Os mega-agrupamentos de Escolas – aulas longe do centro de decisão.

O Ministério da Educação e Ciência aproveitou a confusão Relvas, o diz que disse e não disse que pediu desculpas de uma coisa que afinal não tinha feito e tal…

E… Pimba! Eis os novos Mega-agrupamentos.

São muitas as questões em torno dos MEGA – AGRUPAMENTOS, mas para os menos entendidos nestas coisas da educação e das escolas públicas, importa explicar que estamos a falar sobre a gestão das escolas, isto é, dos antigos, muito antigos Reitores, agora Directores, que pelo meio foram Conselhos Executivos ou Directivos. Mas, fosse qual fosse o modelo, em cada escola “grande”, tipo “Preparatória ou Secundária” havia um. Pois bem, com o modelo agora vigente, o MEC cria uma nova realidade organizativa que tira o poder de decisão de alguns locais, afastando uma parte muito significativa dos  processos educativos do poder de decidir. Por exemplo, aqui no Centro do Porto, Secundária Garcia da Orta junta-se com a Francisco Torrinha, ficando um só director para ambas.

Imagine caro leitor que há Concelhos geograficamente imensos onde o Director está na escola A e o Estabelecimento B fica a uma hora, de carro. Quando, neste última, acontece algo, quem assume o poder? Se há um problema com um aluno, quem decide? E, as pequenas coisas de todos os dias, quem as vai arbitrar e dirigir?

E este é o primeiro ponto para questionar todo este modelo – as aulas, aquilo que verdadeiramente interessa numa escola, ficam excessivamente longe do poder de decisão e isso vai ter um custo brutal a curto e a médio prazo.

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  1. […] o silêncio em torno dos MEGA, as reflexões de Nuno Crato, comentador, sobre o tema,  ou até uma análise entre os MEGA e o trabalho de sala de […]

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