Uma proposta radical para o orçamento

Acabar com o subsídio ferias e subsídio natal para todos os pensionistas.
Redistribuir o valor que sobra por todos os pensionistas que recebem menos do dobro do valor da pensão média (para quem não sabe a pensão média em Portugal é actualmente apenas de 404,61€).

A visão que eu tenho do subsídio de natal e subsídio de férias é diferente da de muita gente, principalmente aqueles que sempre foram empregados por conta de outrem…

Esta visão deve-se em primeiro lugar porque no inicio da minha carreira trabalhei a recibos verdes e por isso ou trabalhava ou nem sequer tinha salário, quanto mais subsídio ferias e subsídio de natal.
Depois porque a seguir a isso tive uma empresa durante cinco anos o que me permitiu também ficar a conhecer os custos para a empresa de ter funcionários e a dupla penalização que é não poder contar com um colaborador e ter ainda que lhe pagar o valor habitual mais o subsidio de férias.

Esta proposta permitiria diminuir a amplitude entre quem ganha mais e as reformas miseráveis que ainda temos bem como eliminava esse conceito, para mim estranho, de pagar subsídios que provavelmente fazem sentido no mundo das pessoas que trabalham como incentivo ou prémio, a pessoas que têm como principal característica precisamente serem não activos.

Também podiamos falar de acabar com o pagamento de pensões acima de um determinado valor ou a não acumulação de pensões mas isso já outros disseram.

Comments

  1. Ricardo Santos Pinto says:

    400 milhões de contos por ano de benefícios fiscais à Banca e às construtoras a ti não te dizem nada? 900 milhões de contos no BPN não te dizem nada?
    Claro, descarregar em cima dos pensionistas e trabalhadores é muito mais fácil.

  2. Eu também não concordo com os subsídios de férias e de natal, julgo que deveriam ser eliminados para toda a gente, pensionistas ou não. Os motivos são vários mas quanto a mim os dois mais importantes são:

    (i) estes subsídios são em si mesmo um atestado de menoridade passado a quem trabalha, sugerem que as pessoas são incapazes de gerir o seu próprio dinheiro;
    (ii) como refere, tb são um problema bicudo de tesouraria, especialmente com os gestores que temos.

    Já não concordo com a forma como sugere que se eliminem os subsídios, quanto a mim dever-se-ia simplesmente dividir o salário bruto por 12 e ficava o caso arrumado – sem diminuição de salário para ninguém.

    Quanto à redistribuição dos recursos que propõe não creio que façam muito sentido ou que sejam justos. Concordo com o Ricardo Santos Pinto…

    Apesar de tudo seria interessante quantificar os montantes envolvidos. Por mais repugnante que me seja a ideia de termos políticos incompetentes (ou vermes semelhantes) a receber múltiplas reformas, não creio que seja um montante assim tão grande. – Sem prejuízo de se acabarem com privilégios indevidos.

  3. D.O. says:

    Desde sempre trabalhei por conta de outrem, no tempo em que o emprego era para a vida. Os subsídios de férias e de natal funcionam para quem tem fracos vencimentos, a poupança que NÃO se pode fazer durante o ano.
    É fácil apelar para o corte destes subsídios do alto de um belo ordenado…

  4. ricardo, uma coisa não impede a outra

    d.o. eu só acho estranho o conceito do subsidio, não o valor que ele representa.
    no caso dos pensionistas entao nao consigo perceber de todo porque existem, mas isso nao quer dizer que nao se possa simplesmente pegar nesse valor e dividir por 12 como diz o helder guerreiro.

    a minha proposta era so uma forma de usando o mesmo valor total com pensoes se fazer uma redistribuição a meu ver mais justa

  5. mjrijo says:

    Pensoq eu já estamos suficientemente na miséria para ainda nos cortarem esses subsídios.
    Começem pelas reformas dos deputados, pagando-lhe apenas depois de terem os anos de serviço dos outros funcionáriose contando com o tempo que estiveram na política.

Responder a Ricardo Santos Pinto Cancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.