Do fast food

Por principio sou quase sempre contra taxar alguma coisa. Soa-me sempre a proibição e embirro com isto. Gosto de fazer o que quero e não chateio ninguém. Assim, acho que esta ideia de se taxar o fast food é, vá, estúpida. Eu entendo que para os médicos seria muito bom se toda a gente comesse peixe e verduras e não houvesse obesidade. É só pena que o peixe esteja ao preço a que está e um kg de cerejas custe para ai 5 euros.
É bonita a ideia. Mas voltamos à questão. A fast food é boa de facto, sou a primeira a admitir que aprecio um bom hamburger repleto de químicos e batatas fritas cheias de sal que me vão matar antes de eu chegar aos 40. Mas…pergunto-me, não será que a decisão de ter 100 quilos e morrer antes do 50 é minha?
Para além disto, não será também verdade que um prato saudável confeccionado em casa custa o dobro do que ir comprar um congelado qualquer e po-lo no microondas? Em vez de taxarem o fast food não aumentem o IVA em alimentos saudáveis. Isso sim era uma medida coerente. Esta notícia do expresso: Europa prepara-se para declarar guerra ao lixo alimentar é bem demonstrativa disto. Quais foram os países que implementaram com sucesso esta medida? Os países mais ricos. Finlândia, Dinamarca, Suiça, Áustria. Por seu lado, a Roménia bem tentou mas desistiu.
Isto é tudo muito idílico de facto. Que bom seria viver num país onde uma criança pela-se por uma boa couve ou por uma verde alface. Mas a verdade é que um big mac alimenta para o dia todo e custa 4.90. E é verdade também que ainda ontem, falando em médicos, na RTP uma notícia dizia que as crianças estão a deixar de tomar as vacinas para a meningite porque não há dinheiro para as pagar. Isto tem tudo uma ligação. É pensar e olhar em volta antes de abrir a boca.

Comments

  1. almareado says:

    A questao e que mais e mais a obesidade e suas consequencias, diabetes, hipertensao, e mesmo cancro custam dinheiro ao sistema nacional de saude.
    Parece que ninguem quer resolver os problemas pela educaçao, porque é um facto que cada vez se come pior e em Portugal nao ha propriamente uma inclinaçao natural para o exercicio fisico. Nao quero moralizar, eu também nao possuo a dita inclinaçao. Espero que o SNS se mantenha pois prevejo que dentro duns anos os seguros de saude vao começar a incluir alineas para mais e mais se desligarem de determinados males.
    Mas convenhamos que taxar o fast food é algo dificil de concretizar. Pode sempre arranjar-se uma comissao para “pensar” no assunto. 😛


  2. Se taxam o fast food têm que taxar as alheiras fritas com batatas fritas e imaginem o preço a que ficam os torresmos.

  3. Nightwish says:

    Aguardo a criação de uma comissão para decidir que hamburgers são fast-food e quais são saudáveis: há boys desempregados!
    Já quanto à mania, deixo ficar um exemplo… o sal não faz mal nenhum a uma pessoa saudável e sai todo pela urina, só se os rins estiverem danificados é que há problemas.
    Claro que a realidade e política têm uma ligação muito muito ténue…


  4. E, se em vez de pensarem em criar taxas, evoluissem, e pensassem em educar as pessoas no sentido de adotarem uma alimentação racional e saudável?
    Porque não criar na televisão que ainda é do estado um programa que visasse a poupança energética, os cortes no desperdício alimentar, vulgarmente chamado aproveitamento das sobras, aplicassem incentivos à reciclagem, criassem o hábito do faça você mesmo no que respeita às pequenas reparações, etc. e tal?
    Se calhar isso não interessa, pois os nossos muito esclarecidos gestores não estão nada preocupados com isso, pois o que pretendem é mais dnheiro para gerir os seus próprios quintais esquecendo que tudo isto é efémero e não vale a pena ter mais do que se necessita só para agradar ao ego.

  5. Martunis says:

    Concordo com a ideia de taxar a fast food e discordo dos argumento do post.
    Por várias razões:
    1. Ao taxar-se produtos que, de forma cientificamente comprovada, são nocivos à saúde está a prosseguir-se o interesse público, melhorando a saúde das pessoas;
    2. Permite a curto prazo obter receitas que o Estado necessita desesperadamente e podia-se assim aliviar o peso do IVA sobre outros bens mais úteis;
    3. Permite, a médio e longo prazo, reduzir os custos com o SNS sem necessidade de o desmantelar.
    4. A fast food não é, objectivamente, mais barata que a comida feita em casa, se compararmos o preço dos ingredientes, mas dá com certeza menos trabalho não ter que a confecionar.
    5. Pensar que as mentalidades sobre o que é comida saudável vão mudar apenas com boas intenções e acções avulsas é ingénuo considerando a torrente de marketing que promove a fast food, pelo que acções mais directas são sempre bem vindas. Os seres humanos são irracionais pelo que a argumentação lógica de que a fast food faz mal é ignorada por todos aqueles que gostam dela.
    6. Em termos práticos não se pode criticar esta proposta sem criticar outras medidas implementadas sobre outros bens comprovadamente nocivos como, por exemplo, o tabaco.


  6. mais vale rir que chorar nao é,… um big mac alimenta para o dia todo… omfg!!! quem escreveu isto so pode estar a soldo do mac. enfim, todo o artigo é falso como o martunis ja salientou.
    dá pena ver gente desta a berberrar barbaridades atrás de barbaridades como se o ruim fosse algo de inevitavel, e o saudavel algo de impossivel, logo vamos todos morrer aos 40 anos, todos obesos, porque afinal o fast food é bom porque a major gosta de batatas fritas….
    minha cara, pense primeiro nos outros antes de abrir a sua boca…

    • Daniela Major says:

      Sabe Fred há um recurso estilístico que se chama hipérbole. Já ouviu falar? Não? E claramente não percebeu o post. Não é pelo imposto na fast food que as pessoas vão aprender a comer comida saudável. Não se pode fumar nos espaços públicos e as pessoas continuam a fumar.

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