A História do Banco do Meu Avô

Carlos Paz

jose maria e filhos

Vamos IMAGINAR coisas…

Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial).

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Após um período de normal conturbação revolucionária, o País entrou num regime democrático estável. Para acalmar os instintos revolucionários do povo, os políticos, em vez de tentarem explicar a realidade às pessoas, preferiram ser eleitoralistas e “torrar dinheiro”.
Assim, endividaram o País até entrar em banca-rota, por duas vezes (na década de 80).
Nessa altura, perante uma enorme dívida pública, os políticos resolveram privatizar uma parte significativa do património que tinha sido nacionalizado.
Entre este, estava o Banco do meu avô.

E, continuando a IMAGINAR coisas…

A minha família tinha investido o dinheiro que tinha tirado de Portugal em propriedades na América do Sul. Como não acreditávamos nada em Portugal, nenhum de nós quis vender qualquer das propriedades ou empatar qualquer das poupanças da família. Mas, queríamos recomprar o Banco do meu avô.
Então, viemos a Portugal e prometemos aos políticos que estavam no poder e na oposição, que os iríamos recompensar (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) por muitos anos, se eles nos vendessem o Banco do meu avô muito barato.
Assim, conseguimos que eles fizessem um preço de (vamos imaginar uma quantia fácil para fazer contas) 100 milhões, para um Banco que valia 150.

Como não queríamos empatar o “nosso” dinheiro, pedimos (vamos imaginar uma quantia) 100 milhões emprestados aos nossos amigos franceses que já tinham ganho muito dinheiro com o meu avô. Com os 100 milhões emprestados comprámos o Banco (o nosso dinheiro, que tínhamos retirado de Portugal, esse ficou sempre guardado).
E assim ficámos donos do Banco do meu avô. Mas tínhamos uma dívida enorme: os tais 100 milhões. Como os franceses sabiam que o Banco valia 150, compraram 25% do Banco por 30 milhões (que valiam 37,5 milhões) e nós ficámos só a dever 70 milhões (100-30=70). Mesmo assim era uma enorme dívida.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Tal como combinado, viemos para Portugal e começámos a cumprir o que tínhamos prometido aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os familiares e para os próprios nos momentos em que estavam na oposição, etc…).
Como ainda tínhamos uma grande dívida, resolvemos fazer crescer mais o Banco do meu avô.
Assim, fomos falar com uma nova geração de políticos e prometemos todo o tipo de apoios (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se nos dessem os grandes negócios do Estado.
E eles assim fizeram. E o Banco do meu avô, que tinha sido vendido por 100, quando valia 150, valia agora 200 (por passarem por ele os grandes negócios do Estado).
Mas, mesmo assim, nós ainda devíamos 70 milhões (e tínhamos de pagar, pelo menos uma parte dessa dívida, caso contrário, os franceses ficavam com o Banco do meu avô).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

O meu tio, que era presidente do Banco do meu avô, reformou-se. Nessa altura a família estava preparada para nomear um dos meus primos para presidente. Eu queria ser presidente e prometi à família toda um futuro perpétuo de prosperidade se me nomeassem a mim como presidente.
E assim foi. Fui, finalmente, nomeado presidente do Banco do meu avô.
Mas era preciso pagar uma parte da dívida aos franceses. Podíamos vender uma parte do Banco em Bolsa, mas deixávamos de mandar (logo agora que eu era presidente – não podia ser assim).

Então desenhei um plano:
Criei uma empresa, chamada “Grupo do meu avô” (em que a minha família tinha 100% do capital) e passei os nossos 75% do Banco (25% eram dos franceses) para essa nova empresa.
Assim, a família era dona de 100% do “Grupo” que era dono de 75% do Banco.
Falei com os franceses e combinei mudarmos os estatutos do Banco: quem tivesse 25% mandava no Banco (e os franceses não se metiam, a não ser para decidir os dividendos que queriam receber).
Assim, como o Banco agora valia 200, vendemos 50% na Bolsa por 100 (metade dos 200). Com 50 capitalizámos o Banco. Os restantes 50 tirámos para nós (37,5 para a família e 12,5 para os franceses).
Demos também os nossos 37,5 aos franceses e assim ficámos só a dever 32,5 milhões (70-37,5). Ainda era uma grande dívida, mas continuávamos a mandar no Banco do meu avô (apesar da nossa empresa “Grupo do meu avô” só ser dona de 25% – os franceses tinham outros 25% e os restantes 50% estavam dispersos por muitos acionistas).
Ainda tínhamos uma enorme dívida de 32,5 milhões. Mas, a verdade é que continuávamos a mandar no Banco do meu avô e tínhamos transformado uma dívida inicial de 100 em outra de 32,5 (sem termos gasto um tostão da família – o nosso dinheiro continua, ainda hoje, guardado na América do Sul). Convenci-me, nessa altura, que era um génio da finança!

Continuemos a IMAGINAR coisas…

A certa altura, o crédito tornou-se uma coisa muito barata. Eu sabia que tínhamos um limite original de 100 milhões e já só devíamos 32,5 milhões. Assim, a empresa “Grupo do meu avô” voltou a endividar-se: pediu mais 67,5 milhões (voltámos a dever 100 milhões) e desatei a comprar tudo o que fosse possível comprar.
Tornei-me assim, o dono disto tudo (o Banco do meu avô, a Seguradora do meu avô, a Meu avô saúde, a Meu avô hotéis, a Meu avô viagens, a Construtora do meu avô, a Herdade do meu avô onde se brinca aos pobrezinhos, etc…).
Entretanto fui pagando as minhas promessas aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os momentos em que estavam na oposição, etc…).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas havia agora uma nova geração de políticos. Fui falar com eles e garanti que os apoiaria para o resto da vida (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se eles continuassem a fazer passar os grandes negócios do Estado pelo Banco do meu avô.
Mas, tive azar: houve uma crise financeira internacional.
Deixou de haver crédito. Os juros subiram. Os credores queriam que o Grupo do meu avô pagasse a dívida.
E, além disso tudo, deixou de haver os grandes negócios do Estado.
Mas eu, que me achava um génio da finança e que já estava habituado a ser o dono disto tudo, não queria perder a minha posição de presidente do Banco do meu avô.
Tinha de arranjar uma solução. Fui à procura, e encontrei em África, quem tinha dinheiro sujo e não se importava de investir e deixar-me continuar a mandar e a ser dono disto tudo.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Resolvi então criar uma nova empresa: a “Rio do meu Avô” que passou a ser dona de 100% do capital da “Grupo do meu avô”, que era dona de 25% do “Banco do meu avô”. E eu que era dono disto tudo passei a ser o presidente disto tudo.
Fiz uns estatutos para o “Grupo do meu avô” que diziam que quem tivesse 25% mandava na empresa. Vendi 20% aos Angolanos e 55% na Bolsa. A “Rio do meu avô” ficou assim dona de 25% do “Grupo do meu avô” (mas mandava como se tivesse 100%). A “Grupo do meu avô”, dona de 25% do “Banco do meu avô” (mandava como se tivesse 100%).
Assim, a minha família já só tinha 5% (25% de 25%) do “Banco do meu avô” (mas eu continuava a mandar como se tivéssemos 100%). Já não havia dúvidas: eu era mesmo um génio da finança.

Com os 75 milhões da venda do “Grupo do meu avô” (aos Angolanos e na Bolsa), paguei uma parte da dívida. Mas, na verdade, ainda tínhamos uma dívida de 25 milhões (e continuávamos a não querer mexer no nosso dinheiro – esse continua bem guardado na América do Sul).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas as coisas continuaram a correr mal. Se calhar eu não sou assim tão grande génio da finança. Todos os nossos negócios dão prejuízo (até mesmo o Banco do meu avô). Raio de azar. Ainda por cima, a crise não acaba.

Fiz então o meu último golpe de génio. Convenci todos os bons clientes a comprarem ações do Banco do meu avô, para aumentar o capital sem ter de endividar mais a “Rio do meu avô” (e sem ter de tocar no dinheirinho da família, que continua bem guardado na América do Sul).

Mas os franceses queriam o dinheiro deles. Então, como presidente do Banco do meu avô, emprestei dinheiro deste ao Grupo do meu avô e à Rio do meu avô. Assim pagámos aos franceses. Mas ficámos com um problema: o Banco do meu avô está completamente arruinado.

Tinha de arranjar uma solução!

Fui falar com os novos políticos com uma proposta: reformo-me, dou lugares de Administração a uma série de políticos do partido do Governo e eles que resolvam o problema do Banco do meu avô.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Os políticos aceitaram a minha proposta (aceitam sempre que se fala de lugares de Administração).
Finalmente reformei-me. Ainda somos donos de 5% do Banco do meu avô e de uma série de outros negócios (sustentados pelas dívidas ao Banco do meu avô).
Tudo isto sem termos gasto um tostão (o dinheiro da família continua todo guardado na América do Sul).

E, tomei a última medida antes de me reformar: atribuí a mim próprio uma reforma de um milhão de euros por ano (para as despesas correntes).

E, assim, acabou a história IMAGINADA do Banco do meu avô.

**************

Se alguém teve a paciência de ler este texto até ao fim, deixo uma pergunta: Se esta história em vez de ser IMAGINADA, fosse verdadeira, que fariam ao neto?

Comments

  1. JgMenos says:

    Quem foi roubado aprende sempre alguma coisa….

  2. Nightwish says:

    Fodasse, isto é mesmo assim? Ainda são mais filhos da puta do que eu pensava.

    • Gastão says:

      Ou andas distraído ou não percebes nada de maningâncais financeiras. Outra história imaginária: tu emprestas dinheiro ao banco, com os teus depósitos. O banco não te paga um chavo de juros pelo empréstimo e ainda te cobra um balúrdio pela “manutenção” da tua conta. Com esse dinheiro ele faz empréstimos, se posisível comprando dívida soberana (que todos estamos pagando com os nossos impostos) e que rendem juros elevados. Com isso obtém lucros fabulosos que se encarrega de distribuir pelos seus accionistas e administradores. O Estado tem cuidado de não cobrar o IRC muito elevado (aliás muito mais baixo que a qualquer micro, pequena ou média empresa ou a trabalhador autónomo), o Banco de Portugal tem o cuidado de controlar, de olhos fechados, as contas do banco. Se houver algum problema com as finanças do banco devido a crise, mau investimento, crédito mal parado, etc., o governo, pressuroso, garante que o banco não vá à falência, com o nosso dinheiro, claro… e por aí fora. Em que é que esta estória, imaginária, que nos foi contada se difere das do BPN, BPP, BIC, BANIF e o que mais se verá? Ah! E até pode acontecer que no meio destas jogadas todas ainda possas não receber tudo o que depositaste uma vez que o governo com o álibi de que com a pretensa privatização do banco (para o salvar) dizer que todos temos que comparticipar, com mais um pequeno esforço e ficar sem uma fatia das nossas economias. Percebes?

      • Rato says:

        O Problema é mesmo esse. Ontem ainda tiveram a lata de dizer que o banco não era capaz de cumprir um rácio de capital de 8% (!?!).
        Quando um banco , que já está todo alanvancado, é obrigado a manter só 8% do dinheiro que lá metemos e diz que “não há risco associado” é normal que estas coisas aconteçam.

      • martins says:

        bem tudo isto são formulas implantadas pelo nacionalismo de empresas em que as privadas tem direito é a resposta que se faz para a esquerda nacionalista Socialista/Comunista e que esta responde que o estado tem dinheiro para pagar o prejuizo mas nao devolvem como no caso Socialista/Comunista do BPI ou Freeport em que de Sócrates passou para estancias dos outros…… e os que la tinham dinheiro perderam tudo… e, a esquerda esta se cagando, porque é como a religiao tem muito burro e ignorante a segui-los.
        NB: para mim o unico verdadeiro Homem de esquerda chama-se Victor Constâncio. o resto são palhaços

  3. Miguel says:

    PRISÃO A TODA A FAMÍLIA


  4. “Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca”. Por essa razão??? Era assim tão fácil nacionalizar a Banca? Era assim tão fácil, alguma coisa? Nesse tempo a prioridade era impedir o regresso dos fascistas ao poder, o que estava sempre a ameaçar acontecer. Mas o estimável (pelo resto do texto) “autor convidado” não deve ter vivido esse tempo. Em quem deposita toda a sua esperança na nacionalização da banca – que nunca mais voltou a ocorrer? Não é blablar, é nacionalizar.

    • O. Santos says:

      Meu caro António, ve o que se passou com o Zimbawe e o que se esta a passar com a Venezuela, todas as grandes empresas foram nacionalizadas, e onde elas estão neste momento???

    • martins says:

      bem nacionalizar?… para que termos mais merda para nos foder o dinheiro de impostos que pagamos…! bom o teu regime gosta mesmo de roubar nacionalizando… para serem empresas como a TAP, Estaleiros de Viana, RTP, CGD, RDP, Metro, CP…. muitas outras empresas que por serem nacionalizadas pela esquerda em Portugal so apresentaram prejuiso de milhoes de euros ao estado, e ninguem lhes exige explicaçoes ou os sentam no banco porque sao de esquerda, como o Caso freeport ou expo98 ou DOGMA que deixei de ouvir e nao sei como esta bem e de saude na mesma penso eu!!!!

  5. fatima says:

    Era prender essa cambada toda e fazê-los pagar pelo que roubaram. Acho que também já estou a imaginar coisas!!!!


  6. Olhe, como profissional de saúde, trataria de comprovar a insanidade mental do neto, esse dito “génio da finança”…mas atenção!… Não, sem antes, de se tratar de confiscar à “familiazinha” todo o património roubado à custa das suas put(pi!!!)tivas vigarices!..
    Cambada de corruptos!!!

  7. orquidea says:

    Cambada de corruptos, mesmo. É a justiça que temos e com ela, os políticos que temos, todos,

  8. Jojoba says:

    O nome verdadeiro do teu avô é Dom Corleone, não é?


  9. Gesnial

  10. luis says:

    É mto complicado, apesar d tudo o neto não tem culpa; talvez fazia-o de refém e exigia tudo da família até à lápide do bisavô…

  11. Ferdinand says:

    E agora vamos imaginar que a utilização indevida do dinheiro dos clientes dos bancos e dos contribuintes, a compra de políticos, e as negociatas obscuras não são prática recorrente por parte da aristocracia financeira seja nacional ou internacional.

    “Se alguém teve a paciência de ler este texto até ao fim, deixo uma pergunta: Se esta história em vez de ser IMAGINADA, fosse verdadeira, que fariam ao neto?”

    O problema é que não se resume a este neto, é um problema da arquitectura do sistema que o neto e todos nós (cada classe na sua respectiva condição) estamos inseridos. Um sistema que concede (enormes) poderes não escrutináveis a meia dúzia de indivíduos é um sistema que invariavelmente leva a uma situação que é percepcionada por um numero crescente da população como muito injusta, e numa fase mais avançada da degeneração do sistema como repressiva.


  12. Gosto principalmente da parte dos franceses que emprestaram… muito gosta esta gente de ganhar dinheiro sem investir o seu.

  13. Renato Marques says:

    O Neto e a sua pandilha iam presos e condenava-os a pagar as dividas existentes com o dinheiro que família manteve guardado fora do país durante anos.

  14. D. Fuas Roupinho says:

    Não defendo a Família Espírito Santo
    Nem sequer tenho simpatia pelas patéticas figuras
    No entanto, não posso deixar de dizer que os “invagino” que aqui são vertidos, são totalmente falsos.
    Sim, a verdade é que a família Espírito Santo, que eu não gosto, nem simpatizo, perdeu todo o seu património depois das perversas nacionalizações do 11 de Março de 1975.
    O mais estranho é que eu sou um dos cúmplices dessa orgia que destruiu e perverteu a economia Portuguesa.
    Haja algum decoro, mesmo na vil mentira


    • Treta. É ler a insuspeita Inês Dentinho:
      http://www.dinheirovivo.pt/mercados/banca/interior.aspx?content_id=3943074&page=-1

      De resto não foram as nacionalizações que destruíram a economia: os crimes económicos, a política de terra queimada dos capitalistas, as sabotagens e a crise de 73 até parece que nunca existiram.


      • “não foram as nacionalizações que destruíram a economia”

        As massagens e alongamentos que um marxista tem de fazer à história para continuar a acreditar nas suas lengas-lengas.


        • Eu apenas preciso de ter memória. Mais fácil do que recorrer à mitologia política do Rui Ramos.


          • Uma memória muito selectiva. Achar que as purgas do pós-25 de Abril e as nacionalizações não foram a causa do desastre económico que levou à intervenção do FMI recorda-me o ideário estalinista que culpava os pequenos kulaks pela fome generalizada que matou milhões só na Ucrânia entre 30 e 33.


          • Lá tinha que chamar o Estaline, dá sempre jeito.
            Eu purgas não reparei, ou melhor, vi mas atacaram um partido de esquerda, agora sabotagem e crimes económicos, era o dia-a-dia.


          • O Estaline é representativo de um modus operandis. Quanto às purgas, é tanto revisionismo que fico a achar que estou a ler Raquel Varela. As FP25, LUAR, estavam ali para garantir a democracia, não era?


          • As FP25 e a LUAR, em 74-75?. Uma ainda não existia, a outra mal existia, ao contrário do ELP/MDLP, que matou e não só.
            E o revisionista sou eu, é claro.


          • LUAR existia desde final dos anos 60! E as FP25 foram geração espontânea dos anos 80? A “mitologia histórica” do Rui Ramos diz-me que já tinham outro nome, Brigadas Revolucionárias. Que lhe diz o revisionista Manuel Loff?


          • Haja pachorra: vá lá, uma acção armada da Luar pós Abril de 74, uma que seja para exemplo, sendo que o Palma Inácio ingressou no PS e o que restou nem uma dúzia era. O PRP-BR não tem absolutamente nada que ver com a Luar, esse sim, existia, mas também venham exemplos de acções armadas que tenha tido em 74/75.
            É que as do ELP/MDLP foram dezenas, essas bem as posso enumerar, estão publicadas em diversas fontes. Isso e detalhes como o 11 de Março ter sido um golpe de estado, Spínola andar a armar um exército em Espanha, e todos os dias se descobrir mais um açambarcador, mais uma fuga de capital, mais uma burla empresarial, mais uma fábrica abandonada pelo patrão.
            As FP25 são criadas bem depois das primeiras eleições presidenciais.
            E não misture um historiador como Manuel Loff com um doutorado em Ciências Política como o Rui Ramos, são mundos diferentes.

    • carlos pinheiro says:

      Perdeu o quê com o 25 de Abril? Nem a vergonha!

    • Kattuxa Cunha says:

      Se houve alguém que perdeu SEMPRE foram os portugueses, que andam a pagar para esta “elite” CORRUPTA DESDE A MONARQUIA, só foi pena que não os tivessem posto a todos no Campo pequeno e os tivessem FUZILADO. Hoje estariamos de certeza muito melhor.


      • Faltava uma Katttuxa a sonhar com reis. Curiosamente a fortuna Espírito Santo nasce no séc. XIX, e é uma boa demonstração de como já nesse tempo o estado patrocinava canalhas.

    • martins says:

      o unico com poder para isto em Portugal é a comunicação social que sabia e dexou acontecer para ganhar milhoes a custa do parvalhao, ja viram quanto ganharam sabendo o que estava a acontecer, quando deixou de haver o graveto revelaram o que sabiam ha alguns anos, porque alguns deixaram de receber o premio e ainda nao receberam a comichao. so tenho um comentario a comunicaçao social é o inimigo publico Nº1. cuidado

  15. Rita Tormenta says:

    Ora isso agora depende de quem seria eu nessa narrativa imaginária, político, membro da família, ou na mais aborrecida das hipóteses apenas eu.
    Se nessa narrativa eu fosse eu, ajudaria se possível, a expor todos os tentáculos do bicho, mesmo os mais inconvenientes, da esquerda à direita, da cultura à finança.

  16. Titania says:

    Uma narrativa genial para mais uma vergonha deste pais!!


  17. Reblogged this on and commented:
    A realidade ultrapassa quase sempre a ficção

  18. manuel says:

    A meu ver, se a “história” aqui contada visa tentar narrar ou explicar através da ficção, factos reais do percurso de uma família/grupo económico, só posso dizer, que no meu entender, falha redondamente…

    pois a “história” aqui contada, para além de estar cheia de incongruências, só pode mesmo ser entendida como uma leitura, uma opinião, redigida à luz das crenças e princípios do autor sobre alguns dos muitíssimos factos de que a verdadeira história é feita, o que resulta numa narrativa pejada de juízos de valor. Se assim é, o que acima está escrito, não pode ser senão entendido como um ponto de vista, ou seja, a vista de um ponto (sendo que este, a meu ver, ignora totalmente diversos elementos e factos basilares para que constituem a verdadeira história, não sendo no entanto menos válido só por causa disso, mas não deixando de ser erróneo).

    Perante isto, parece-me pertinente sensibilizar outros leitores, e mesmo o autor, da necessidade de reconhecer uma infinidade de outros pontos de vista, que, quanto mais esclarecidos e fiéis forem à narrativa da realidade factual, melhor sucedidos serão na missão de transmitir a verdade. Esta atenção ao conhecimento dos factos, à parte de juízos de valor, será então o que os tornará possível a construção de opiniões e narrativas mais fiéis, e portanto, mais úteis para a construção de uma história fiel à história dos acontecimentos, e onde venha a poder residir a verdadeira verdade, coisa que não acontece na “história” acima contada.

    Mas, voltando ao início, e tendo presente o exercício proposto pelo autor, se a “história” contada é apenas o fruto de um exercício da imaginação, critico a falta de originalidade, e alerto, o autor, e os leitores, para que não se deixem cair no erro de confundir a ficção com a realidade, pois esta é muito mais complexa, e composta por muitas mais variáveis e muitos mais factos…


    • Sim, é um facto: a realidade conhecida é ainda pior do que isto.


    • Conhece o,Jogo da Pirâmide!

    • Funcional says:

      eventualmente se fossem contados certos factos eramos levados a acreditar que isto é mesmo imaginação… mas não!!

    • carlos pinheiro says:

      Tanta conversa para quê? Só os cegos é que não vêem. Esta gente soube comer sempre de todas as gamelas e o resultado está à vista. Defendam-nos que eles merecem bem…


    • Meu caro Manuel, com esse seu comentário sou levado a pensar que conheçe factos que seriam interessantes como complemento desta ” narrativa imaginária”. Porque não os partilha connosco? Ou terá razões para defender as poupanças da família nas Off-Shore do Panamá? Vamos ver que também lá tem uns troços para despesas correntes!!!


  19. Texto fraco, tendencioso e com muitas falhas… Mas respondendo à pergunta “o que fariam ao neto?” respondo com: esperava que fosse investigado e julgado pelos crimes de corrupção relatados no texto, bem como todos os outros sujeitos envolvidos. Esse pareceu-me em última instância o único crime consumado…

    No entanto, com tanta corrupção e fraude por este país fora, incluíndo aqueles que usufruem de rendimentos sem os declarar, aqueles que usufruem de rendimentos de inserção social sem os merecerem ou aqueles que declaram o rendimento minimo ganhando bem acima disso, este exercício de imaginação não me parece tão chocante assim…

    Deixemo-nos de hipócrisias ou invejas desmedidas…


    • Claro, o RSI é que é um problema. Devias ir viver com ele 6 meses, e não era na Comporta.


    • És um verdadeiro Cristão!

    • Nomatrix says:

      Conversa de chico-esperto, que aponta para a corrupção sem apontar para os corruptores que têm políticos e justiça metidos nos bolsos e usa a palavra inveja como arma de arremesso para evitar que outros falem e expunham o mafioso cartel bancário.
      Será que o iluminado sabe que os banqueiros vivem de subsídios de todos nós e de dinheiro que não têm, mas emprestam com custo acrescido de juros compostos? Claro que sabe por isso é que desvia o assunto para o rsi. Seria óptimo falar frente a frente com estes personagens num debate público, em minutos este tipo de chico-esperto teria toda e qualquer credibilidade destruída.

  20. Antonio Lisboa says:

    Pedia-lhe conselhos para criar uma empresa.
    Quem sabe sabe…

  21. manuel silva says:

    Há um erro e falta um detalhe importante (na história imaginada):
    Quando a família voltou do Brasil para comprar o Banco do meu Avô e precisaram de muito dinheiro e foram buscá-lo a um banco francês (não foi pelos franceses terem ganho, no passado, dinheiro com o banco do avô que o conseguiram), foi porque outro avô, um avô da democracia em Portugal que conhecia muito bem um avô em França que era por lá presidente, ajudou muito mas mesmo muito a que o banco francês emprestasse o dinheiro à família do banco do meu avô. E, por isso, a Fundação desse avô da democracia passou a receber também apoios do Banco do meu avô e também o seu apoio quando esse avô (também tudo imaginado) quis ser outra vez ser presidente do país onde está instalado o Banco do meu avô. E é por isso que o avô da democracia fala sempre muito da história do BPN mas nunca falou do banco do meu avô (tudo imaginado, claro).

  22. Pedro Lourenço says:

    Recomendo o video “Donos de Portugal” no youtube, para quem ainda não percebeu a realidade.

  23. paulo santos says:

    o erro de imaginação está na parte do Banco do seu Avô estar arruinado…..o que está arruinado é o Rio do seu Avô. Convém ter alguma cautela quando se fala de ruina de Bancos e se mistura com áreas não Financeiras.

  24. João Martins says:

    Portugal não era retrógado antes do 25 de abril, era um país paradoxal…alias estão sp a bater no ceguinho..retrogado e desfasado do tempo é fazer uma revolução marxista-leninista nos anos 70 na europa ocidental!!!!!! Já agr mt imaginação dá delírio..Portugal não entrou em bancarrota 2vezes nos anos 80…


  25. Nos??? Os portugueses? Diríamos unicamente que tinhas sido espertos!!! Sempre foi assim,…. Nunca usamos nem usaremos o Campo Pequeno!!! Será que alguma vez tivemos consciência ou viremos a ter de que os Bancos sempre estiveram ao serviço dos muito ricos.
    Eu me lembro há muitos anos, mais de 40 que um administrador de Banco, talvez o avô disse…nada mais nem nadas menos..do que isto…. NADA MELHOR DO QUE UM EMPREGADO TER DÍVIDAS E FAMÍLIA….Será sempre muito mais obediente!!!!

  26. Susana Paulino says:

    Fico de boca aberta perante a quantidade de Pessoas que ainda defendem, os “Bancos do meu Avô”, que andam por aí….

  27. victor paulo veiga da silva says:

    1o – começava por exonerar todos os políticos que têm ligações com a banca e/ou com os grandes grupos económicos, para não poderem decretar mais nenhum perdão fiscal por encomenda;
    2o – levantava o sigilo bancário, que tanto jeito dá a todos os beneficiários da corrupção;
    3o – congelava imediatamente todo o património das empresas que directa ou indirectamente envolvia o neto;
    4o – redefinia a reforma para o valor do salário mínimo nacional e impedia – o de se deslocar em viaturas de valor superior a 15.000€ e a viver numa casa cujo valor patrimonial fosse inferior a 50.000€, independentemente de os bens serem ou não do neto;
    Mas como isto é uma história imaginada, vamos continuar a ver os trabalhadores, (alguns que até são empresários), continuarem a serem roubados pelos grandes detentores do capital, sendo que os executores desse roubo, é quase toda a classe política, que embora não fiquem com a maior parte, também enchem bem os seus bolsos e dos seus amigos e familiares.

  28. Júlio Pinto says:

    País pobre em que nunca os capitalistas, industriais, empresários ou políticos, investiram os bens próprios. A maioria deles nem os tinha. Sempre se serviram dos bancos para obter empréstimos, criar dívidas e avolumar fortunas, sempre em divida por cascatas. Sempre foram os dignos cidadãos portugueses, sobretudo a classe média baixa, média e alta, a pagarem estas malfeitorias. Hoje o Estado Social é acusado de ter criado um profundo buraco, mas foram os politicos corruptos deste páis que o fizeram, criando despesas desnecessária e procurando bens para si, seus familiares, amigos, apoiantes e para o partido. O tal Estado de Direito, também vai bastante torto como disse o anterior e a actual bastonário/a da Ordem dos Advogados.
    Quem paga isto tudo é o povo ordeiro e trabalhador.

  29. Cunha says:

    Meus senhores, falta imaginar o resto da história.

    Como de facto sou um génio da finança, decidi orquestrar um plano. Produzi uma fuga de informação com o meu sobrinho que parecesse a todos uma briga. Falamos também com o contabilista e fomos largando informação para o regulador. Foi o caos. As acções começaram a cair e eu sabia que elas iam cair até aos € 0,22. Vendi 5% a € 0,34, obrigando o mercado a cair em flecha. Paguei uma parte ao meus credores e agora aguardo que os pequenos accionistas
    vendam tudo muito assustados….e eu então recomeçarei a comprar as acções do banco do meu avô ao preço da “carcaça”. Com o que ganhar, apoio o PS e corro com aquela administração e fico outra vez dono desta coisa toda. Sou ou não sou um génio da finança?


  30. Esta Engenharia Financeira praticada é: pura escola capitalista selvagem!

  31. Tiago Antonio Carvalho da Cruz Magalhães says:

    MIKE OLDFIELD ……THE GENIUS THAT CREATED THIS AND MANY MORE….

  32. cristovao says:

    Felizmente nao sou cliente do banco do “seu avo”… e ja nao pago impostos em Portugal ha muitos anos… quanto a si , cortava-lhe na tal reforma de 1M eur

  33. agostinho gomes de oliveira says:

    E um embuste como tal esse banco devia ser nacionalizada

  34. Miguel says:

    Um pormenor de que o Autor se esquece, é que o Banco do Avô que ( vamos imaginar um numero fácil para fazer contas) valia 150 e foi comprado por 100, tinha sido, uns anos antes, roubado. Ao meu Avô.

  35. Miguel says:

    Ao meu Avô salvo seja, ao Avô do autor.

  36. Miguel says:

    Sim roubado. Pelo Estado.

  37. Paulo Neto says:

    E o povo passivo aceita tudo isso

  38. bruno cardoso says:

    finalmente alguem que explica as coisas como deve ser.

  39. Eduardo Louro says:

    Eu imagino que seria o golpe perfeito, portanto, não merece a cadeia, mas sim uma reforma dourada de 900 mil €uros. Quem me dera ser banqueiro. Mas nasci pobre. E nem dinheiro tenho para a Comporta…

  40. pedro martins says:

    De facto dou os parabéns pela imaginação fértil que ficou demonstrada no texto. Pena que não passa de imaginação, e a distancia para a realidade é abismal. É não ter um mínimo de conhecimento da história e dos factos que deve ter levado a escrever um texto tão lírico. Assim, aconselho uma quarentena numa biblioteca, ou se quiser na net, a consultar factos e a história. talvez ganhemos um escritor mais culto e mais realista.Desde já me coloco á disposição para explicar a ascensão e queda de alguns dos impérios financeiros de Portugal.
    Pedro Martins


    • É mentira, é mentira, é mentira. Factos em contrário? zero. A malta que vá estudar (ou tripar, que deve dar neste caso o mesmo resultado).
      Verdade se diga, e falando da casta Espírito Santo, muito mais há para dizer, de Hitler a Pinochet e passando pelo seu amigo Salazar, e mesmo antes, uma fortuna erguida sempre à conta do estado.

    • joao lopes says:

      aconselho o pedro a ver o “lobo de wall street”,la esta,cultura por cultura,fica com a do scorsese,esse “perigoso comuna”(lol).

    • Carlos P says:

      Força.. estamos à espera.. tenho a certeza que o cadastro do netinho e companhia está mais limpo que os lençóis de um padre. Até o deviam beatificar. Seria bonito.. O Santo Espirítio Santo ahahah

  41. wrker says:

    Não resisti a imaginar que realmente no Banco do seu avô há um par de anos se calhar pensou seriamente em “meter” todo o dinheiro de um dito presidente num DP, para resolver todos os problemas mas os “bois” não gostaram lá muito…. e um dito “rapaz” do banco do meu avô já falava nessa altura loucuras do género:
    E se da noite para o dia as nossas notas de euro passassem a ser carimbadas e ups já não eram euros…..
    E que este era o passo “normal” já que os americanos estariam (tudo imaginado) a fazer moeda como “tolos”.

    Ah imaginar, isso era na primária…. O mal é que tudo o que se sabe é bem real e quem paga é o mexilhão

  42. Rogerio Santis says:

    Diria que de burro não tem nada. Quem quisesse que abrisse os olhos. Espero que tenha muita saúde para gozar a reforma e que sofra muitos desgostos com fez sofrer muitos homens de família. Quanto aos franceses portugueses e angolanos que se aguentem

  43. Alvaro Vasconcelos says:

    Não se fez referencia à gigantesca máquina de lavar dinheiro sujo que muito prejudicou a economia nacional…Este seria o motivo principal para prender todos os administradores do grupo!


  44. como roubou milhões não acontece nada, eu como devo 2000 euros a segurança social, estou tramado para a minha ida

  45. Hugo Damásio says:

    Diria ao neto para por as mãos na consciência. já deve ter posto, visto que este post é bastante sincero.

    Não se esqueça que à mais na vida para além do dinheiro.
    quando se aperceber disso, passe a corrigir o mal que fez a terceiros. só assim vai encontrar paz de espírito.

    boa sorte e obrigado pelo post

  46. Azeite&vinagre says:

    O cancro das salinas……filhos da puta, CABROES……so as FP25 pra matar e com bastante sofrimento todos estes cabroes…ou chamar a a al kaeda

  47. Rita says:

    nunca mais tinha lido um texto tão comprido! parabéns ao imaginário e mandava prender o neto!!

  48. Antonio Caseiro says:

    Achei Bes tial!


  49. O neto, quer queiramos ou não, foi um génio. Enganem-se aqueles que acreditam que a alta finança é pura de valores. Qualquer negócio que envolva dinheiro é tentador. BES, BCP, BANIF, BPN, BPP, são exemplo disso. Mas se eu tivesse no lugar do neto, perdoem-me a franqueza mas faria talvez o mesmo. Independentemente dos valores de cada um de nós, o dinheiro e o bem estar da nossa família fala sempre mais alto. No limite, o neto e família ficam os bens e dinheiro da America do Sul até porque, se a memória na me falha, o avô tinha um banco que o estado lhe roubou no 25 de Abril, correto?

  50. carla ribeiro says:

    Nada lógico!

  51. O justiceiro says:

    O neto e a família tinham de ser gaseados num campo de concentração. Heil hitler

  52. hgavazzi says:

    BEStial !!!


  53. Levávamos o netinho pela orelha à América do Sul para levantar e trazer tudo o que escondeu. Obrigávamos o netinho a devolver tudo o que roubou a todas as pessoas que por ele foram roubadas e finalmente queimávamos as mãos do netinho em frente a todos os seus amiguinhos para que lhes servisse de exemplo e para que mais nenhum amiguinho tivesse outra ideia igual. Mas claro, tudo isto, continuando a imaginar…

  54. Zé gajo says:

    Era um texto engraçadinho sim senhor, não estivesse cheio de aldrabices, como “o dinheiro da américa do Sul”; ou a “herdade” onde se brinca aos pobrezinhos, precisamente porque é uma herdade foleira…não condiz como um”dono disto tudo, e já agora a herdade não pertence ao”neto”.. Não contas que o banco foi pura e simplesmente roubado à mando de um governo cheio de comunistas enlouquecidos, que tinham um projecto, o de fazer de Portugal a Roménia da Europa Ocidental, que prenderam os “primos” e lhes roubaram o foi que foi ganho em anos e anos de trabalho honesto ( ou tens provas em contrário???? se tens saca já delas, mas provas, não lábia. ), compraram um banco arruinado, pois os comunistas sacaram-lhe o capital porque todas as empresas que agora eram geridas pelas “comissões de trabalhadores” os camaradas só faziam merda atrás de merda, mas o estado tinha bancos onde sacava dinheiro a torto e a direito. os governos que vieram a seguir, é que tiveram que desfazer toda a merda que os comunistas fizeram SEM LEGITIMIDADE DEMOCRÁTICA pois tido não passavam ainda de reformas de fundo. É lixado eu ter que pedir dinheiro emprestado para comprar a lenha roubada do meu mato.
    E aí é a raíz de todo o mal…as dívidas…as dívidas, que levam muitas vezes os banqueiro a fazerem asneiras. Tabém não falaste dos artistas, e das obras restauradas e e das obras de caridade dessa família durante todo o seu tempo à frante do Banco pois não? O maior mecenas do país.
    Conversinha engraçada qualquer um tem.
    Já agora, antes que venham para aqui insultar-me de fascista, ou de capitalista e outras coisas mais :Eu sou
    -pobre
    – tenho 4 salários em atraso
    – um trabalho com pouco ou nenhum futuro
    – um carro com 16 anos
    – Sou de esquerda mas não sou parvo.


    • De esquerda? Deves ser da esquerda Manuel Pinho. Quanto às tuas mentiras, repete mais 99 vezes e a malta fica convencida que isto é tudo culpa dos malandros dos comunas que prenderam os coitadinhos e honrados banqueiros que nunca, mas nunca, construíram a sua fortuna à conta das rendas do estado.

      • Zé gajo says:

        Não é tudo culpa dos comunas, mas têm o seu quinhão de culpa, e grande. O Estado também estar sempre a precisar de dinheiro para satisfazer os caprichos dos meninos tb. Toda agente querer dinheiro sem poder, povo e patrõezinhos e emprezariozinhos dos meus dois ( Carlos Saraiva por ex. lixou bem o BES ), tudo queria dinheiro sem poder pagar. Não os comunas estão longe de ser o grandes culpados, acho que nesta crise, só por sorte é que se encontra um inocente.

  55. Zegna says:

    Os crimes economicos feitos por bancos não tem punição ….tem buracos ………bela historia ……existem muitas mais , o que mais me surpreende é a abstenção heroica que o povo otário português tem sobre estas coisas e sobre as eleições . Não votar dá nisto , não se mudam as leis.

  56. Monica Raimundo says:

    Patrocinava a sua campanha eleitoral para a presidência da República com os lucros do banco do seu avô! Queremos gestores não políticos.

  57. Carlos Andrade says:

    Gostaria der tido um avô destes…
    Apesar de tudo!!!..,,

  58. José Lourenço says:

    É uma história com um enredo e protagonistas que eu espero que paguem pela ” ganância” desmedida e faço votos para que não nos voltem a meter mão no bolso…já basta!

  59. Mais um ROUBADO says:

    volta Zé do Telhado rouba aos pobres e da aos ricos que eles merecem

  60. Pedro Borges says:

    Onde é que estão os verdadeiros ladrões? Será que este senhor é o principal vilão? O que é que ele faria se não tivesse o conluio do estado em todo este processo? Ambos o são, mas quem é mais culpado? Quem procura por qualquer meio atingir os seus objetivos sem olhar a meios ou quem sob ordenação popular abusa da confiança que os cidadãos lhe depositaram?
    Não gosto do neto, não gosto do avô. Ainda menos gosto do corrupto que trai o povo que representa. Mas nenhum dos dois é a origem do problema, a origem do problema é a continua insistência NOSSA em que mais estado significa mais controle, mais estado só significa mais corruptos e portanto mais portas para netos e avós baterem.


  61. Li até só fim, porque de “história” só tem mesmo o título…
    Que fazer ao neto??? Tudo que se possa fazer será sempre muito pouco para atendendo ao que merece… Mas alguém deixou que acontecesse , culpados ? Todos… Os franceses (que também devem ter uma história idêntica), a corja política de portugal e afins…
    Autêntica manta de retalhos, e ninguém com TOMATES para fazer justiça “cega”…
    Existe um tempo para tudo… E este tamb chegou… Vamos ver desenvolvimentos futuros…
    Que MERDA de pessoas, que não se afogam nela…


  62. E NEM a TIA MERKEL nem o TIO SAM andam distraídos – e muito menos os primos Filipes – até dão premiozinhos literários para nos mostrar apreço – mas não se esquecem de fechar as fronteiras nem ditar esterco nuclear no Tejo internacional nem esterco industrial no Alqueva – depois LIMPAM esterco e tudo – vale a pena sabem eles e bem


  63. Mandava erguer-lhe uma estátua e ainda lhe atribuía uma medalha pelos bons serviços prestados ao país.

  64. joana costa says:

    Convém acrescentar o autor deste excelente texto: Carlos Paz, economista e professor.

  65. Sérgio says:

    Vamos IMAGINAR que em Portugal existem tribunais e vamos IMAGINAR que funcionam…

  66. Eduardo says:

    Fico pasmado com tanta sabedoria dos comentarios e com tanta imaginaçao do texto!
    Entao toda a sabedoria nao poderia ter mencionado a verdade verdadeira antes dos factos consumados?
    Toda esta imaginaçao nao poderia ter vindo a publico em tempo util?,
    Os defensores piliticos que aqui tem vindo publicar nao poderao apresentar a verdade, nao imaginaria, com documentaçao?

  67. João says:

    VOLTA SALAZAR QUE ESTÁS PERDOADO!!

  68. cyborg says:

  69. O que vale é que em Portugal não faltam imaginários! Pena é que não haja assim tantos a trabalhar como há a comentar ou a falar! Pobre país este, mas a culpa é do Afonso Henriques…


  70. O trabalho Liberta


  71. O exercício imaginativo é bastante interessante! No fundo, apenas me preocupa, no meio da história, a alma do avô. Pobre coitado que se soubesse o que sabe hoje… não tinha tido filhos!

  72. Manuel Valente says:

    É de RiR……………coincidências?’?” ou talvez não…

  73. maria teresa says:

    Espero que na America do Sul haja uma crise , que já há ,e que nacionalizem tudo que é do neto e família. Uma QUESTAO DE TEMPO.

  74. Bárbara curie says:

    ao neto faria repor, com a venda dos bens na américa do sul, em contrapartida levava o banco do avô para o Brasil, já que a punição não se aplica aos roubam milhões.

  75. Luis Pinela Coelho says:

    Conclusäo: Todo o dinheiro que os bancos nao tem mas deveriam ter, está escondido na América do Sul

  76. Benedita Salazar Lima says:

    Eu casava com o neto. Íamos à missa a capelas privadas, éramos vaiados dos restaurantes. Mas ele era um genio das economia 😱

  77. Alfredo says:

    Se fosse verdade ( 🤣🤣🤣🤣🤣) ele nunca faria este relato por escrito…
    Infelizmente, pusemos lá os políticos ( seja lá qual for a cor deles… ) com quem o neto e restantes familiares fizeram as negociatas…

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