiro says:

    mas também temos foices e martelos ….

  4. Pedro Rocha says:

    Uns quando fazem asneiras e mostram efectivamente que para além de cosmética pouco valem são desculpados e coitadinhos, passados a vítimas abusados pelo lobo mau que governa o país e que abusa do poder legitimamente ganho nas urnas por duas vezes.
    A inexperiência paga-se e ainda bem que o ex-marido das doce não é primeiro ministro. Por enquanto, ainda só se compram sondagens e se vendem sabonetes.
    As obras estruturantes devem avançar. Primeiro porque foram sufragadas e o povo soberano aprovo-as e segundo, porque efectivamente não podemos estar sempre à espera do dia de amanhã (já Camões falou de um conjunto de portugueses muito parecido).
    Fala-se e fala-se de apoio às empresas. Esse apoio não existe? Fala-se de exportações. Para onde vamos nós exportar se os outros estão pior do nós?
    De vez em quando aparece uma ideia. O mar, é preciso olhar para o mar. Mas não serão aqueles que agora nos exigem um cumprimento rigoroso das regras capitalistas que nos ajudaram a desmantelar a frota pesqueira, não são os mesmos que nos apoiaram a inverter o peso dos sectores primário e secundários no terciário.
    Depois, olhamos para os portos marítimos e quando se fala em investir no desenvolvimento dessas infra-estruturas, só se houve silêncio. Porquê? onde anda o sapiente e educadinho Sr. Silva? ou será porque os mesmos que apregoam a bancarrota do jardim estão coniventes com os interesses dos portos espanhóis.
    Quanto ao HUB do novo aeroporto, só uma visão míope não permite perceber que a nossa periférica posição geográfica em termos da Europa, nos coloca mais uma vez no centro do mundo industrializado e portanto, só não aproveitamos se não quisermos. Um aeroporto não é só a TAP, aliás, não precisamos da TAP para tal, embora a considere uma mais valia, mas basta olhar para as companhias americanas que realizam voos de e para Lisboa e alargar essa visão à mercadoria e ao facto de não se sobrevoar nenhum país, só mar. Amanhã irão existir taxas para tal!
    Enfim, há muitos pontos de vista, mas há um que todos partilhamos, a liberdade e a democracia. O Engº José Sócrates foi mandatado nas urnas para governar. Deve ser respeitada a vontade da maioria do povo português, aliás se não fosse assim, já deveriam os ilustres representantes do povo terem apresentado uma moção de censura no parlamento. Ou vergonha ou falta de coragem. Desses nós estamos cansados.
    As obras como o aeroporto e o TGV geram emprego e emprego gera tranquilidade social e logo votos. Hoje, a minha família deve estar a pagar os juros da construção da ponte 25 de Abril, da barragem do Pocinho, dos 12Km de auto-estrada do estádio nacional, do aeroporto da Portela. mas uma coisa é certa, vamos para a praia da Costa da Caparica, bebemos os vinhos do douro, vivemos na linha e voamos para os países nórdicos, ou seja tiramos partido directa e indirectamente dessas infra-estruturas.
    Não basta dizer mal, não basta dizer que estamos a hipotecar as gerações futuras, também precisamos de olhar para o outro membro da equação e esse é demagogicamente esquecido. Eu acredito que quem tanto fala do assunto também saiba apresentar as contas do tal outro membro da equação. São convidados a fazê-lo!
    O valor acrescentado que poderemos integrar nos bens transaccionáveis (outro chavão que ninguém sabem o que é e que sofre de uma superficialidade generalista) necessita obrigatoriamente de mão de obra que portugal não tem e portanto, confundimos aquilo que gostaríamos de ser com aquilo que somos. Agora sejamos realistas e apostemos naquilo que conseguimos efectivamente realizar. A picareta, a foice é tão digna como a caneta ou o computador é preciso é que seja apoiada e não classificada.
    O Governo de Sócrates tomou uma medida concreta e que deverá dar frutos a longo prazo – o Magalhães. Quantas comissões já se fizeram, quantas notícias sobre oportunismo saíram. É a diferença entre falar de generalidades e actuar. Quem faz estará sempre debaixo da crítica porque como todos sabemos, não se agrada a gregos e troianos. Deixem fazer quem está mandatado para tal.

  5. Luis Moreira says:

    Pedro Rocha, o Sócrates é uma peste negra que se abateu sobre o país. Felizmente que as sondagens já lhe apontam a porta de saía. Somos o pais mais pobre e desigual da UE! Não chega?

  6. Pedro Rocha says:

    As sondagens são encomendadas. E antes entrarmos para a UE, seríamos o país mais rico?
    Enquanto o milagroso e educadinho sr. Silva aplicava alcatrão em todo o nosso jardim, obviamente com o apoio do CEO da Lusoponte. a Irlanda seguiu outro caminho. Não sei se era essa a sua ideia de comparação?

    • Luís Moreira says:

      A comparação, Pedro, é que com o Sócrates fomos parar ao fundo da tabela. Não há pior resultado!

  7. Pedro Rocha says:

    Caro amigo Luis,

    Oiçamos a sabedoria ancestral. Mais importante do que saber cair é forma como nos levantamos!

    Não é com balelas demagógicas e cosmética mofa que nos vamos arrebitar. O sr. educadinho Silva deveria era estar calado!

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