Monárquicos: Estúpidos, ignorantes ou tenebrosos?

Por mais que me esforce, não conseguirei compreender nunca os argumentos em que se sustentam os defensores dos regimes monárquicos. É verdade que não tenho a bagagem intelectual de alguns vultos da nossa blogosfera e se calhar por isso é que não compreendo.
Curiosamente, tenho amigos monárquicos e já debati com eles inúmeras vezes. A conclusão é sempre a mesma. Por que razão alguém, só porque sim, há-de ser o representante máximo de um país? Que razões justificam que uma mesma família se perpetue no poder séculos a fio através da hereditariedade e que nunca seja sujeita ao crivo popular? Qual é afinal a diferença entre um ditador e um rei? Entre Kim-Jong-Il e Isabel II? E o que leva pessoas que são inteligentes a defender regimes em uso em países como a Arábia Saudita, o Qatar ou o Brunei?
Serão todos os monárquicos estúpidos, ignorantes ou tenebrosos? Obviamente que não. Porque são monárquicos, logo, de uma casta superior. Mesmo aqueles que militam em Partidos políticos que até pertencem ao arco da governação republicana. O CDS, por exemplo, está cheio de monárquicos.
Lá está. Sendo de uma casta superior, são incomparavelmente superiores. Tudo o resto – Esquerdistas em geral e a ralé comunista em particular – não presta. Quem me dera ser como eles…

Comments


  1. Eu sou monárquico… a ver se me toca uma princesa.

  2. xico says:

    Para quem não consegue distinguir entre King Jong II e Isabel II, ou quem julgue que ser monarquico é defender regimes da Arábia esquecendo alguns republicanos recomendáveis, será sempre muito difícil perceber seja o que for. Talvez seja tenebroso, estúpido é o texto, ignorante porque quer.

  3. Nuno Castelo-Branco says:

    Gostei do humor, principalmente aquele que não vê a diferença entre Isabel II e Kim 1, 2 e 3. Claro que o RSP preferiria viver em qualquer uma das tenebrosas monarquias que nos acompanham na UE, preterindo qualquer uma das repúblicas onde existe um daqueles chefes “carismáticos”. Apenas não o diz, mas ele sabe que até a Espanha é melhor que “isto” que temos por cá. Com ou sem caçadas, é melhor e funciona.

    • Miguel says:

      Como assim a monarquia Espanha funciona?
      Os reis de Espanhas são uns basbacas que andem de almoço em almoço e vão caçar elefantes no fim de semana. È uma monarquia fantoche e ríducula que só existe porque as pessoas adoram os mexericos do 7set

      As monarquias europeas não passam das Paris Hiltons do velho continente

      • Nuno Castelo-Branco says:

        Miguel, observo que tem andado demasiadamente distraído nos últimos 37 anos, precisamente a idade do actual regime espanhol. Se “acha” que a transição pacífica apareceu por milagre, desiluda-se. João Carlos I foi e é demasiadamente importante no Estado.

        • Miguel says:

          Eu sei muito bem que o rei actual foi escolhido como sucessor do Franco. Isso é razão para o ter lá?

          Não há qualquer legitimividade para uma tal relíquia franquista. Eu sei muito bem que os monárquicos, Carlistas e outra malta feudal, sempre apoiaram o Franco.

        • Miguel says:

          Diga-me lá então, que faz o Rei lá em espanha?

          1) Se não faz nada (e de facto não faz), é só um fantoche do Jet7

          2) Se faz, é um ditador hereditário, não democraticamente eleito.

          Você escolhe a 1) ou a 2) ?


          • Diga-me lá então, que faz o Rei lá em Espanha?

            Hipótese 3 – é o garante do estado democrático espanhol – já ouviu falar no 23-F? O Rei faz mais e melhor que o Cavaco, o Sampaio e o Soares juntos, no seu melhor…

          • Miguel says:

            ” garante do estado democrático “??

            Se ele só é um fantoche popular, então só é um fantoche. Podia estar lá ele como podia estar o Toni Carreira ou outro grande figura amada pelo povo para “garantir a democracia”.

            Se o Sr Pio quer ser “o garante do estado democrático”, então que se candidate a Presidente democraticamente, e o povo que decida.


  4. Em termos de racionalidade hoje o tema já nem sequer se põe.
    É um regime que deveria ter desaparecido com o feudalismo.
    Para quem quiser,tiver tempo e disposição, uns argumentos interessantes encontra-os na história da comuna de Paris.
    Ficam sempre uns resquícios,desesperadamente pendurados nos ponteiros da história,pensando parar o relógio do tempo.

    Desenvolvi cedo uma profunda alergia quando um dos tais monárquicos,atrelados ao regime fascista,sempre andaram e andam atrelados ao mais reaccionário e retrogrado,me dizia:”Sabe,para fazer o curso de direito é preciso ter des e es no meio do nome”.
    Isto diz bem da mentalidade,de superior imbecilidade,doutrina de casta.

    O problema resolve-se quando o povo tomar o poder em vez de o delegar.

    mário

    • MAGRIÇO says:

      Diz muito bem: “superior imbecilidade de casta”. Pelo menos no que aos imitadores diz respeito, já que não os coloco no mesmo patamar de, por exemplo, Gonçalo Ribeiro Telles. E são os piores, os fidalgos indigentes.


    • Monarquia e feudalismo são coisas diferentes e até ligeiramente antagónicas entre si. Monarquia e aristocracia também são coisas diferentes, no sentido de que não dependem uma da outra. Há (houve) repúblicas aristocráticas (Veneza) e há monarquias sem aristocracia ( Japão, Noruega). E há (houve) monarquias electivas e repúblicas hereditárias (foi o caso do Haiti).
      Os rês não o são “porqe sim”: eram-no e são nos termos da lei constitucional, e há diversos mecanismos de confirmação/validacão. Algumas monarquias que julgamos ser hereditárias eram electivas (a francesa, por exemplo)
      O Rei D. Juan Calos foi escolhido e validado com a aprovação da constituição (que o nomeia expressamente)?e o Rei da Suécia pode deixar de o ser a qualquer momento.
      Que faz as monarquias diferentes? Há um escrutínio absoluto desde que o futuro chefe de estado nasce. Está afastado da corrupção, por apenas depender da Lei. É educado para isso e deve viver para as suas funções. Não, há, por isso, qualquer superioridade de casta. Bem pelo contrário, à monarquia moderna subjaz a ideia de que qualquer pessoa comum dotada de bom senso, boa vontade e dedicação pode ser o chefe de estado.

    • Miguel says:

      Se vier a monarquia, tenho de fazer vénias aos réis e companhia?


      • Caro Miguel, onde é que pensa que tem mais poder efectivo enquanto cidadão? Em Portugal ou na Grã-Bretanha?

        • Miguel says:

          Eu quero é a minha liberdade. Eu não devo nada ao Dinis de Santa Maria de Bragança. E respeito quem me deu a liberdade de poder dizer isto.


    • “Desenvolvi cedo uma profunda alergia quando um dos tais monárquicos, atrelados ao regime fascista”
      Seriam os que fizeram listas contra o partido único, em 1969 – a CEM (Comissão Eleitoral Monárquica) os atrelados ao fasssismo? Ou quem eram?
      Os monárquicos apoiaram o Estado Novo para acabar com a anarquia política e económica da I república e para manter o país fora da II Grande Guerra, depois lutaramk pela instauração de um regime democrático constitucional.
      Sabe a posição do Marcelo Caetano sobre o sistema político (Monarquia vs. república) uns anos antes? Fale do que sabe, não diga asneiras…

  5. MAGRIÇO says:

    Há quem tenha verdadeira aversão a tudo o que é mudança, que suspire pelo passado e sonhe com o seu regresso. Felizmente são uma minoria e, ao contrário do conceito elitista que fazem de si próprios, não são os mais esclarecidos. Se o mundo se movesse à sua velocidade evolucional, ainda hoje viveríamos nas cavernas. O curioso é que a História que tantas vezes evocam – não a inglesa ou a dinamarquesa, mas a nossa, mais parecida com a da monarquia francesa pela iniquidade e vacuidade – está cheia de exemplos que justificavam, até há mais tempo, uma mudança radical de regime. Hoje são poucos os que defendem a monarquia por genuína convicção: os monárquico emergentes, tal como aqueles que se deixam facilmente fanatizar por um clube de futebol ou por um qualquer partido político, fazem as suas escolhas mais por ignorância e por influências menores – como ser pretensamente chique ou por falso conceito elitista – do que por conhecimento da causa. E são precisamente estes pára-quedistas recém-descobridores das virtudes da monarquia que a desacreditam.


    • A monarquia constitucional foi o regime que, em total liberdade, maior prosperidade trouxe a Portugal. Sem dinheiros da Europa, criou-se perto de 3 000 km de caminhos de ferro, e demais infra-estruturas.

      • MAGRIÇO says:

        Se a prosperidade de um país se avaliasse pela extensão da sua rede de caminhos de ferro, a Índia, com os seus cerca de 80.000 km, seria o 4º país mais desenvolvido do mundo, o que, obviamente, não é. Aliás, este argumento nem sequer é muito feliz : recorda a subserviência à coroa inglesa que explorava os nossos recursos, desde o vinho aos telefones. A administração monárquica era tão eficaz que chegou mesmo ao caricato de haver duas bitolas na nossa rede, porque a Companhia Inglesa não dispensou o proverbial chauvinismo britânico e decidiu construir parte do ramal na sua própria bitola, enquanto a restante era europeia. E foi preciso um empresário espanhol, José Mayol, para criar a Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses! A leitura da História dos Caminhos de Ferro em Portugal pode revelar-se um exercício bem interessante…


        • Conhece uma coisa chamada proporção? E tão deixe os a India – que respeito como a maior democracia do mundo.
          Quano a Portugal, terá toda a razão, mas a coisa fez-se. Na subserviência, a Grã-Bretanha foi substituída pela CEE e UE até, milhares de milhões depois, desembocar na Troiks. Nada brilhante. Quanto ao chauvinismo, já reparou que a palavra é francesa?
          Foi pena o Inglaterra não ter conseguido impor a bitola europeia (se era essa).

          • MAGRIÇO says:

            Confesso que fiquei um pouco intrigado com a observação de que chauvinismo é uma palavra francesa. Não é! Quanto muito será um galicismo, já que o original é “chauvinisme”. Mas não me parece que, apesar disso, não se possa usar para adjectivar o excesso de patriotismo de qualquer nação. Pior é o uso de “blague”,”carnet” ,”complot” , “demarches”, “demodé”, “rentrée” , “troupe” e tantos outros que seria fastidioso enumerar e que ouvimos frequentemente como se a nossa língua – apesar das tentativas de a deturpar – não fosse suficientemente rica para abarcar todo o léxico necessário. Isto para já não falar em anglicismos, usados normalmente sem tradução apropriada, para palavras como “link”, “piercing”, “home video”, “drag queen”, “performance”, “browser” e um nunca mais acabar de exemplos. Mas, a julgar pelo incómodo causado, devem ser termos que nunca emprega. Quanto aos milhões da troika do século XXI, possivelmente levaram o mesmo destino dos milhões do ouro do Brasil do século XVIII.


      • “A monarquia constitucional foi o regime que, em total liberdade, maior prosperidade trouxe a Portugal. Sem dinheiros da Europa, criou-se perto de 3 000 km de caminhos de ferro, e demais infra-estruturas.” sc e que tal um bocadinho de oliveira martins?


        • Muito OM. Acontece, porém, que OM escreve numa fase descendente desse período. De qualquer medo, a percepção pessimista – a que o organicismo ajudava – e que veio a constituir-se na ideia central do finis patrie – não tem correspondência nos números. O Fontismo existiu e o Junquiro podia poetar sobre o assassínio do Rei D. Carlos – que se dizia o primeiro dos Vencidos – sem que nada lhe acontecesse.
          Há várias explicações para o pessimismo, mas não consigo perfilhar nenhuma, embora os últimos anos me tem ajudado me comecem a dar uma ideia.


          • Modo, não medo. O corrector é demasiado zeloso.
            Os últimos anos me tenham, não tem.

  6. palavrossavrvs says:

    Eu sou monárquico, mas sabes que te adoro, comuna Ricardo. Sinceramente, e agora a sério, a mim anima-me uma Ideia de coesão e identidade, onde a figura do Rei e a hereditariedade da representação não são nunca o centro. Só um Povo agregado e focado num desígnio é o centro.

    Mqui para nós, Ricardo, sou o que sou, mas não fraternizo mais com os demais monárquicos, por vezes imberbes e absurdos, do que por exemplo contigo.

    Acima dos modelos políticos, coloco as pessoas de que gosto, coloco aliás, todo o sagrado conceito de Pessoa.

    Abraço.

    • գիշեր says:

      Como se notta a ideologgia de thalassas y comunas é ligeiramente diferente, mas comungam das mesmas ideias

      Monárquicos ou Adeptos de Kim il sung ou afins: Estúpidos, ignorantes ou tenebrosos?

      07/08/2012 Por Ricardo Santos Pinto

      A resposta é simples, são tudo isso e muito mais.

      Sois gentes de muita fé….
      Claro que estar avariado da cacholeira ajuda muito.
      Ou se é estupidificado pelo ópio popular ou pela falta dele e pelo ersatz marchista-sãojoãnistalenhinha ista

  7. Amadeu says:

    Que razões justificam o representante máximo de um país provir uma mesma família que se perpetua no poder séculos a fio através da hereditariedade ?

    Há algum monárquico que responda à pergunta do Ricardo ?

    • գիշեր says:

      é preferível adotar o sucessor Lenine escolheu Estaline…Brejnev escolheu Chernenko
      Assad escolheu assad’e e kim il jong escolheu outro kim qualquer
      ´
      não é questão de hereditariedade foram cultivados plo systhema marchista para liderarem a dentadura da ditamole…


    • O facto de “o representante máximo de um país provir uma mesma família” (o que é um pouco mentira – já ouviu falar de dinastias…?!?) permite que o chefe de estado esteja bem preparado, seja imparcial, justo e ponha em primeiro lugar o seu país, como aconteceu com todos os Reis constitucionais portugueses, em vez do que acontece com os Presidentes (só para lhe dar um exemplo, na III república portuguesa, Eanes patrocinou um partido político quando saiu da presidência, Mário Soares fez a folha ao Cavaco para o PS voltar ao poder, o Sampaio fez o que pode para segurar o PS no poder e o Cavaco, em termos de parcialidade, é uma nódoa). Chega…?!?

      • Maquiavel says:

        O ditador João Franco foi nomeado pelo Espírito Santo (o divino) por intermédio de seu representante terreno para Portugal, o rei. Só para o calar.
        Sim, porque o reis säo reis por serem ungido por deus!


        • O ditador João Franco foi legalmente nomeado pelo Rei e governava por decreto, de acordo com a constituição, quando mataram o Rei D. Carlos I. Tinha data marcada para eleições e foi por isso que mataram o Rei, porque sabiam que o Rei queria deitar fora a porcaria de políticos que havia no parlamento e que o povo o iria aprovar. Quanto a ditaduras, compare as que houve no reinado de D. Carlos I (em 18 anos de reinado) com as que houve na I república (que, infelizmente, quase durou 16 anos). Depois conversamos…

          • Miguel says:

            De facto, é um grande motivo de orgulho o lealdade de um povo ignorante, analfabeto, rual e católico a um rei que nunca viram

  8. maria celeste ramos says:

    Este diálogo foi muito interesante – mas não me apeteceria ver o rei na rua e ter de fazer genuflecção – e se fosse bonita lá tinha de ir mesmo que não quizesse “para a cama do rei” – “vou-me embora para Pasárgada lá sou amigo do rei lá tenho a mulher que quero na cama que escolherei” – é outra civilização – lá teria de alimentar o rei porque nem sequer trabalha e vive à minha custa que nem “um rei” e anda de bateau de férias nas Canárias que por acaso estão a ARDER E depois até chamam PIG a outros “sem rei” e não sei – Adoro Ribeiro Telles que é pessoa culta – todos serão cultos os reis ?? e usam tiaras e corôas – prefiro os que depositam a sua corôa no altar das Igrejas e não deixando de ser “rei” – não conheço nenhum “brasonado” que tenha ordenado mínimo nem seja politólogo mas — mas L’État c’est moi” deu uma grande xatice e nem precisou de tribunal para matar quem o “alimentou” – Foucauld – e esteve mais tempo na prisão que fora dela e lá feneceu – para xatiar sou rainha na minha casa e ao sair a porta da rua até sou amada por tantos – sem genuflecção – Com rei não teria de aturar cabrões e ladrões ?? ai o lanterna vermelha dos “beafs”


  9. O nível de alguns de alguns textos desta casa está a ser uma desilusão:(

    • Amadeu says:

      Sr Nelson qualquer couso:
      Quando não se quer ou sabe discutir o conteúdo … ataca-se a forma.
      O sr, sim, é uma pobre desilusão.

  10. Douglas says:

    Existem governos monárquicos bons e ruins. Assim como há governos republicanos bons e ruins. Não é questão de ser estúpido, tenebroso ou qualquer coisa parecida, mas sim, de ideais. E todas devem ser respeitadas de acordo com a liberdade de expressão proposta pelas contituições sejam elas monarquistas ou republicanas. Sou Brasileiro e prefiro me curvar e ser governado por 50 anos a um Imperador (ou Rei) culto, vide D. Pedro II, que fora criado toda sua vida desde o berço e com o peso de uma familia tradicional em suas costas, para governar, a um metalúrgico que mal sabe falar, ou 15 Presidentes que apenas se importam em encher seus bolsos em 4/5 anos.
    Uma monarquia constitucional é bem diferente do que um regime ditador comunista como o da Coréia. Sou totalmente contra regimes totalitários ou absolutistas, Só para constar como monarquista (e como a maioria deles, também…) defendo um regime monárquico parlamentar e constitucional.

    • Amadeu says:

      Entao o problema do Lula foi ser metalúrgico que não saber falar ?! Que enorme arrogância você demonstra ter. Você é um Zé Ninguém.
      A esmagadora maioria do povo brasileiro, mesmo no fim do mandato, estava com ele. Será por também não saberem falar ?

      Tomara houvese um Lula em Portugal, de modo que a riqueza produzida fosse mais equitativamente distribuída. Que diminuisse o desemprego, que aumentasse o apoio a projetos sociais sem caridadezinha. Que tornasse Portugal a oitava maior economia da Europa ( sou modesto).

    • Maquiavel says:

      Eu também gosto muito do Pedro 2 do Brasil… é que ele era republicano!

      • Miguel says:

        Exacto. Houve muitos reis nobres e progressivistas

        Como costumo dizer, o pior na era moderna não são os reis, são os monárquicos! Os tipos que gostam dos reis e querem-nos pôr no poder, encher o peito de ar, reclamar títulos de nobreza, dons e donas, e fingir que ainda estamos no tempo da outra senhora

        • Nuno Castelo-Branco says:

          Miguel, dou-lhe uma quase ininterrupta de monárquicos que não querem títulos de nobreza da Monarquia, nem sequer os títulos de nobreza – muito esquisitos, por sinal – da República. Todo o grupo de Ribeiro Telles, os amigos de Miguel Esteves Cardoso, académicos, gente da rua, meus amigos e eu próprio. os títulos de nobreza são recordações do passado tal como a Torre de Belém. São património da história e nada mais. Aliás, no caso de instauração da Monarquia – digo instauração, porque nada existe para restaurar -, creio bem que a nossa direita ficaria mal servida com D. Duarte. Muito mal servida, mesmo. É que conhecendo-o relativamente bem, tenho a plena consciência da sua incompatibilidade com certos princípios do laissez faire, hoje tão na moda em certos sectores. Antes pelo contrário, a direita seria a primeira a abrir as hostilidades contra a Coroa, disso não tenho a menor dúvida. D. Duarte é um conservador nos aspectos da moralidade em sentido lato, mas não o é social e economicamente, para nem mencionar a política. Quanto à questão moral, obviamente não me refiro aos costumes, onde ele é liberal e sensato.

          • Ujedinjenje ili smrt says:

            ó camarada thalassa e querem ser monárquicos puquê?

            só pela fé?

            D. Duarte é um conservador inclusive ainda arma os filhos para treinarem prá gueerra

          • Nuno Castelo-Branco says:

            Ujedinjenje ili smrt, apenas porque pensamos poder o Estado funcionar melhor, ao mesmo tempo garantindo o que resta da soberania. Quanto às armas na mão do filho – que eu saiba foi fotografado com uma, uma única vez -, devíamos preocupar-nos com o quase 1 milhão de armas em casas portugueses, não contando com as clandestinas que andam por aí em “boas mãos”.


  11. Seria interessante que o Ricardo Santos Pinto me chamasse, na cara, se para tanto tivesse coragem, de «estúpido, ignorante ou tenebroso». Quem sabe se um dia terá essa oportunidade.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Este texto tem destinatário, um único destinatário, Octávio dos Santos. O mesmo que chamou aos comunistas estúpidos, ignorantes ou tenebrosos. Ora, suponho que chamar estúpidos, ignorantes ou tenebrosos não tem mal nenhum desde que seja aos comunistas, é isso?


      • Proponho um critério: é estúpido, ignorante e/ou tenebroso quem apoia, quem defende, quem desculpa, por palavras e/ou por actos, ditaduras e terroristas. Sejam quais forem as ditaduras, sejam quais forem os terroristas. Arábia Saudita, Bielorrúsia, China, Coreia do Norte, Cuba, Irão… (outras existem e existiram). Al-Qaeda, FARC, Hamas, Hezbollah, IRA, Ku Klux Klan, Sendero Luminoso… (outros existem e existiram).

        Eu não apoio ditaduras nem terroristas.

        • Ricardo Santos Pinto says:

          Concordo. Não defendo ditaduras nem ditadores, sejam eles quais forem.

        • Miguel says:

          Que palhaçada, como se as monarquias do antigamente também não fossem “terroristas”? Como se os EUA não fossem “terroristas”?

          O que define um terrorista afinal?

          “ter·ror·ism
          noun 1. the use of violence and threats to intimidate or coerce, especially for political purposes. ”
          http://dictionary.reference.com/browse/terrorism

          É essa a definição de terrorista. Qualquer diplomacia que usa a violência é terrorista. Portugal foi um estado terrorista inúmeras vezes, mais recentemente contra a Libia e Kosovo, que me lembre

          E não, não estou a apoiar nenhum regime. Digo apenas que “terrorismo” é nada mais que propaganda politica, inventado para acusar “o outro” e desculpar “os nossos”. O termo tem uma história longa, sei que foi usado pelo Hilter contra os comunas e pelos Austriacos contra os sérvios por exemplo.

          Como é que há gente, monárquica, conservadora ou o que seja, que apoia a guerra colonial e tem a displicência de acusar os outros de “terrorismo”?

          Rídiculo cegueira ou encobrimento político. “Os outros são sempre piores que nós, os outros são os terroristas”

          • Miguel says:

            E já agora, eu apoiei a intervenção da NATO na Libia, e apoiaria uma na Coreia do Norte, se não fosse tão perigosa.

            Mas não sou mentiroso, ou “estúpido e ignorante”, ao ponto de dizer que “não sou terrorisa”. Qualquer pessoa que use ou apoie a violência é um terrorista, o que inclui quase toda a gente

  12. Pedro Rodrigues says:

    Parece-me que que uma leitura de Aristóteles, de Catão, de Plínio, o Velho, e talvez mais conhecimento sobre o que foi a Res publica Romana, contribua para a elevação desta discussão, e mais esclarecimento da mesma.

  13. o doutor da bicharada disse quê? գիշեր says:

    parece-me que catão ou varrão publio varronis marronis não vai elevar a diz cu são

    poys está imbuída de pré conceitos

    zoogeographicos claro….


  14. Perdoe-me a franqueza mas o seu texto é particularmente mau. Di-lo quem não é monárquico


  15. Um sistema que é mais barato (veja-se o caso da Casa Real espanhola, que custa UM TERÇO do Presidência da República portuguesa), que é mais imparcial (ou acha que um Rei, sem ligação a partidos, é mais parcial que um político de um partido, como Mário Soares ou Cavaco Silva?), que é um garante da independência e unidade nacional (veja-se os casos dos Reis de Espanha ou da Bélgica ou das Rainhas do Reino Unido ou da Holanda) é melhor do que o pântano chamado república. Nos últimos tempos só tenho conhecido ex-republicanos, de direita e de esquerda, tamanha é a tristeza que os atuais políticos nos provoca.

    • Maquiavel says:

      Essa das monarquias serem mais baratas já foi desmentido (com números). O nojento Cavaco gasta demais, mas o sabento JC1 ainda gasta mais!
      O rei é um garante da independência e unidade nacional, veja-se os casos do Joäo 6 de Portugal… uiuiui!


      • Se D. João VI não tivesse ido para o Brasil, provavelmente hoje não havia nem Brasil nem Portugal. Quanto aos número, já vi muitas palavras mas os número NUNCA aparecem… Finalmente nós não pagamos 1 presidente, pagamos a 4 (neste momento), com direito a tudo: secretárias, motoristas, segurança, fundações, etc, fora o o que não sabemos…

        • Maquiavel says:

          Fernando Oliveira Martins diz:

          Se D. João VI não tivesse ido para o Brasil, provavelmente hoje não havia nem Brasil nem Portugal.

          Este pelo menos assume que é estúpido.
          Näo houve Portugal foi enquanto o rei de facto era o Beresford, e quem criticou a situaçäo acabou pendurado pelo pescoço (Gomes Freire de Andrade, entre outros) sem que o rei se mexesse para o evitar. O tal rei que abandonou o país à sua sorte.
          Já o Fernando 7 de Espanha näo fugiu, e depois da derrota do exército napoleónico voltou ao poleiro. Houve mais assim.

          • Nuno Castelo-Branco says:

            Maquiavel, tudo depende da forma como historicamente concebe Portugal. O Brasil era Portugal e o soberano tinha toda a legitimidade para tomar as opções necessárias à preservação da independência do Estado. Quanto a Gomes Freire, decerto conhece os antecedentes do dito militar e político. Apoiou a invasão francesa, serviu Bonaparte nas suas campanhas. Tinha esse pesado ónus que se hoje nos parece difuso, à época era considerado naquela mesmo prisma que se verificou na Europa de 1944-45: era um colaboracionista e isso foi decisivo.
            O caso Fernando VII é paradigmático quanto à situação vivida na Europa durante vinte anos. O direito internacional foi rasgado, Paris actuou à revelia das mínimas regras da diplomacia e do normal concerto das nações e Estados. Fernando VII foi atraído por Napoleão a Baiona – onde aliás o imperador recebeu uma deputação portuguesa de conhecidos colaboracionistas – e ali, Fernando foi obrigado a ceder a coroa ao irmão de Bonaparte, o Sr. José do mesmo apelido. Nessa ocasião, o ministro Talleyrand entendeu a verdadeira natureza do regime e do homem que servia e sentenciou que …”tudo o que é excessivo se torna insignificante”. Viu-se o resultado.

            Quanto à lenda da “fuga” para o brasil, não passa disso mesmo: uma frota que carregava milhares de pessoas e bens e onde embarcou a administração e o tesouro público, não se prepara em 48 horas. O plano era antigo, existia e foi executado nas difíceis circunstâncias que hoje conhecemos. No que respeita à relativa facilidade com que poderíamos ter esmagado a 1ª invasão francesa, essa pertence ao capítulo das hipóteses. Este país sempre foi renitente a qualquer tipo de despesa ou disciplina militar, remetendo-se por isso mesmo, aos acasos da conjuntura internacional e à ajuda externa, neste caso, a britânica. Contudo, o exército foi organizado, bem apetrechado pelos ingleses e tal como abertamente Wellington declarou em todos os seus testemunhos escritos, bateu-se com bravura, competência e persistência. A força portuguesa foi o esteio mais sólido da gente sob o comando de Sir Arthur. Todos o sabem, não é uma novidade. Mais ainda, no plano político, Portugal escapou ao mesmo destino que um século e meio mais tarde teria o chamado regime de Vichy entre 1940-44. Não houve rendição, o Estado continuou a existir. Não pode assim Maquiavel admirar ou respeitar De Gaulle e simultaneamente vilipendiar o príncipe Regente.


          • Caro “Maquiavel”: estúpido e parvo era o Fernando VII do paletó, que se deixou comer pelo Napoleão, que foi conivente com os assassinatos dos seus primos Bourbons franceses. Enquanto nós por cá ficámos sobre proteção do Beresford, mas com boas condições, sem guerra civil (já ouviu falar em carlistas espanhóis…?). E se há Brasil devê-mo-lo a D. João VI e D. Pedro IV (I do Brasil), em vez de haver uma revoada de pequenos países de língua portuguesa na América do Sul, sem rei nem roque e em constantes guerras, e de menor tamanho.
            Eu assumo muita coisa, mas a estupidez de um anónimo que se assina Maquiavel (o autor de um livrinho que Napoleão I lera e anotara profusamente…) não me atrevo a classificá-la – deixo para os outros essa árdua tarefa.

          • Miguel says:

            O Brazil ter-se mantido unido não foi pela graça do Rei, houve várias guerras civis no século 19, caudilhos e gangues independentes nos vários estados, etc

          • Maquiavel says:

            Bem respondido, N C-B.
            Quem dera o FOM fizesse o mesmo, em vez de se vitimizar.

            Quanto a Gomes Freire, sei bem da história da Legião Lusitana (outro enganado por Napoleão?), mas näo esqueça que era antes do mais um patriota, e por isso foi morto. Tornou-se mártir, näo só dos maçons ou dos liberais, mas de todo o povo português.

            Este procedimento [enforcar Gomes Freire] da Regência e de Lord Beresford, comandante em chefe britânico do Exército português e regente de facto do reino de Portugal, levou a protestos e intensificou a tendência antibritânica, o que conduziu o país à Revolução do Porto e à queda de Beresford (1820), impedido de desembarcar em Lisboa ao retornar do Brasil, onde conseguira de D. João VI maiores poderes.

    • Miguel says:

      a monarquia do Reino Unido gasta mais de 40 mil libras por ano!, e tem imensas propriedades “dadas por deus”, palácios e palacetas, iates etc.

      Há estimativas que custa mais de 150 mil libras

      • Miguel says:

        queria dizer, # milhões de libras


        • E nós não gastamos porque o Salazar criou a Fundação de Bragança que paga parte e recebe o resto do estado. Sabia que o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, tem uma Ala Presidencial, mantida pelo estado (e que não entra nas contas da Presidência…) para as deslocações a Guimarães dos nossos Presidentes?

    • Miguel says:

      “a Casa Real espanhola, que custa UM TERÇO do Presidência da República portuguesa”

      Fonte para esses números?

      da wikipedia:
      “the budget for the Spanish monarchy was 7.4 million euros, one of the lowest public expenditures for the institution of monarchy in Europe”

      E esse argumento das monarquias do norte da Europa é rídiculo, essas monarquias só existem por tradição, nenhuma delas foi re-instaurada, e só se mantém por inércia em acabá-las, o que acontecerá daqui a umas décadas.

      Concordo que o actual sistema republicano tenha as suas falhas, e podia-se adoptar um sistema presidencial como na França. Voltar à monarquia com um duarte pio não faz qualquer sentido.

      • Miguel says:

        Já agora, olhem para a Alemanha que usa o mesmo sistema político que nós. E o presidente deles é mesmo imparcial e obrigado a afastar.se dos partidos quanto toma o cargo de presidente.


  16. Não – é de graça (como a Fundação João Soares, que recebeu de Mário Soares um edifício podre de velho e lhe deu uma casa de graça, milhões para brincar aos presidentes reformados e mordomias que nem alguns Reis têm).

    • Miguel says:

      milhões? Alguns milhares.

      É o mesmo para qualquer fundação, inclusive a dos monárquicos de Bragança. Se você quer acabar com uma, acabe com as coutras também


      • Milhões, sim, recebeu em bens e em dinheiro vivo, milhões nos últimos anos. A Fundação da Casa de Bragança não é monárquica, foi feita, contrariando o testamento de D. Manuel II, por Salazar (e é controlada por republicanos). Com os bens que tem, não precisaria de apoio do estado – só de ser bem gerida. Já a do Marocas tem muito que se lhe diga… Digo apenas que há duas Cãmaras que meteram lá diversos milhões de euros em menos de 10 anos.

        • Fernando de Sá Monteiro says:

          EU, MONÁRQUICO, ME CONFESSO!

          Um dia, bem distante e tão presente,
          perguntei a meu pai porque sorria.
          E ele, num ímpeto de carinho e desalento,
          me respondeu: – Meu filho, por te conhecer
          aceito a verdade da tua escolha.
          Mas ao percorrer a vida passo a passo,
          sofro pelo futuro que te espera.
          Singelas palavras, sábia profecia!
          Quisera eu que essa visão não fosse
          nada mais do que um fantasma,
          tentando ensombrar a claridade deste sonho!

          Os dias e os anos foram desgastando,
          vertiginosamente, deixando em mim presentes
          as palavras sussurradas naquele momento
          de discreto e sugerido lamento.
          Apenas um instante, um instante apenas,
          feito de mastros de navios, em marés acordadas.
          Era uma canção escrita com cenas dum grito
          de revolta, repulsa e desalento. E eu, em cada crise
          em que me envolvo, transfiguro-me e vagueio por
          todos os locais feitos de imagens, sozinho e nu.

          Eu pecador me confesso! No meu grito de revolta,
          alcanço ainda forças para um poema de esperança,
          qual regato de águas serenas e cantantes, vibrando
          pelo Rei ausente, mas de desejo bem constante.
          E, de súbito, todo aquele poema de espadas e penas
          se transforma num sonho pueril e distante.
          Ser monárquico, é sonhar a inocência singular duma
          fidelidade a ideais de cavaleiro andante,
          a juramentos impregnados da candura do acreditar na beleza original.
          Ser monárquico, é recriar a imagem da saudade paterna,
          do aconchegante regaço maternal, da inocência de padrões
          de conduta, que mergulham nas raizes mais distantes.

          Por isso me confesso pecador! Por acreditar nessa simbiose
          de saudade e futuro, de passado e presente, qual grito rebelde de liberdade, voando por memórias renascidas.
          Por isso me confesso pecador! Por ter presente dia a dia,
          que o Rei da minha nostalgia desejada, transforma em poema todas as vagas profundas e enfurecidas dum grito de igualdade, suportado por recordações de injustiças e mãos vazias.
          Por acreditar nesta bandeira azul e branca, símbolo dum dia
          claro de sol vibrante e águas límpidas.
          E se o sonho for poema acrescentado, rebelde como um grito de criança, constante como marés acordadas, intenso como paixão de secretas cores, onde me possa afogar absorvendo a beleza nesse limiar do infinito, com vigor gritarei ainda: Real, Real, pelo Rei de Portugal!

          Deixai-me ainda acreditar no sonho!
          Deixai embora que essa ofuscante claridade,
          rasgue as vestes sombrias dos sentidos
          e percorra todo o meu ser, até ao limiar do infinito.
          Deixai que o símbolo da minha demência, seja a demência dos símbolos da dignidade renascida, da portugalidade recriada, do orgulho numa fraternidade de diferenciação entre iguais.
          Deixai que eu seja um mero menestrel
          duma sociedade de sentido renascido,
          cantando a beleza da minha bandeira azul e branca,
          gritando esse brado do Álcacer da nossa perdição,
          qual Sebastião de Sá, que me honra o sangue, morrendo,
          entre iguais sem desistir de lutar: – O meu cavalo não sabe voltar!

          Fernando de Sá Monteiro (antigo Presidente do Directório e da Comissão Política Nacional do PPM)

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