Petição dirigida a Pedro Audi* Soares

Os Lares de Infância e Juventude têm vindo a ser dotados de equipas multidisciplinares desde 2007, estes tornaram-se um espaço de transição para estas crianças/jovens, onde foi trabalhado o projeto de vida de cada uma delas, de acordo com as especificidades que cada qual apresentava, com vista a uma possível reintegração familiar e/ou a sua autonomização de vida.

Portugal era em 2007 um dos países da União Europeia com uma taxa de Institucionalização de crianças e jovens muito superior à média europeia, com serviço pouco humanizado, centrado apenas na prestação dos cuidados considerados básicos até então: alimentação, vestuário e higiene. Tornava-se urgente uma mudança no paradigma Institucional!

Para dar resposta às orientações europeias previa-se que o Plano DOM levasse à desinstitucionalização de 25% de crianças e jovens até 2009 (aproximadamente). Esse objectivo foi atingido! A poupança e a viabilidade económica desta mudança paradigmática é um facto e deveria ser estimulada futuramente. O Plano DOM permitiu que se pudesse criar uma meta orçamental, a médio e longo prazo, muito mais vantajosa e económica. No entanto, pensamos que mais importante do que os números é a humanização da resposta, consideramos que esta é a principal resposta para os decisores políticos. 

A articulação do trabalho destes técnicos com toda a comunidade envolvente (Escolas, Unidades de Saúde, outras Instituições) e com entidades responsáveis pelos Processos de Promoção e Proteção (CPCJ e Equipas Multidisciplinares de Assessoria ao Tribunal – Segurança Social) tornou-se fundamental para a mudança do paradigma Institucional.

Neste momento é humanamente impossível dar continuidade a este trabalho, pois muitos destes técnicos foram despedidos. Será que todo o investimento financeiro nestes 3/4 anos vai ser ignorado?! Não podemos voltar atrás no tempo e deixar que as crianças e jovens acolhidas em instituições voltem a um regime simples de prestação de cuidados básicos (apenas proteger, educar e evitar que se magoem ou magoem alguém).
Não podemos deixar que pessoas de referência destas crianças e jovens sejam mais uma “rejeição” nas suas vidas. Estas crianças e jovens não podem ser deixadas novamente ao “sabor do vento”, sem rumo nem direção futura. Estes técnicos foram preparados e especializaram-se nesta resposta social!

Porque somos todos responsáveis pelas novas gerações e somos nós quem tem a hipótese de os educar de uma forma mais responsável, de forma a evitar um maior número de delinquentes e maior número de crimes num futuro bem próximo.

É tempo de controlarmos esta situação enquanto medida preventiva. Não deixaremos que uma redução a nível orçamental seja responsável por um futuro menos brilhante de cada um destes jovens que estão à responsabilidade do Estado.

Assine aqui.


* Já sei: o contrato de aluguer do veículo estava blindado e veio do governo anterior. Pois então publiquem-no, sejam transparentes, e logo veremos. Acreditarmos nisso só porque um governo o afirma é o mesmo que acreditar no pai natal, do qual  já só existe metade. Aliás blindado cheira a Pandur e Pandur cheira ao último frete de Paulo Portas à indústria de armamento.

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  1. […] por Centro Distrital, vão nomear mais de 70. Excelente! E como o exemplo vem de cima, aí temos Pedro Mota Soares, o putativo Ministro, a deslocar-se num Audi A7 de 86 mil euros para reuniões sobre pobreza e […]


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