Relatório do FMI traduzido em português – rascunho

Trabalho concluído

Pode consultar aqui a versão final da tradução do Relatório do FMI.

A seguir o post original a apresentar o primeiro rascunho da tradução:

relatorio fmi capaApresentamos um primeiro rascunho da tradução em português do documento Repensando o estado – opções selectivas de reforma da despesa, vulgo Relatório do FMI (Clique para descarregar em formato pdf)

Foi utilizada a seguinte metodologia:

  • O texto original foi dividido em parágrafos numerados e publicados às 11h 43 de 11-01-2013
  • Solicitaram-se voluntários para a tradução, parágrafo a parágrafo do texto.
  • Colaboraram: Bruno Rego, Carla Alexandra Neves Simões, Carolina, Elisabete Figueiredo, Fausto Simões, Isabel G , Joana Lopes , João Bernardino , Jorge F , Jorge F, Leitor Costumeiro, Leonor, Manuel Marques, Marilia Costa, Marisa M., Miguel Conceição, Miguel Conceição, Miguel Conceição, NG, Noémia Pinto, Nuno Rumo, Paisano, Pedro Barbosa, Pedro Figueiredo, Renato Rodrigues, Rosa Alves , Rosa Melo, Sandra Guerreiro, Sarah Adamopoulos , Sónia Ariana Dias, Sunisbliss, Susana Fernandes , sxp030, tiago lemos Peixoto, Vasco Macedo (e provavelmente outros, a quem pedimos desculpa)

Deixamos os nossos agradecimentos a todos os que colaboraram nesta lição de cidadania, patente na disponibilidade de tantos para, num prazo curto e com uma surpreendente qualidade geral, traduzir o presente documento. Trata-se de uma acção de participação cívica inédita em Portugal, que reflecte de forma eloquente a vontade dos portugueses em participar na vida do País e nos grandes debates que este relatório encerra.

O texto será agora sujeito a uma revisão técnica, mais morosa, razão pela qual se trata de um documento ainda em construção, com naturais incoerências, mas que desde já publicamos.

Fica aberto a críticas e sugestões que podem ser enviadas para traducao.fmi@gmail.com.

Pensamos que dentro de uma semana será publicada a sua versão final, e enviada aos autores e ao Governo com um pedido de validação. Desta forma, o voluntariado terá poupado ao Estado o custo da tradução.  É pouco, mas foi uma ajuda.

É a segunda vez que tomamos uma iniciativa deste género. Já assim foi com o Memorando assinado com a troika.

Não inventámos a roda, embora este método de tradução pública colaborativa seja, tanto quanto sabemos, utilizado pela primeira vez em Portugal. É também para isto que os blogs servem. Vamos trabalhar numa ferramenta que, utilizando a mesma metodologia, lime as arestas e possa estar preparada para os próximos episódios.

Escusa quem mande de tentar que as grandes discussões públicas em Portugal se façam com documentos em estrangeiro. Aprendemos como ultrapassar esse obstáculo, a trote. Bem vindos ao século XXI.

Comments


  1. Já agora (pois o 1º comentário está na linha da ‘moderação’ muitas ligações!) quem é que traduziu a parte do relatório referente à reforma do sector bancário e do sector dos mercados financeiros e de capitais?


    • Não temos uma listagem que facilmente permita ver isso. Mas porquê?


      • Olá João…

        Estava a fazer uma pergunta se resposta possível…

        Simplesmente porque não há nada para traduzir… O que é deveras curioso e elucidativo, pelo menos para alguns!

        Andar a “pensar” numa reforma do Estado, sem sequer se olhar para os principais órgãos que controlam o ESTADO, é deveras estranho… E curioso!
        Quando tive acesso ao documento em inglês fui logo procurar estas partes sobre estas áreas, e apenas encontrei NADA…

        Como é claro e conveniente…

        E termino com esta bela frase:

        “Dada a importância das funções do Estado na nossa sociedade e na nossa economia, não se trata de uma discussão entre o governo e a oposição, trata-se de uma discussão que deve envolver todos em Portugal, representantes da sociedade civil, investigadores, parceiros sociais”
        O autor desta beleza: O mesmo ministro que não encontrou umas moedinhas lá no orçamento do seu gabinete para encomendar a tradução, e assim fornecer aos cidadãos os meios necessários para discutirem efectivamente o assunto!

        Um Abraço… E valeu o esforço.

    • João baptista da Silva says:

      Muito obrigado.
      Acho que foi uma acção Patriótica.
      Penso que o País tem tudo a ganhar com a tradução do documento que a meu ver traz un enorme contributo para a discussão sobre este assunto, que necessariamente teremos no País.
      João Baptista da Silva

  2. Maria Elisa says:

    Obrigada à equipa do Aventar. Vai ser a leitora desta tarde chuvosa de domingo.

  3. Amadeu says:

    Obrigado ao Aventar e a todos que colaboraram na tradução.
    Excelente trabalho.

  4. Paulo Sarnada says:

    Parabens ao Aventar e aos voluntários-tradutores. Bem-Hajam.

  5. Marilia Costa says:

    Este “Exercício” serviu (na minha opinião, válida ou não) para demonstrar que maioritariamente, a população deste País se mantém solidária, disponível, responsável e com abertura de espírito para ajudar a melhorar, nas situações gerais de todos os portugueses. Pena é que essa postura não seja alargada a muitos que se encontram com as rédeas na mão para controlar o destino da situação em que actualmente se encontra Portugal. Obrigada Aventar por ter dado esta oportunidade de nos sentirmos úteis de alguma forma para fazer algo de positivo.


  6. “Pensamos que dentro de uma semana será publicada a sua versão final, e enviada aos autores e ao Governo com um pedido de validação. Desta forma, o voluntariado terá poupado ao Estado o custo da tradução. É pouco, mas foi uma ajuda.”

    O objectivo era esse? Poupar os custos da tradução ao Governo? Que bom! Daqui a nada, o Governo acha perfeitamente normal não enviar para profissionais a tradução de documentos importantes para Portugal, pedindo a não profissionais (muitos deles certamente trabalhadores desempregados ou precários) que o façam voluntariamente. Uma enorme ajuda a um Governo que já nos anda a roubar, sem dúvida…


    • A ironia é sem dúvida um mundo muito complexo. Contudo neste caso suponho que não leu as linhas seguintes, já para não falar das anteriores. Aliás, espero, porque caso contrário cheira-me a analfabetismo funcional, o que é mais grave.

  7. António Pedro Pereira says:

    Chamo a atenção para duas coisas:
    1.ª – Revejam isso do ponto de vista técnico-científico para que a tradução não lhe introduza erros tão graves como os que o documento inicialmente traz.
    2.ª – Logo no início, na lista de acrónimos, p. vi, aparece o acrónimo ALMPs – Programas de Mercado de Trabalho Activo.
    Os acrónimos não pluralizam. Nos acrónimos cada letra é a inicial de um nome, logo, o «s» minúsculo não faz sentido.
    Eu sei que os ingleses fazem isso, mas chega de subserviências, já basta a do AO aos brasileiros.
    Os acrónimos tanto podem por nós ser lidos no singular como no plural.
    Como, por exemplo:
    ALMP – Programa de Mercado de Trabalho Activo
    ALMP – Programas de Mercado de Trabalho Activo.
    ,

    • Ricardo Santos Pinto says:

      São erros graves sem dúvida. Pena o senhor não ter participado neste trabalho, como tantos e tantos leitores. De certeza que sairia uma coisa muito melhor.

      • António Pedro Pereira says:

        Sr. Ricardo Santos Pinto:
        Para lhe ser sincero, não percebi a oportunidade da sua ironia.
        Os erros graves a que me refiro são os que o documento traz, como sabe.
        A segunda questão referi-a como um pormenor.
        Portanto, não percebo a sua ofensa.

    • Marilia Costa says:

      Em continuação do comentário do Sr. Ricardo Santos Pinto (que apoio totalmente) e relativamente à sua declaração aqui deixada, Sr. António Pedro Pereira, iria até mais longe e deixava aqui uma sugestão. Se realmente não seria uma “mais valia” para todos nós que o senhor com toda a sua capacidade e alto valor profissional se oferecesse para efectuar uma “Revisão Técnico-Científica” completa de todo o material traduzido. A obra final sairia de certeza muito mais valorizada, a bem de todos os que posteriormente a lessem.

      • António Pedro Pereira says:

        Senhora Marília Costa:
        Apesar da sua «fina» ironia bacoca, não farei a revisão técnico-científica porque não estou habilitado para tal.
        Mas já me sinto habilitado a fazer a chamada revisão literária do texto, a correcção do Português usado, se os autores do blogue a achassem necessária.
        Mas pela reacção azeda do senhor Ricardo Santos Pinto, e pela reacção da esmagadora maioria dos comentadores dos blogues quando faço este tipo de observações, como a que fiz aqui em relação ao acrónimo ALMP / ALMPs, de que a sua reacção é um bom exemplo, vejo poucas possibilidades de que isso possa acontecer.
        A maioria das pessoas, quando se discute os problemas de educação, é extremamente crítica, isto está tudo mal, os alunos não aprendem nada, é tudo uma cambada de ignorantes – excepto eles próprios, os seus filhinhos e netinhos, que são todos muito inteligentes e sabedores.
        Mas quando alguém faz o que eu fiz, chama a atenção para um erro, aqui d’el rei que essa pessoa se está a armar aos cágados, tem a mania de que sabe tudo.
        É a reacção dos ignorantes.
        Afinal, há regras gramaticais ou não?
        Há erros gramaticais ou não?
        Escrever de uma maneira ou de outra vale o mesmo?
        Em que ficamos?
        Por favor explique-me, para que eu fique a saber.
        Estou ávido de aprender com quem sabe muito mais do que eu, ignorante me confesso.


  8. Bem… Parece que o meu 1º comentário, escrito antes do das “13/01/2013 às 14:22” ou perdeu-se no servidor, ou a borracha apagou-o!
    Ainda por cima tinha tantas letras e custou tanto a escrever!

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Nesta casa não se apaga nada. Se não está publicado, é porque não o recebemos.


      • Olá Ricardo… Pena que não fiz uns Prtscr!
        Como escrevi a msg com 3 ligações, e como o controlo do WP conforme vocês o têm configurado envia comentários com 3 ou mais ligações para a fila de moderação, durante umas horas ainda vi o meu comentário com a informação que aguardava moderação… Agora foi-se! Problema da base de dados WP…

        Abraço…


      • Já agora se és admin do Aventar faz-me um favor e vê no SPAM ou na Lixeira…
        Obg
        Abr 😉


  9. Devo agradecer publicamente ao blogue Aventar pela 2ª vez (já o haviam feito aquando do Memorando de Entendimento) e a todos os que se disponibilizaram a esse trabalho ( muitos leitores e autores do mesmo) pelo serviço público prestado na tradução do mesmo.
    Agradecer é pouco… foi um fantástico trabalho de cidadania e compromisso para com os portugueses.

    Tenho a lamentar que dentro de tantos funcionários do Governo, não se julgasse pertinente fazer isso, duvidando seriamente de que não houvesse capacidade instalada para o ter feito em pelo menos 2 dias ( o dinheiro dos impostos também serve para isso)

    Coloquei em destaque a parte relativa à Saúde.

    O link:

    http://saudeeportugal.blogspot.com/2013/01/relatorio-do-fmi-traduzido.html

  10. doorstep says:

    O Mulas agarrado a meter a mão no bolso do partido:

    http://politica.elpais.com/politica/2013/01/23/actualidad/1358952843_859304.html

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