Olha, Bragança!…

Bragança teve “o transporte do futuro” entre 1906 e 1992; levou-o lá bem acima a monarquia e mandou-o retirar a mesma pessoa que os transmontanos, em apoteose, elegeram como seu novo Presidente da República pela significativa votação democrática de 65%. Ele levou (embora) o comboio, levou o IP4 (a estrada da salvação de Trás-os-Montes e, 300 mortes depois, a estrada da morte). Sim, sim, o futuro de Trás-os-Montes já não passa por uma estrada cancerosa mas sim pela A4… a pagar!

Entretanto, 35 km a norte de Bragança, em Sanabria, constrói-se uma estação nova para nova linha de Alta Velocidade Madrid-Galiza. Mais depressa se chegará a Madrid do que ao Porto…

Comments

  1. Luis says:

    O Aventar no seu melhor!
    Acho que nunca encontrarei explicação para a nossa estupidez, enquanto povo, ao usar um direito, o de votar, tão mal!
    Nunca conseguirei entender como um povo sempre esquecido, o transmontano, não se consiga lembrar dos dislates do “crispado” e dos seus capangas, que estiveram a estagiar no seu governo para fundarem a mais tenebrosa e terrorista associação de malfeitores que este país já viu em toda a sua história.
    Os portugueses no geral e os transmontanos em particular, têm o país que merecem!

  2. José Cândido says:

    És o professor das simples lições que não adormecem a aula, o sábio que pouco tem de sabichão. És a simplicidade no gesto, e a brandura no que cantas. Consegues com poucas palavras pintar o céu azul de nuvens carregadas. Talvez haja quem lhes perdoe. Nós não, e por isso te agradecemos tão elevado discernimento, tanto conforto em tão poucas palavras! Não te cales!

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  1. […] Bragança Viseu teve “o transporte do futuro” entre 1914 e 1990; Fernando Ruas, eternizado autarca do cavaquistão, mandou, com as máquinas da própria autarquia, derrubar o ingente edifício da estação, soberbamente localizada no sopé do centro histórico da cidade. A Viseu chegaria o IP5 (a salvação) para, recentemente, o ver substituido pela A25 (ainda grátis) e complementado pela A24 (grátis, desde a fronteira de Chaves). […]

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