A realidade é uma coisa que não lhes assiste

Francisco Assis

defendeu o legado de seis anos deixado por José Sócrates. Um legado que, disse, “não é o do défice, da dívida e do desemprego”.

The Desert Sweepers, Su-Mei TseEu até sou gajo para afirmar que o desemprego, a dívida (e a privada é o problema, ó anarquistas da direita) e o défice aumentaram após a crise financeira internacional pela qual José Sócrates não pode ser responsabilizado. Mas os 150 000 empregos não foram criados antes, o défice e a dívida subiram em qualquer gráfico perto de si, e pior do que isso foi-se privatizando o SNS e a escola pública.

Que a política é a arte da mentira já sabíamos e ninguém como Sócrates a elevou a um patamar tão alto de completa manipulação, assumindo a terceira via do discurso é tudo, no conteúdo eles nem reparam. Que não se esperava que acordassem, tomassem um duche e regressassem à real, era óbvio. Mas quando insistem desta forma escabrosa, e sabendo-se que na oposição não têm a mínima hipótese de manipular como o faziam no governo, cheira a uma travessia do deserto feita de gatas, e sem água. Tristeza.

Comments

  1. joão miranda says:

    muito bom!


  2. Deveriam ter vergonha. Nem vergonha nem verdade.


  3. É a realidade política hoje em dia: mentir é aceitável, má gestão é aceitável, se um PM não afundar completamente o país já se considera que fez um trabalho decente.

    Adorava que não houvessem tantas artimanhas e marketing na política, que houvesse apenas um esforço colectivo na gestão do país. Uma utopia, eu sei.


    • Não é “houvessem tantas artimanhas”. Deve ser “houvesse tantas artimanhas”! Será que no presente diz “há artimanhas” ou “hão artimanhas”? Então se é “há” no singular, também é “houvesse”, assim como “houve”, “haverá”, etc.. O verbo haver é impessoal!!


  4. Meet the Fockers……


  5. Parabéns

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