Pensamentos sobre o acto eleitoral


Hoje fui votar pela primeira vez. Levei um livro como é meu hábito para ler enquanto esperava na fila. A biografia do Felipe II de Espanha I de Portugal pelo Henry Kamen. De repente, ocorre-me que estou a votar para as Presidenciais com um livro na mão sobre o “usurpador da independência”. Que ainda por cima era um rei. Boa.
Segundo momento. Depois de por a cruzinha lembrei-me: será que alguém se engana a por a cruz? E depois, o que faz? “Olhe faxfavor, eu enganei-me votei no Defensor Moura em vez do Manuel Coelho, pode dar me outro boletim faxfavor?”

Comments

  1. carlos fonseca says:

    Contrastes. Pela primeira vez votaste, pela primeira vez abstive-me. Tu lias livro de tema monárquico, enquanto esperavas. Eu leio ‘Pós-Guerra, História da Europa desde 1945’ de Tony Judt (mais de 950 páginas e ainda me faltam bastantes), abrigado do frio alentejano. No fundo, nada de novo como pequeníssimas peças da expressão comportamental com que a humanidade progride, estagna e recua, repetindo continuamente este ciclo. Contrastes, contradições, dialética ou algo mais do mundo controverso que os intelectuais teorizam e que se constituem como estigmas da vida colectiva e de cada um de nós. Hoje e, a meu ver, sempre.
    Felicitações pelo ‘post’ e continua a reafirmar a tua existência, aqui no Aventar. É sempre bom ler os teus textos e, certamente, este pensamento é partilhado por muitos.

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