5 comentários em “Portugal, Portugal”

  1. Sempre achei que a falta de simetria torna a nossa bandeira pouco estética. E depois às vezes coisas simples como uma folha de plátano como a bandeira do Canada, ou um pano branco com um círculo vermelho do Japão são simples, marcantes e de imediato conhecidas em todo o mundo.
    Mas como em tudo são gostos.

      1. Bandeira mais bela do mundo ?? a minha – nossa – e que simbolismo como ela terá outra ?? e distingue-se sempre mesmo entre todas quando as há muitas não importa onde

  2. (…) E o regimen (a república) está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados mentais, nos serve de bandeira nacional – trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito natural, devem alimentar-se. (…)
    Da República de Fernando Pessoa Editora Ática, Lisboa, 1978
    E o que disse Guerra Junqueiro.
    Entre 15 de Outubro de 1910 e 19 de Junho de 1911, a bandeira nacional foi alvo de acérrima contenda entre os republicanos, a chamada “Polémica das Bandeiras”. Para os revolucionários, por forma a marcar a mudança de regime, urgia mudar o mais importante símbolo nacional. Então estiveram em confronto a facção moderada representada por Guerra Junqueiro, que defendia a manutenção das cores azul e branca, e a facção radical liderada por Teófilo Braga, que defendia a adopção das cores “verde-rubra” da bandeira do Partido Republicano como nova bandeira nacional. Sobre a escolha triunfante é conhecida a opinião do poeta republicano que afirmou sem rodeios ser “uma bandeira de pretos”.
    Está tudo dito.

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