Decididamente está tudo maluco. Ou não.
A grande pergunta, aquela que todos fazem nas escolas é: mas o que é que o Ministério da Educação deseja com este tipo de provas?
Já aqui se procurou equacionar as dificuldades dos alunos em torno da prova de aferição de matemática do 4º ano (antiga 4ª classe).
Questões essas, comuns às que se colocam em relação à prova de matemática do 9º ano (Teste Intermédio: versão 1 | versão 2).
E o mais espantoso é que tudo isto é feito quando boa parte dos alunos do 9º ano não trabalhou no 3º ciclo (7º, 8º e 9º) com os novos programas. Ou seja, o teste intermédio foi feito tendo como suporte a organização e as abordagens que os novos programas sugerem. Acontece que há imensos alunos que trabalharam na “lógica” anterior.
Será que o Ministério quer encontrar argumentos para justificar mudanças? Algo do tipo: “As políticas seguidas até aqui deram nisto, temos que mudar…”
Ou querem apenas transmitir um mensagem de mais exigência, usando os alunos como cobaias?
Ou será que é apenas incompetência?
Nota: como desafio, não me vou atrever a sugerir que realize a prova. Mas, passe os olhos pelo seu conteúdo e depois talvez fique com uma ideia diferente sobre a nossa juventude.