Esquerda radical?

Existe uma crise cuja raiz está na desregulação de mercados e nas ligações cúmplices entre o poder financeiro e o poder político. Essa crise tem sido gerida – é o termo – por governos de centro-direita sempre muito pragmaticamente adversos às ideologias, mesmo que finjam o contrário e mesmo que se finjam o contrário (por exemplo, quando não estão no governo). A gestão dessa crise tem-se baseado em medidas consideradas inevitáveis e que têm provocado o empobrecimento, o desemprego, a precariedade, enfim, têm tornado pior a vida dos cidadãos.

Ninguém esconde que a solução esteja na austeridade, mas barrosos, merkeis e outros defendem a austeridade pura e simples, colocando as questões macroeconómicas acima da vida das pessoas. Mais radical do que isto só se se defender, frontalmente, o fim da democracia. Para isso, já não falta quase nada e podemos dar como exemplo as reacções musculadas da direita ao exercício da greve ou a criminalização dos funcionários públicos como raça responsabilizada pela crise.

A Europa está num estado miserável, graças às soluções radicais impostas pelo directório franco-alemão-financeiro e aceites com a cerviz prontamente dobrada por medíocres como aqueles que estão no governo em Portugal. Quando, face a este extremismo e a este radicalismo, há países que, através de eleições, dão voz a quem se revolta e critica e propõe novas soluções, dizem que se trata da esquerda radical e que virá aí o caos? Olhem à volta, idiotas: o caos já está aí há demasiado tempo e a culpa é vossa!

Comments

  1. Maria de Fátima Bizarro says:

    Muito bem!


  2. Nem mais!
    Radicais são os que responderam à crise dos MERCADOS FINANCEIROS com diminuição de poder de compra das pessoas e perda de apoios sociais dos mais desfavorecidos para acudir a todo o custo aos bancos, mergulhados numa crise criada pela falta de regulação deles próprios.
    Depois outro problema, nos EUA e Islândia a crise estourou e foi resolvida prontamente, na zona Euro pôs a nu as debilidades e imperfeições da “União” sem que ninguém conseguisse/quisesse/pudesse apontar soluções deixando arrastar e apodrecer a situação das economias mais expostas.

  3. maria celeste ramos says:

    Mas acham que tanto bancos dos USA como a UE não sabia nada de nada ?? são todos parvalhões ou aproveitaram a inocência e crença dos que como eu – acha que o crime tem limites e tipologias mas não abrajo todas porque não tenho imaginação de criminosos – no meio de tantos nem um ?? – até vi programas às tantas da madrugada de um americano que não aguentou ter de colaborar e contou ao NY times e perdeu tudo – o emprego e a mulher e a família e a casa – também um francês – e ambos resolveram contar em directo à TV – já vi este ano falar nos bancos e como há pormiscuidade até coma CIA e os deputados e a malendrices – na hora do padeiro e segurança há 2 canais que por enquanto ainda mostram – a CNN e a BBC – até vi várias versões do 11 setembro uma delas contada por bombeiro – não pega com a versão oficial . e muitos reformados da CIA contaram coisas incontáveis – essas ouvi na rádio no tempo em que também ouvia rádio de manha, que ouço, mas só musica sem dramas – aliás a 1ª década do III milénio tem sido informadora como nunca foi através de muitos programas (não nos canais públicos) – o que tenho visto de áfrica e europa e canadá nem parece ser possível tanta malvadez que anda mesmo à solta

  4. Eurocéptico says:

    Muito bem. Quem é que alimentou, durante anos as lojas dos 300, com material de 5ª escolha, vindo da China? Pois, foi a Alemanha e assim derreteu em grande parte as nossas pequenas industrias que se deveriam ter reconvertido com os milhões vindos da CEE e que foram desbaratados, a favor dos amigos. Quanto é que se gastou com a dita formação que nunca foi feita? Porquê? Porque é que acabaram também com a agricultura e com as pescas e agora até se voltou a falar com a nossa marinha mercante?
    O que outros comentadores acima já disseram é importante que as pessoas não esqueçam para não se deixarem embalar por palavras ocas, sem sentido, que nos estão a espezinhar a todos.

Responder a Maria de Fátima Bizarro Cancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.