Nelson Mandela, 1918-2013. RIP

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Morreu um dos grandes da História da Humanidade. Livre,  sempre livre entre ou fora de grades.
Agora um invertebrado de nome Cavaco Silva enviará condolências e louvores ao homem cuja prisão mandou votar na ONU. O tempo está bom para canalhas.

Comments

  1. Carlos Fonseca says:

    Sinto-me profundamente triste, como comentei no ‘post’ do João Paulo. O canalha não vai ter vergonha na cara. Nunca teve, em momento algum.


  2. Os bons desaparecem e os canalhas prevalecem. Que merda de mundo em que vivemos.

  3. José Maia / Porto says:

    Triste é ver um palerma que até na morte de um verdadeiro Homem escreve rasteirinho. É hora de honrar Mandela, mas pelos vistos há quem não perceba o seu legado.


  4. É triste ter um palhaço como PR.

  5. José Maia / Porto says:

    Pois é, João José Cardoso, o tempo está bom para canalhas…


  6. Que dizer de quem estava à espera que o Senhor Nelson Mandela expirasse para usar a sua morte para bater no Cavaco? Que dizer de quem tem guardadinho este post, ansiando que a morte de Mandela venha antes que o PR seja outro? Que dizer de quem finge que não sabe, que com Cavaco e sem Cavaco, nas nossas relações com África sempre pusemos os interessses (dos “negócios” ou da “comunidade portuguesa”) à frente dos princípios? Talvez que a vida e obra de Nelson Mandela foi uma pérola desperdicada em porcos.


  7. Uma parte merece resposta: a defesa da canalha que fugiu das colónias para onde poderia manter a mesma relação de domínio racial, tem para qualquer português que se preze o mesmo interesse que a luta pelo direito das amibas à sua identidade pessoal.
    Claro que falo de portugueses que se prezam, não de quem é portador de um bilhete de identidade.


  8. Morreu um grande homem que não era panascas .

  9. Joaquim Amado Lopes says:

    João José Cardoso,
    Na realidade, foram duas resoluções, A/RES/42/23[A] e A/RES/42/23[G]. Ambas a (entre outras coisas) exigir a libertação imediata de Nelson Mandela mas apenas a primeira a expressar o apoio à luta armada. Portugal votou contra uma e a favor da outra.
    Mas que os factos nunca o impeçam de escrever a sua “narrativa” da forma que lhe dêr mais jeito.


    • E qual é o problema da luta armada contra um regime nazi? vá ler a Constituição da República e depois invente narrativas. Não fosse a luta armada, nas ruas, e ainda havia praias na RAS para pretos e tubarões.

      • Joaquim Amado Lopes says:

        Fica registado que quando escreveu “um invertebrado de nome Cavaco Silva enviará condolências e louvores ao homem cuja prisão mandou votar na ONU” queria referir-se ao voto contra o apoio à luta armada.
        Suponho que a culpa seja do corrector ortográfico. Acontece.

  10. Joaquim Amado Lopes says:

    Com todo calculismo do Governo português em 1987, convém não esquecer que a “luta armada” no contexto do tema em discussão incluia:
    “During apartheid there was violence between the ANC and the Inkatha Freedom Party. For example between 1985 and 1989, 5,000 civilians were killed in fighting between the two parties. Massacres by each of the other’s supporters included the Shell House massacre and the Boipatong massacre.”
    (http://en.wikipedia.org/wiki/African_National_Congress)
    .
    Assim como convém não esquecer que o post a que respondi inclui a passagem “Agora um invertebrado de nome Cavaco Silva enviará condolências e louvores ao homem cuja prisão mandou votar na ONU.” que, como se verifica, corresponde a uma flagrante MENTIRA.
    Se o João José Cardoso argumentar que o que escreveu é verdade porque Portugal votou contra moções que incluiam a exigência de libertação de Nelson Mandela (apesar de ter votado a favor de pelo menos uma moção que incluia precisamente a mesma exigência), então estará a dizer que, p.e., sempre que votou contra um Orçamento de Estado que incluia o aumento das reformas o PCP votou contra o aumento das reformas.


  11. Calculismo? use lixívia, que Omo não chega. Votar isoladamente com Reagan e Thatcher, esses mesmos que sempre afirmaram Mandela como um terrorista, é objectivamente em linguagem diplomática votar contra a libertação de quem agora “adoram”, apenas porque não recambiou os exilados do colonialismo mais selvagem português e da miséria feudal madeirense.
    Tudo conversa mentirosa, para branquear uma evidência: Portugal com Cavaco, e Soares, nunca defendeu os sul-africanos, conviveu naturalmente com o poder branco de um Botha, que agora Jardim até afirma ter recebido a pedido do mesmo Cavaco bufo da sogra na PIDE.
    O resto é conversa para mais um copinho, como dizia o meu avô.

    • Joaquim Amado Lopes says:

      A forma como lidamos com os nossos próprios erros define quem somos. E o João José Cardoso é incapaz de assumir que errou quando acusou Cavaco Silva de ter ordenado que Portugal votásse contra a libertação de Nelson Mandela.
      Podia assumir o erro explicando que não tinha conhecimento de que tinham sido votadas várias resoluções que incluiam a exigência de libertação de Mandela. Mas não, prefere ir “chutando para canto” e fingir que não acusou Cavaco Silva de algo que ele não fez. Nada que surpreenda quem leia o que escreve.


      • A forma como a lapa se agarra à sua mentira, fingindo que objectivamente Cavaco não fez o que fez, esquecendo que até o seu ministro da época veio agora dizer que fora mal feito, também diz muita coisa.
        Como é sabido as lapas não largam as rochas, por isso nem vale a pena insistir em que se soltem.

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