Cavaco aprova casamento «gay»

Se não o fizesse, era tolo. O diploma voltava à Assembleia e no prazo de uma semana tinha de o aprovar mesmo. Derrota estrondosa para o professor que nunca se engana.
Assim, marca a sua posição. Aprova, respeitando a maioria da Assembleia da República e dos juizes do Tribunal Constitucional, mas com uma espécie de «declaração de voto», onde estará presente a sua discordância pessoal, a sua noção de família e coisas do género. Com direito a transmissão em directo e tudo.
Uma última palavra para o conceito de importância do presidente Cavaco. O país na bancarrota e o aumento generalizado de impostos não merece sequer um comentário. A aprovação do casamento «gay» até merece uma declaração ao país em horário nobre. Como no caso do Estatuto dos Açores, esse assunto de transcendente importância.
E o candidato Manuel Alegre, será que também vai falar ao país deste assunto depois de não ter falado do outro?

Comments

  1. maria monteiro says:

    aliás a declaração de voto até devia ser feita amanhã e na hora da aterragem do avião há uma semana atrás

  2. Pedro Sousa says:

    Amigo Ricardo. A história do país na bancarrota tb se aplica aos nossos governantes que ao invés de se preocuparem com a crise trataram de criar esta lei sem sentido e sem consultar as pessoas. Não só é descabido hj a declaração de voto como foi descabida a criação desta lei numa época em como dizes e bem, deveríamos estar mais preocupados com outras coisas bem mais importantes

  3. Ricardo Santos Pinto says:

    Sabes que sou a favor do casamento «gay». E o facto de o país estar em crise não justifica que não se tomem estas e outras medidas, caso contrário bastaria que o Governo fosse constituído por um único Ministro, o das Finanças.
    Falo apenas do facto de o Presidente da República se dirigir ao país por causa deste assunto, quando antes não o fez em relação a um assunto bem mais importante.

  4. Pedro Sousa says:

    Não sou nem de perto nem de longe apoiante dele, mas nesse aspecto concordo com ele. Eu jamais aprovaria uma coisa daquelas e se não tivesse alternativa tb faria uma declaração. Não me vou alargar sobre o assunto para não ferir “susceptibilidades” mas sou da opinião do Presidente. E sim, tenho a certeza que foi descabido numa época de crise tratar de lançar uma lei destas foi demasiado despropositada

  5. Ricardo Santos Pinto says:

    Esta é a sua terceira declaração dele ao país. Como se justifica? Ele já tem aprovado leis com as quais não concorda e di-lo, era o que faltava que, de cada vez que não concorda com uma lei que aprova, viesse fazer uma declaração ao país.
    Quanto ao resto, continuo sem compreender qual é a relação entre a crise e a aprovação desta lei.

  6. Luis Moreira says:

    Eu, bruxo como sou, sou divorciado há 30 anos! Casai-vos!

  7. maria monteiro says:

    Podem casar pelo civil mas:
    1- querem casar? Pois boa sorte e felicidades para o casal.
    2- não querem casar? Pois boa sorte e felicidades para o casal.
    3- estão-se nas tintas para o casamento? Pois boa sorte e felicidades para quem assim deseja viver.
    Tão simples quanto isso.

  8. Raul Iturra says:

    Por causa do trabalho para Aventar, apenas soube da notícia da aprovação do Diploma de Casamento entre pessoas do mesmo sexo, pela notícia de Ricardo Santos Pintos. Antes de esquecer, aviso que as 20.15, O Presidente fala pela televisão. Quanto a lei aprovada é Casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Conceito gay é uma transcrição do de alegria e começa a ser usado pelos finais do Século XIX, e estudado por Freud no seu texto de 1922, O Ego, o Superego e o Id ou Isso, tendo sido antes definido por ele como aberração em 1906. Charcot, em 1893, o denomina doença, curável por hipnotismo. Se vamos ter uma nova forma de acasalamento, é bom saber que Freud o associava ao complexo de Édipo. Vamos ter que ser mais respeitosos entre pessoas que se amam, homens e mulheres, e que têm direito a sua liberdade de amar, como defendi nos meus postes de 2009, especialmente o de 9 de Dezembro. Todas as confissões religiosas protegem a liberdade de amar. O problema aparece se um dos nossos descendentes opta pelo seu mesmo sexo. Nas minhas análises de seres humanos, tenho encontrado um grande horror ao facto da união mencionada. No entanto, Karol Wojtila, em 1991, aceita este opção, como já tinha sido aceite antes pelos anglicanos. O Presidente não deve explicar nenhuma lei que promulga, especialmente em matérias delicadas como a que comento. Um Presidente Preside uma República, mas não Governa. Cabe ao Primeiro-ministro a explicação que já está dada. Finalmente Portugal passa a ser o país da Europa de avânt guarde…Dou os meus parabéns a colaboradores, vizinhos e amigos que se amam entre eles. Falta conquistar o direito a adopção, porque não existe nenhuma explicação científica que determine que os filhos devem ser criados por um homem e uma mulher, o pior dos desastres. São assuntos tratados na Bíblia, especialmente o estudo do Rei David e o seu General Urias, casado com Batsheba, mas amava-se entre eles, emotiva e corporalmente, e o caso de Onanias. Finalmente, as crianças nunca são educadas pelos pais, mas sim pelos infantários, escolas e pandilhas de amigos, meninos e meninas.

  9. Pedro Rocha says:

    O sr. silva deve vir de uma terra onde não existem homossexuais. Num país que aprecia alheira, qual o pudor em aceitar que duas pessoas do mesmo sexo obtenham benefícios fiscais, porque é disso que se trata. O resto é religião e como tal, cada um tem a sua.
    Graças a deus, o sr. professor, só ainda nos explicou 3 leis e uma fuga de informação ou insegurança no seu computador.

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