O melhor está para vir

Obama prometeu, no seu discurso de vitória, que, “para os EUA, o melhor (ainda) está para vir“.

Esta frase ficará tão ou mais célebre que “Yes, we can”, proferida pelo primeiro presidente negro dos EUA na sua primeira eleição em 2008, ou como a de Bush, quando este se referia a Bin Laden: “Dead or Alive”.

Não imagino nenhum político português ter a ousadia de dizer que, “para Portugal, o melhor está para vir“.

Obama pode dizer isso.

As bandeirinhas de milhares de norte-americanos agitam-se, eufóricas, ao som desta música e numa ovação de três minutos: “o melhor está para vir”, um grande título para uma canção ou hino de campanha.

Também eu queria ouvir esta frase abençoada…

Tomara que os nossos políticos tivessem como lema o «tudo por tudo», «ou vai ou racha», «custe o que custar», «dead or alive», «sim, nós conseguiremos»,  para que Portugal tenha um futuro mais risonho.

Comments

  1. João Paz says:

    Demagogia pura e dura, nada mais.

  2. luis says:

    Nos estates quem manda são as big companies que pagam as campanhas. É a velha ilusão do gato branco e gato preto que governam os ratos.

  3. nightwishpt says:

    Mas como haviam de dizer outra coisa?
    Ainda ontem ouvi um paineleiro colaboracionista (o que estava ao lado do coveiro Pina Moura) a dizer que o empobrecimento brutal é necessário para logo a seguir dizer que não é admissível que um português ache que o futuro será pior.

  4. Amadeu says:

    Em Portugal o que o governo nos diz claramente é que O PIOR ESTÁ PARA VIR. Não é assim com o OG para 2013 ? Não é assim com os novos 4 mil milhões de cortes em grande parte no “estado social” ?

    Na realidade este sound bit “O melhor está para vir” é irrelevante até se pode aplicar a Portugal. As crises com certeza não vão durar para sempre. Hão-de vir melhores dia. Mas até lá chegarmos ? Quantos não vão sobreviver ? Quantos estão e vão passar enormes dificuldades e sofrimento ? Quantos beneficiam de previlégios de imunidade ao sofrimento alheio ?

    • Maria do Céu Mota says:

      Amadeu, estou 100% de acordo consigo… Não temos, dos nossos políticos, discursos de futuro e de esperança, como parece saber fazer o presidente Obama, 2ª vez eleito. Precisamos de palavras de esperança. O país ou o povo português tem fome delas. Eles não se esforçam nada!

      • Maquiavel says:

        Há uma coisa de que precisamos muito mais que palavras de esperança:

        ACTOS de esperança!

      • António M. C. Carvalho says:

        Viva M. Céu. O optimista compulsivo está em Paris. Não tenho saudades dele. Talvez o meio termo… Dizerem-nos as razões do presente e o caminho justo para o futuro melhor. Quando ele chegar mande-me notícias !!!

  5. L. Rodrigues says:

    O melhor está para vir para Portugal também. Não tenho dúvidas. Antes ainda virá o pior, mas depois, muito depois, será melhor. Mas como dizia um sábio, depois estaremos todos mortos.


  6. Não enxergo mais que demagogia nessa frase. Já não digamos a inquietação que mete (vindo donde vem), a frase “Dead or Alive”.

  7. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Creio que em Porugal não há nem aprendizes de políticos mas sim uns fantoches empregados do sector que se arruam como podem e estagiam para ir para bruxelas quando meterem a par«ta na poça e terão o seu prémio como teve Victor Const^ªancioa e os outros TODOS – e ontem ouvi na TV uma senhora velhota de que nem sei o nome que pertence a um conseho não sei quê que disse que dentro pelo menos de 5 anos (5 anos) não se começa a crescer – aliás Bagão Felix andou por aí a dizer o mesmo – só não sei se em 5 anos não ficam apenas os da 3ª e 4ª idades pois que esta drenagem dos mais jovens é fatal passando pelos médicos e enfermeitos que se foram (para o inimigo é claro todos aceites por merkel) que partiram em fevereito 2012 – mas vieram venezuelanos depois da saga dos dentistas brasileiros – ou vai-se de novo para os USA – tipo 2ª vaga – ai Bolonhas e tudo têm de sair daqui – ou então virão os “vizinhos” que já estão cá muitos silenciosamente a ocupar espaços porque esses gerreiros de 1936 também têm muito que se lhes diga – e teremos os grandes xineses que andam aflitos com a supercorrupção que invade os governantes e já não conseguem parrar milhares na rua a reclamar como eu nunca tinha visto como vi hoje por causa de falta de dinhewiro e trabalho e com a superpoluiºçãp da petroquímica e certamente de outras coisas e basta pensar nos milhares que comem nas lixeiras urbanas – mas tê-los-emos a comprar umas coisas que ainda restam eles e os do mensalão que andam a abocanhar o que podem incluindo a TAP que já nem se sabe quem a levará pois são vários cães a um osso + os estaleiros de Viana +++ Além disso há pelo menos 10 anos que na China há uma super-corrupção (euronews de 09 novembro) e diz um comentador que a corrupção é endémica na Xina – estamos feitos com estes aprendizes de governantes que nem cueiros usam mas vestem bem e têm belas gravatas e vão à TV bem empoados como qualquer palhaço mas safar-se-ão para bruxelas se ainda tiverem lugar e isto não rebentar mesmo tudo como um baralho de cartas – lá teremo mais uma invasão filipina e ainda por cima tão elogiados estes vizinhos por tantos incluindo governantes que me dá vontade de também emigrar – coitadinhos dos novaiorquinos que não têm electricidade pois que agora caíu uma vaga de neve e frio depois do vendaval que arrasou que se fartou – o mundo está uma bela porcaria e nós aqui entalados por todos os lados – não sei se merkel tem idade para ter um chulique- alguém sabe o que é um chulique ?? Na Georgia os governantes andam também aos coices – lá estou de novo a ouvir as meninas neo-nazis e o terror dos estrangeiros que vibem na terra de merkel – os exemplos veem sempre dos melhores e do mais alto

  8. artur almeida says:

    Não é o “melhor está para vir”. Saiu-lhe. Deveria ter dito o pior está para chegar. Mas em horas de euforia de vitória eleitoral, não se diz isso. Falta aprovar o Orçamento do PRECiPICIO

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.