O silêncio dos professores

Sou um defensor da escola pública. Gosto da ideia de ensino público. Os meus filhos frequentam a escola pública.

Mas, perante evidências como esta, gostaria de melhores explicações.

O silêncio dos professores, o encolher de ombros dos professores do ensino público, intranquiliza-me.

Comments


  1. Mas que evidência? entre uma escola pública que tem de aceitar todos os alunos e uma privada que os selecciona, há comparação possível?

  2. A. Pedro says:

    Achas que é mesmo só isso? Achas que essa explicação basta? Sendo assim ainda fico mais intranquilo.


    • Se seleccionares os doentes, facilmente montas uma clínica onde ninguém morre. Falamos de colégios que fazem exames de admissão, e onde um aluno que não cumpra as regras é imediatamente expulso. Claro que os resultados não se podem comparar com os de uma escola pública que não pode fazer nada disso.
      Além disso repara nos resultados do D. Maria e o José Falcão, e compara-os por exemplo com os do liceu onde andaste… conheces muito bem a área geográfica dos 3, é óbvio que terá de ser assim.

  3. A. Pedro says:

    Eu sei que os rankings são, digamos, subjectivos, se considerarmos factores como localização e inserção geográfica, etc. Mas isso não explica que as mesmas escolas públicas venham a baixar sucessivamente e as privadas venham a ultrapassá-las ano após ano. O caso do D. Maria é exemplifica bem isso.


    • E as polítcas do engenheiro de fim de semana, não lhe explicam alguma coisa? Como, por exemplo, os professores do privado terem turmas mais pequenas e terem tempo para preparar as aulas? A impossibilidade de impor respeito numa sala de aula e de chumbar alunos?
      Coisas pequeninas que nada influenciam a aprendizagem, claramente…

      • A. Pedro says:

        Vocês estão a dizer o quê, face ao sentido do post? Que eu devo ficar tranquilo? Que o ensino público vai por bom caminho? Que devo encolher os ombros? Que devo remeter as culpas para o engenheiro e deixar andar? Que não há nada a fazer e, portanto, devo mudar os meus filhos para o privado?

    • A. Pedro says:

      Ou estão a dizer que tenho que tomar por boas explicações como as vossas e as do Guinote? Não tomo, não chegam, não explicam.


  4. Esses colégios muito fixes…pejados de alunos do Cerco,da Pedreira dos Húngaros,de Santa Filomena,do 6 de Maio…
    “Gosto,não desgosto…”


  5. Há colégios e colégios, aquele que ficou em segundo na maior parte dos rankings trata todos os testes do percurso escolar dos alunos como se fossem exames. Os alunos têm mais 90m semanais das disciplinas às quais vão a exame, logo a partir do 10º. Têm ainda horas de apoio extra na escola para esclarecimento de dúvidas e realização de exercícios.

    Isto tudo para além do facto de serem seleccionados à entrada, filhos de ‘dinheiro’, etc, etc…

    Os professores NÃO têm turmas mais pequenas e mais tempo para preparar as aulas, até leccionam muitas mais horas do que no público e as turmas são do mesmo tamanho. O que há é um nivelamento por cima, se algum aluno não acompanhar, sai fora. No público, há nivelamento por baixo, ‘educação para todos’, bla bla bla.

Trackbacks


  1. […] Neste texto, o nosso Pedro Correia exprime preocupações legítimas, fazendo o mesmo nas respostas aos comentários. Também legitimamente, na mesma caixa comentários, o João José Cardoso lembra que, muitas vezes, estamos a comparar o incomparável, tendo em conta que nas escolas privadas é possível escolher ou expulsar alunos, não sendo, ainda, possível esquecer que, muitas vezes, entre o público e o privado há uma diferença brutal no que respeita ao estatuto socioeconómico e/ou sociocultural dos alunos, factores que têm uma grande influência no rendimento escolar, graças a pormenores que vão desde a estimulação precoce até à importância concedida à necessidade de aprender. […]

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