Jogos Olímpicos à Portuguesa

Antonia Misura  é uma jovem jogadora de basquetebol da Croácia. Confesso que não prestei muita atenção aos resultados desportivos da equipa Croata, mas é tudo uma questão de prioridades.

Dei por mim a ler Mário Santos que acusa o País (seja lá o que isso for!) de ter falta de cultura desportiva.

E depois pensei: mas não foi este Governo que retirou tempo à Educação Física na Escola? Não foi este Governo que retirou importância à Educação Física no Secundário?

Está visto que tenho de equacionar as minhas prioridades. Só não sei se me viro para o basquetebol croata se para o voleibol brasileiro porque para os governantes lusos já não há paciência.

E no meio de tanta incompetência sobram os atletas lusos, que têm sido fantásticos.

Comments

  1. Isabel Branco Pires says:

    Já os meus amigos madurões, da minha juventude,iam de férias à Jugoslávia só para ver as transeuntes . Diziam que eram lindas 🙂

  2. Asdrúbal says:

    Pois, devem ter ido pouco ao campo e viram-nas com dentes.
    Esta portugalidade de ir às suecas e desprezar as magras vacas do desporto português, que saiu sempre dos clubes e nunca das escolas, contrariamente a outros países.

  3. Jonh says:

    «mas não foi este Governo que retirou tempo à Educação Física na Escola? Não foi este Governo que retirou importância à Educação Física no Secundário», logo a culpa de não termos «cultura desportiva» é deste governo… Tá bem.. Que não tenha «paciência» p/ a «incompetência» dos «governantes lusos» já me parece natural: pólos com a mesma carga tendem a repelir-se.


  4. “Não foi este Governo que retirou importância à Educação Física no Secundário?” Foi e fez muito bem. Um gordo que queira ir para medicina lá por não correr que nem um cavalo não tem nada que ter a media final prejudicada por causa de educação fisíca. Isso é discriminação e o governo fez bem em fazer Ed. Fis. não contar para a media.


    • Escrever um acoisa destas é não saber quais os critérios de avaliação na disciplina de E.F…por outro lado, um disléxico pode entrar em medicina?

  5. andrelara says:

    Foi este Governo que retirou tempo à Educação Física na Escola. Foi este Governo que retirou importância à Educação Física no Secundário. E o chefe de missão do COP, não é um membro do governo. O Movimento Olímpico é (deve ser) independente do poder politico…

  6. João Paulo says:

    Está visto que o John tirou o dia para comentar, o que me parece bem. Obviamente, o Passos não é o pai da falta de medalhas. Claro. Fui demagógico e não o recuso. A questão é saber se o poder político tem ou não vontade de ter uma verdadeira política desportiva, que passa, claro, pela Educação Física e pelo Desporto Escolar. Tão simples, quanto isso.

  7. João Paulo says:

    AR e Andrelara, a importância de cada disciplina pode sentir-se de diferentes modos: pelo tempo semanal que tem, por ter ou não exame, por ser ou não reconhecida pelos alunos, pelas famílias, pelo país… Tudo critérios mais ou menos válidos. A concepção que temos do mundo e da vida é que define a importância que vamos dar a A ou a B. Eu defendo uma formação integral de cada cidadão. Tem que saber matemática e inglês? Claro que sim. Mas tem que saber que deve praticar desporto para ser saudável, que deve ouvir música e frequentar museus e teatros… Percebem a ideia? Agora, com os governos que temos tido… Com Nuno Crato é a cereja! É o voltar ao tempo do ler, escrever e contar…

    • andrelara says:

      Não só percebo a ideia como concordo…(sou professor de Ed. Física)

    • Jonh says:

      Parece pois existir algum tipo de necessidade de voltar ao tempo do «ler, escrever e contar». Isto porque de experiência própria garanto ter sido colega de indivíduos, que no 5º ano (1º ano do ciclo preparatório), lá estavam com 15/14 anos (eu tinha 10!!!) sem saber ler, escrever e contar. Acrescento ter tido um colega no 9º ano com 18 anos e muitas dificuldades em «ler, escrever e contar». Mas o conceito de escola inclusiva, juntando burlescos com sobre-dotados parece-me ter sido muito positivo, não só sei o calão usado em qualquer bairro de lata (actualmente bairros sociais) como pude na minha infância privar com indivíduos que nos casos mais extremos são hoje homicidas condenados. Não há nada que substitua uma boa educação…

  8. Jonh says:

    não só um disléxico pode entrar em Medicina, como um «gordo» pode ser Prof. de E.F, bem como um ignorante pode ter a sua opinião; tenho ideia que já no meu tempo (!!!) E.F. não contava p/ média do Sec. e com alguma justiça, só quem fosse mto descoordenado ou mal-intencionado é k tinha abaixo de 15 valores em E.F. Por outro lado mm 40horas de E.F. por semana não garantem campeões olímpicos, nem me parece ser essa uma função académica ou estatal. Se «foi este Governo que retirou tempo à Educação Física na Escola e retirou importância à Educação Física no Secundário«» então não pode ser responsabilizado pelos fracos resultados olímpicos, estes advêm de décadas de desinvestimento na «cultura desportiva».

    • andrelara says:

      Um disléxico pode, mas não entra em medicina…porque à sua condição estão associadas outras dificuldades (algumas não relacionadas com o curso mas relacionadas com o acesso ao curso)…e o problema é que as entradas em Medicina estão tão focadas numa estreita banda de competências que não permite que outros (eventuais excelentes médicos) possam entrar na Universidade…

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