Vida de troll

Eu sei que você o faz. Todos actuamos como se não o fizéssemos, como se fossemos seres humanos imaculados que NUNCA tenham feito dessas coisas perversas. Mas sei que você o faz. E que o faz frequentemente.

Você responde a trolls.

Tudo começa assim: você publica algo inteligente na “World Wide Web”. Divulga-o. Espera que o mundo inteiro lhe agradeça por trazer aquilo que ainda não tinha sido dito na história da humanidade.

Depois ELE aparece. Alguém diz algo para o provocar. Na maior parte das vezes diz para si mesmo “troll” e volta a viver a sua existência maior do que a vida. Mas aqui e acolá, o troll toma o lugar do seu pai. Ou da sua mãe. Ou da sua ex-mulher. Ou do seu ex-qualquercoisa. Algum ponto foi tocado. Ali mesmo, no centro da sua cabeça.

E você responde. Porque… porque… porque… se não responder, então TODOS talvez pensem que este tipo tem razão e você TEM que deixar as coisas claras.

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Este é um breve trecho de um artigo dedicado ao tema dos troll e sobre como alguém se transformou num troll, ao ponto de chegar a gastar doze horas por dia a trollar. Partilha algumas das técnicas que usava, tais como “respostas curtas e simples que obrigavam a contra-argumentos demorados e deliberados por parte do visado (e que lhe davam prazer só por saber que estava a obrigar a outra pessoa a perder tempo)” (via).

Vida de troll é isto. Espalhar sementes de ódio e viver da colheita de vinagre. O que é que se faz? Apaga-se. Demora menos do que doze horas por dia.

Comments

  1. Fernando says:

    Ainda bem que a UE agora vai começar a caçar os Trolls.
    Temos que confiar a liberdade de expressão e as contas bancárias à UE, é o paraíso na terra…

  2. DEUS says:

    Os trolls mais perigosos são os que são pagos para despejar mentiras mas ainda bem que finalmente este blog foi desmascarado. Nunca tresandou tanto a censura. As ratazanas esperneiam pois sabem que o fim está próximo.

  3. DEUS says:

    A UE está a pagar para formar os trolls, não caçá-los. Mas o que se esperava de um blogue que censura, ataca dissidentes, persegue a oposição.

  4. Fernando says:

    Jorge, acabei de escrever um comentário no texto do Joaquim,
    esse comentário desapareceu, era um pouco provocatório, mas não ofensivo, pelo menos não ficaria ofendido ao ponto de o apagar… nada bom…
    Os trolls podem ser uma chatice mas também é trollice apagar comentários só porque não são agradáveis…

  5. Anónimo says:

    Na versão online do jornal Público, Diário Económico, Expresso, Jornal de Negócios, Visão e aguns mais a maioria dos comentarios são feitos por trolls que deturpam a noticia de acordo com a sua visão distorcida da realidade. Uma das características mais comuns dos trolls nestes jornais nomeadamente o Público e o Económico é o facto de a noticia não ser relevante para o seu comentário, sendo que inevitavelmente acabam por falar sobre ortografia, comunismo, fascismo, racismo.

  6. teste says:

    esse artigo deve ter sido escrito no tempo do meu avô! pois se nem sequer menciona que até há quase tantos trolls a escrever posts como os que há a escrever comentários, vejam lá.

Trackbacks


  1. […] A título meramente pessoal fica o aviso: o próximo cabrão de merda que utilizar uma caixa de comentários minha para fazer queixinha de quem legitimamente lhe apagou as cagadelas anteriores, passa para a minha lista de trolls. […]


  2. […] que nesta casa não é a divergência nem a oposição de pontos de vista que impedem a Amizade Incondicional, a Admiração Recíproca e uma defesa leal dos companheiros aventadores entre […]


  3. […] trolls evoluíram e a vida de troll já não é o que em tempos foi. Nos dias que correm, a trollice surge incorporada nas estratégias […]

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