A apDC propõe ao Parlamento

A apDC propõe ao Parlamento que os procedimentos cautelares – em matéria de serviços públicos essenciais – se defiram em 48 horas.
Ante precedentes perigosíssimos – a que se vem dando destaque e se traduzem em procedimentos relativos à religação da água cuja duração se protraiu por 90 dias ou, em caso recente, três semanas volvidas sobre um intempestivo “corte” uma família com duas crianças está sem água, num sufoco incompaginável com os pergaminhos de um qualquer Estado de Direito -, a apDC entende propor ao Parlamento que neste particular se encurtem substancialmente os prazos gerais, absolutamente descabidos, e em 48 horas os juízes sejam obrigados a decidir, sob pena de responsabilidade.
Com efeito, os prazos em geral cominados na lei são absolutamente indefensáveis neste peculiar segmento das relações de consumo.
Repare-se no que o artigo 382 do Código de Processo Civil estabelece:
“ARTIGO 382.º
(Urgência do procedimento cautelar)
1. Os procedimentos cautelares revestem sempre carácter urgente, precedendo os respectivos actos qualquer outro serviço judicial não urgente.
2. Os procedimentos instaurados perante o tribunal competente devem ser decididos, em 1ª instância, no prazo máximo de dois meses ou, se o requerido não tiver sido citado, de 15 dias.”

60 dias? 15 dias? Para a água, a energia eléctrica, outras fontes energéticas, as comunicações electrónicas, para não dizer o mais?
De nenhum modo…
Urge que os poderes, revelando particular sensibilidade na esfera do social, ajam sem detença por forma a adequar a lei à instante necessidade de se resolverem, ao menos provisoriamente, os litígios neste domínio.
Quarenta e oito horas até é demais! Mas, conceda-se: quarenta e oito horas e não mais.

Proposta

(Sem querer abusar, mais um texto do meu filho Marcos Cruz, na sequência do anterior).
PROPOSTA
Desculpem lá fazer render mais um bocadinho o peixe de ontem, mas o retorno que tive foi tanto e tão bom que não resisto a partilhar convosco uma ideia que se alojou em mim há já algum tempo e desde então vem fervendo no meu espírito com a brandura aconselhada às ideias mais atrevidas. Tenho conhecido, ao longo da vida e, sobretudo, nos últimos tempos, muita gente com valor (claro que isto é sempre um juízo subjectivo), com ideias e propostas novas para uma sociedade que não está bem nem se recomenda, a maioria das quais radicando naquilo que deveria, pensam elas, ser o mais decisivo factor de emprego dos tempos actuais, já para não dizer de todos os tempos: o altruísmo.

Bangkok: as provas esmagadoras


Video dedicado aos politicamente correctos do costume.Ainda têm dúvidas, então vejam com atenção e leiam a tradução para inglês. Imaginem discursos destes no Rossio, na Trafalgar Square, Praça Vermelha, Tiergarten ou La Concorde… Thaksin, Nattawut Saikua e o pérfido “Dr.Weng” estão em muito maus lençóis.
Nos EUA, Rússia, China, Irão, a pena seria capital. Na maioria dos países da cretina e inconsciente “União Europeia”, a prisão perpétua seria implacavelmente aplicada. Sem hesitações.

Eles dançam, nós andamos à roda

A culpa é do Sócrates


Estou a escrever este post nos Moinhos da Tia Antoninha, espaço de turismo rural de grande aprazibilidade em Leomil – Moimenta da Beira, em pleno retiro espiritual dos autores do Aventar.
A noite ontem correu mal, apesar do excelente jantarno palacete do passista da casa. O carro avariou e não saiu mais do sítio às 2 da manhã. As placas de sinalização para Moimenta simplesmente não existiam. A rede de telemóvel era fraca, fraquinha…
Conferenciámos, os bloguistas presentes, e chegámos a uma conclusão. Como é óbvio, como tudo o que acontece neste país, a culpa é do Sócrates.

Pézinhos na terra – saídas políticas?

Não há em mais país nenhum da Europa uma esquerda, à esquerda do PS, que tenha o score eleitoral que ronde os 20%. E porquê? Porque quer o PCP quer o BE nunca estiveram no governo e sabem, que quando forem governo, desaparecem como desapareceram nos outros países europeus os partidos irmãos!

O PCP e o BE apresentam o discurso  da “esquerda” solidária e anti-capitalista porque sabem que nunca terão oportunidade de a implementar. Sendo mais explícito: O PCP e o BE não querem ir para o governo! Isto é tão evidente, que na actual situação, o PS está em minoria e não conseguiu, nem sequer tentou “arrumar-se” à esquerda e, com isso, governar em maioria. Não é uma suposição, é uma evidência!

Mas em democracia podemos continuar a fazer de conta e a oferecer a Lua ao povo que, por enquanto, não paga imposto!

Uma maioria absoluta é “contra natura”. A democracia é por excelência discussão de ideias, ouvir, negociar, encontrar caminhos. Após a maioria absoluta de Sócrates e enquanto não nos esquecermos, mais ninguem terá maioria absoluta em eleições legais e democráticas. No resto dos países da Europa, onde as coisas funcionam e as pessoas são respeitadas, é assim. Na Espanha, em Portugal e na Grécia é que são precisas maiorias absolutas para o governo andar à rédea solta, com os resultados conhecidos. É bastante curioso!

Juntar os dois partidos dos “interesses” a governar é “pior a emenda que o soneto”, deixa de haver na oposição alternativas crediveis e a democracia não vive sem alternativas .Resta, pois, a maioria à direita!

É mau? Ao ponto a que chegou o Estado socialista que o PS, o BE e o PCP defendem, não é mau, temo mesmo que não haja outra solução. Mas a verdade é que não há alternativas credíveis. Pode ser bom perante o Estado gordo e ladrão que é o nosso, emagrecendo-o.

A culpa é  da esquerda que em 30 anos nunca conseguiu entender-se, porque o PCP e o BE oferecem o que os portugueses rejeitam nas urnas, e não cedem no seu discurso em relação ao PS, inviabilizando uma solução sólida à esquerda! Uma solução liberal e social-democrata é uma solução na linha dos países europeus com melhor nível de vida.

Não vale a pena, pois, atirar as culpas próprias para cima dos outros. As coisas são como são!

Ontem à noite…quem diria!

(pormenor - adao cruz)

Ontem à noite…quem diria!

 A poesia era o espaço entre a inocência e o dia, uma espécie de alforria e resgate da cidade, redimindo às portas da sorte o silêncio de mil noites. Vago sentimento de uma consciência acordada pelo gemido do vento, poesia real fundida e refundida, sensual e nua.

 A vítima que há dentro de nós procura sempre o amor na oculta complexidade dos processos, na constante empatia do sofrimento. Nada mais relativo do que o sofrimento, movimento de tudo, senhor do silêncio vivo que arde dentro do poeta.

 A poesia distorce a relação com a vida, abraça o sonho parasita do amor verdadeiro e cada um tem dos restos de si próprio a elegante ideia de uma identidade interior.

 A poesia é assim!

 Ontem à noite…quem diria!

From Bangkok…


SAR Sirivannavari Narirataná

el combate naval de Iquique

Monumento a los héroes navales de la Guerra Del Pacífico,1879-1886, Perú y Bol+ivia contra Chile

Me es casi imposible, como se dice en el Castellano de Chile, no escribir algunas palabras de honra a los que supieron defender la honra de la República de Chile que durante los finales del Siglo XIX, vivía en paz y harmonía. Excepto, como tengo relatado en otros textos, los desacuerdos entre partidos políticos, desde el día de la Independencia de Chile, que se conmemora el 18 de Septiembre, desde el año 1810. Ese fue el día en que la independencia de la corona de España comenzó, cuan el Rey Borbón Fernando VII fue substituido por el hermano de Napoleón Bonaparte, José, que no sabía gobernar. Como sabemos ya por otros ensayos míos, el representante de la Corona convocó a una reunión de notables, dijo: en España no hay Rey, no tengo a quién representar: os entrego el bastón y el mando. Los notables eligieron al ya muy anciano Conde de la Conquista, Mateo de Toro y Zambrano, como Gobernador de un Chile libre. Las escaramuzas por el poder comenzaron, la familia Carrera organizó el primer golpe de estado, derrocaron al Conde, que se fue a su casa a morir. [Read more…]

José Garcia Domingues

Realizou-se hoje em Silves uma sessão de homenagem ao Dr. José Domingos Garcia Domingues, considerado o maior arabista português do século XX,  na altura em que se comemora o centésimo aniversário do seu nascimento.

A sessão, organizada pelo Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves (CELAS), contou com a presença de três palestrantes, o Prof. Dr. António Rei, o Prof. Dr. António Dias Farinha e o Dr. Adalberto Alves, que evocaram a grande figura que foi Garcia Domingues e o contributo que deu para o conhecimento da história Luso-Árabe.

Durante a sessão foi lançada a segunda edição da sua obra “História Luso-Árabe”, em cuja introdução escreve o Dr. Adalberto Alves:

“Se não vivêssemos, actualmente, num tempo de total abastardamento ético, político, cultural e social, certamente que Garcia Domingues teria homenagens a nível nacional, como era seu direito e nosso dever.”

Já não há duros

Já todos lhe conheciam a língua mordaz, o comentário implacável, a resposta avinagrada. À sua mesa ninguém se sentaria; respeitosos acenos de cabeça e até mais logo.

Ágil no raciocínio, lúcido na análise, desapiedado das fraquezas alheias, um duro à moda antiga.

Sentei-me a medo à sua frente, sabendo que corria o risco de ser tida por adversária e desencadear um combate que eu não queria travar.

Que diabo, tinha de me tocar aturar este gajo, um tipo insuportável.

Puxei a cadeira para a frente, endireitei as costas e olhei-o de frente.

E vi-lhe a camisola de lã, pontuada de borboto, a barriga bojuda que a camisola não escondia, o gesto tenso do pescoço, uma incomodidade mal disfarçada que o fazia baixar o olhar. E as mãos, essas mãos gordas e brancas, mãos sapudas, de avozinha, mãos de um homem por quem as mulheres sentem ternura mas não desejo.

As mãos de um homem que ama em silêncio a mesma mulher há muitos anos e nunca lhe dirá nada.  E passa as noites em claro, a censurar-se pelo que disse e pelo que não disse.  E se levanta, já a manhã vai alta, para diluir em sarcasmo o nó de angústia das madrugadas.

Às vezes é assim que se faz um amigo.

Mirandela – Matcho Transmontano – a Bruna que se acautele!

Em Mirandela existem alguns blogues interessantes, como A RESSACA, e A MOCA de SANTO HILÁRIO, mas o que verdadeiramente me admira é o MATCHO TRANSMONTANO. Como é que este blogue convive com a Mirandela que afasta e despede a professora?

Não deveria o Matcho estar já a liderar uma contestação generalizada contra o Presidente da Câmara e a sua vereadora? Exigir a integração da Bruna junto dos alunos?

O que até aqui se viu em alguns blogues locais foi uma triste imagem do matcho transmontano! Será o verdadeiro Matcho Transmontano capaz de de dar a volta por cima?

De Bangkok

Bem ao contrário daquilo que se quis fazer crer, o golpe de Estado que anteontem chegou ao fim, tinha contornos muito mais escusos do que a eterna luta entre “ricos e pobres”. Financiado por um conglomerado capitaneado pelo bilionário Thaksin, o chamado movimento “red” constituiu uma frente de descontentes. Se existiam grupos que realmente pugnavam por mais reformas democráticas – aliás em acelerado curso pelo moderado governo de Abhisit -, outros tinham como principal móbil, a garantia dos seus direitos de cacicagem local. De facto, durante o consulado de Thaksin, procedeu-se a um extensivo plano de consolidação de um poder pessoal que encontrava ramificações nas elites empresariais provinciais. Paradoxalmente, contaram com a colaboração do ultra-minoritário e há muito amodorrado PC Tailandês, um braço maoísta local. Precisamente seria este reduzido grupo de uma grande solidez ideológica e capaz de organizar as milícias bem armadas e treinadas à maneira dos Vietcong, quem acabaria por ditar a evolução dos acontecimentos. O fim da ocupação da capital tailandesa, era nada mais, senão a queda do regime e a nepalização do país, na senda daquilo que a China e os seus aliados de Wall Street têm promovido por toda a região. É uma luta de interesses geoestratégicos, precisamente no momento em que tomado o Nepal, controlando o Laos, influenciando fortemente o Camboja e a Birmânia, falta à China o controlo da passagem entre o Índico e o Pacífico. Neste momento, está aberta a passagem para a Índia, controlando o exército chinês as alturas dos Himalaias as nascentes dos grandes rios que nascendo nessa cordilheira, desaguam no Golfo do Sião, no Pacífico ocidental e no Índico. Pequim pode utilizar a água como garrote imposto aos países seus vizinhos.

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Hoje há cinema

Johnny Guitar, às 23h, na RTP2.  Um quarto de hora antes João Bénard da Costa explica porque foi este o filme da sua vida. Da minha não é o, mas faz parte. E se não faz parte da sua experimente. Não dói nada.

O Blogue mais português de Portugal é????

Descobrir AQUI

O que move Mota Amaral?

As famosas transcrições de escutas foram autorizadas por um Juiz e feitas no âmbito de um processo a correr no Ministério Público. Foram remetidas, a pedido da Comissão de Deputados, para serem parte integrante das audições que estão a ser efectuadas ao caso PT/TVI.

Não se trata de um qualquer imbecil que se lembrou de tomar estas decisões. Trata-se de um magistrado que , inclusivé, pergunta ao PGR se pode ou não enviar o material pedido e o PGR responde que essa decisão é da sua competência, do Juiz de Aveiro. E, mais, está junto ao processo um extenso parecer jurídico a confirmar que não há qualquer impedimento constitucional para que o material não seja tido em conta.

Dois deputados ficam a conhecer o material em segredo de Justiça e um deles classifica-o de “avassalador” para o conhecimento da verdade! No mesmo dia Passos Coelho afirma, publicamente, que se a Comissão chegar à conclusão que o Governo andou metido em trapalhadas para “controlo” da comunicação social, então deixará de ter condições para governar.

Todos sabemos que o governo não tem saída digna. Não pode fechar o país, não pode demitir-se e as notícias serão cada vez piores. Tambem ninguem quer governar nestas condições!

Há, pois, que tentar perceber o que se passa com Passos Coelho. Não pode ajudar o  país na economia e, ao mesmo tempo, derrubar o governo. A apresentação da Moção de Censura pode ler-se à mesma luz. O PCP e o BE sabem que não derrubam o governo e o PSD vai abster-se .

Mota Amaral, pode fazer da matéria em segredo de justiça uma interpretação conforme as necessidades da estratégia seguida. Sócrates vai continuar a estar sob fogo!

Não se contava (eu não contava) era que Zapatero desse o golpe de misericórdia  na credibilidade do primeiro ministro, adiando o TGV!

É rápido demais para Passos Coelho chegar ao governo?

Vuvuzela, vai chatear outro, pa!

vuvuzela_2105

Peço desculpa pela interrupção. Apetece-me dizer que ainda o Mundial não chegou ao adro e já estou com a merda da Vuvuzela pelos cabelos! Sou um tinhoso, eu sei, mas aquela coisa dá-me cabo dos nervos. E dos ouvidos. E não se pode extremina-la?

Museu Ferroviário – Lousado 2

Lousado

Rock in Douro!

O Rock in Rio entra-me pela janela, é a música, o fogo de artificio, a barulheira de milhares de gargantas que gritam e cantam. Dormir nem pensar, e mesmo que adormeça o fogo de artificio uma e outra vez a arrebentar, acorda qualquer consciência em paz. Que fazer? Não posso mudar de casa, fechar as janelas não chega…

Na última vez fui para a Costa da Caparica, silêncio no pinhal, jantar na praia e passear à beira-mar, mas ao fim de um dia já sofria de saudades da Guerra Junqueira, silêncio a mais e amigos a menos. Que fazer?

Este ano alguem teve a magnifica ideia de arranjar um programa no Douro, suficientemente longe para não ouvir o fogo de artificio e com amigos suficientes para não ter saudades.

O Aventar (parte dele) vai refugiar-se no magnifico Douro, na paisagem sem igual, no tinto de ressuscitar um morto e na comida única (levo  Chalitron para a digestão.). E vou de comboio para apreciar a paisagem.

Quando voltar o Rock in Rio já não está em Lisboa, mas se estiver vou para a Costa. Só para dormir mas vou!

Museu Ferroviário – Lousado

Lousado

Mais um 2010

(adao cruz)

(Dedico este quadro aos netos do amigo Raul Iturra)

A simplicidade pode estar fora dos nossos padrões habituais de reflexão, o que torna muito mais difícil a compreensão da maravilhosa complexidade dos seres e do mundo. (adao cruz)

O olho da rua

(Texto do meu filho do meio, Marcos Cruz, que me parece com interesse para qualquer um de nós)
O OLHO DA RUA
Tenho uma loja na Baixa do Porto, uma loja de mobiliário intervencionado. Chama-se Meioconto. Abri-a no fim do passado Verão, pouco depois de ter sido despedido de um jornal em que trabalhei quase vinte anos. Durante esse tempo, confesso, não me preocupei significativamente com o comércio: queria era informar as pessoas, contar-lhes coisas que não soubessem, intervir de forma construtiva na sociedade, contribuir à minha maneira e na escala que me estivesse destinada para democratizar os conhecimentos e os instrumentos individuais e colectivos de análise e de participação cívica, ajudar a cimentar os pilares em que quase todos, no discurso, concordamos que uma sociedade desenvolvida se sustenta. Não me foi possível. Admito que me tenha faltado inteligência, sensibilidade, empenho, capacidade, talento e paciência para contornar os obstáculos com que diariamente deparava na procura de tais propósitos, mas sei bem que, mesmo “viagrando” todas essas qualidades e mais algumas, jamais estaria ao meu alcance perturbar o normal funcionamento da máquina, cada vez mais exclusivamente virada para o comércio. [Read more…]

Real ou virtual?

Pois bem, Fernando, vamos desfazer confusões e pôr as cartas na mesa:

1-Pedro Passos Coelho pensa que “A Constituição tem implícito um programa de governo, ao dizer que a Educação e a Saúde têm de ser tendencialmente gratuitas”. Eu penso que não se trata de um programa de governo, mas sim de um modelo de sociedade cuja formulação a própria social democracia não renega. Acho mesmo que, se há que cortar despesas, se há que limitar benesses, estes direitos devem ser os últimos onde tocar, dada a sua natureza social e simbólica.

2-Mais estado, ou menos estado, não deve ser apenas um slogan que se atire da boca para fora, é necessário dizer-se onde e como. O que anda na boca de muita gente e está à vista de todos, é propor menos estado em sectores que são negócios apetecíveis para certos grupos privados  e intervenção do estado quando se trata de salvar negócios especulativos e ruinosos como o BPN, por exemplo.

Na educação e na saúde, caro Fernando, eu sou por mais e melhor estado, naturalmente que mantendo a existência e a presença dos privados nessas áreas.

3-O registo neo-liberal de Passos Coelho é antigo e conhecido. [Read more…]

A escola do meu insucesso

o que acontece na escola no dia de hoje

Sempre foi a nossa ideia que o insucesso na escola, era não estudar. No entanto, o insucesso é o vício da droga, além da dificuldade de aprender e a dificuldade de estudar. Vejamos as provas arrecadas por nós e uma equipa de antropólogos e sociólogos da infância.

Para a minha antiga discípula

Darlinda Moreira, Doutorada em Etnomatemática.

Luís Souta denominou-a A escola da minha saudade, em 1995; Stephen Stoer e Helena Costa: A capacidade de nos surpreender, 1993, Luiza Cortesão: Escola, Sociedade, que relação? 1998, Luiza Cortesão e Stephen Stoer: Levantando a pedra 1999; Ricardo Vieira: Entre a Escola e o Lar 1996, Telmo Caria: A cultura profissional dos professores, 1999, Ana Benavente: Do outro lado da escola, 1987, todos publicados na minha colecção «Aprendizagem para além da escola», da editora Escher (hoje Fim de Século). Os títulos das várias obras, que o desejo de escrever este texto me faz omitir, obriga-me a omitir, manda-me não lembrar, porque Darlinda Moreira e eu debatemos durante anos, qual a utilidade da escola para as crianças, especialmente para as descendentes de pais, avôs, ou famílias oriundas, de acordo com Paulo Freire, de meios ou classes oprimidas, sem alfabetização, sem literacia, como actualmente se designa. Referem sem literacia, entre outros, Filipe Reis, 1997: «Da antropologia da escrita à literacia», em Educação, Sociedade e Culturas; António Firmino da Costa e Ana Benavente, 1996: A literacia em Portugal. Resultado de uma pesquisa intensiva e extensiva; Augusto Santos Silva em 1994: Tempos cruzados. Um estudo interpretativo da cultura popular; Fernando Madureira Pinto, 1994: Propostas para o ensino das Ciências Sociais e João Ferreira de Almeida e equipa, «socialmente excluídos», no estudo de 1992: Exclusão social. Excluídos do quê e de quê? Eu diria, simplesmente, do saber social, da capacidade de entender, o que Darlinda Moreira chegou a considerar, a mais básica das relações, a da interacção social. Explicada e definida, em 1893, por Émile Durkheim em La division du travail social e no ano de 1924 em Le socialisme, conceito revisto por Marcel Mauss em 1923 no estudo Essai sur le don. Forme et raison  de l’echange dans les sociétés archaïques, Pierre Bourdieu, vai escarafunchá-lo em 1993, na obra colectiva «La Misére du monde» e na sua autónoma, de 2000, Les structures sociales de l’economie. Uma escola para o insucesso, uma pedagogia do oprimido, como dizia o nosso Mestre comum, Paulo Freire, uma escola que controla a força de trabalho de forma erudita. A escola tem utilidade pública quando ensina os meandros da cultura portuguesa e universal a todos os seres humanos em geral. A escola é homogénea, se nela todos são iguais e usufruem do mesmo saber. Parafraseando Stephen Stoer e António Magalhães, somos, orgulhosamente, filhos de Rousseau. Mas de qual Rousseau? Do republicano, do das Luzes, do «Emílio», do entusiasta Jean-Jacques que queria as crianças nascidas, criadas e limpas, antes de as ensinar? E de qual igualdade? A das Luzes? A dos direitos do cidadão de 1791, que, até hoje, não se materializaram? [Read more…]

Obrigado Ricardo Costa:

O Vídeo, ver AQUI

Poceirão – Caia

SLB: Tudo bons rapazes…

Nove adeptos do Benfica arguidos por ameaçar árbitros

"Homossexuais no Estado Novo" resgatar a memória dos tempos

Foi ontem publicado com muita visibilidade e presença do Ministro da Justiça e Secretaria de Estado da Igualdade,e dezenas de pessoas , um livro que resgata a memória,a luta e  o sofrimento  dos homossexuais durante
o Estado Novo,um pouco como se tem vindo a fazer em Espanha.

Da autoria da jornalista S.José Almeida , 230 paginas “Homossexuais no Estado Novo” ,Sextante Editora ,prefácio da professora universitária Teresa Pizarro Beleza
Muitos testemunhos de personalidades como Dacosta, Ruben de Carvalho, a propósito da prisão de Júlio Fogaça,secretario geral do PCP, homossexual ,afastado por Cunhal,referência à homossexualidade do  músico comunista , Lopes Graça  e duas senhoras membros do comité central do PCP ,presas muitos anos, e que tiveram uma relação amorosa na prisão ,e que durou até ao fim da vida delas , prof. Fernando Cascais, artista plástico e actor  Oscar Alves
psiquiatra Afonso de Albuquerque,a propósito dos electro choques dados nos hospitais aos homossexuais como tratamento , Eduardo Pitta ,Guilherme de Melo  etc. , historiadores e muitos outros testemunhos , e
até , meus , até a propósito do Manifesto “Pelas Minorias Sexuais” ,de 13 de Maio de 1974, o 1º manifesto  destas minorias  em Portugal,  de que fui um dos autores,e co -escrito na minha casa em Lisboa  .
Ficamos a saber  coisas interessantes:
Que a canção “Ave Maria” cantada no santuário mariano e repetida à exaustão por todo o Portugal em louvor de N Senhora de Fátima é da autoria de António Botto que a ofereceu ao cardeal
Cerejeira,do Brasil.
Por outro lado, a 1ª lei repressiva contra a homossexualidade em Portugal, foi de 1912 ,depois reforçada em tempos do fascismo. Enfim, um dos grandes perseguidos do fascismo por razões de orientação sexual foi Mário Cesariny de Vasconcellos.

Um livro a ler

António Serzedelo

A Gratidão do SLB

Retirada AQUI

Eucalipto "globulus"

O “globulus”, é para dar uma certa ideia de ciência, mas o que é certo é que é a espécie de eucalipto que nós temos cá e a que é mais utilizada na indústria do papel.Tem uma particularidade tramada, é que “bebe” tudo o que encontra ali à volta, seca tudo, não há lugar para mais vida.

Nos anos 70 plantou-se esta árvore em tudo o que era terreno para fazer face à indústria que então crescia no país. É uma actividade económica muito importante em conjunto com o Pinho que também é matéria prima para a mesma indústria. Dizem os entendidos que esta indústria foi “empurrada” dos países mais ricos por causa da tremenda poluição que causa, não só destruindo os terrenos , ao nível do plantio, mas tambem ao nível do ar e dos rios com a poluição produzida pelas fábricas.

Conhecidos os perigos, o plantio foi-se “circundando” aos terrenos onde mais nada se produz não se evitando, contudo, que algumas manchas persistam em terrenos férteis.