Quem percebe de Educação? Os gestores, claro! (2)

Carlos Guimarães Pinto (CGP) teve a amabilidade de comentar o texto “Quem percebe de Educação? Os gestores, claro!”. Transcrevo o seu comentário, para, de seguida, responder.

 

Caro António Nabais, obrigado pela referência ao livro.

É indesmentível que os professores sabem bastante mais de educação e pedagogia do que que qualquer gestor-economista-empreendedor-consultor. Há no entanto dois motivos para ter alguma precaução quanto a deixar os professores, sozinhos, decidir toda a política de educação.

O primeiro é serem parte interessada. A esmagadora parte dos custos com a educação vai para salários de professores. Estes, como os profissionais de qualquer outra profissão, querem maximizar o seu rendimento, minimizando o esforço. É normal e natural. De forma consciente, ou subconsciente, tentam sempre encontrar racionalizações para provar que ganham pouco para o trabalho que fazem. É assim com todas as profissões. Seria impossível conter os custos da educação se fossem os beneficiários da maior componente desses custos a geri-la. Este primeiro motivo é bastante evidente na sua referência à falta de necessidade de ajustar o número de professores à redução do número de alunos, via queda da natalidade. A tal “reorganização para benefício dos alunos” mais não é qdo que uma racionalização para defender os seus interesses como professor. É natural que o faça, não digo o oposto, mas é um bom motivo pelo qual não vale a pena ter professores o sistema educativo.

O segundo é que alguns raciocínios subjacentes à gestão do sector da educação não dependem tanto assim do conhecimento da área (ou melhor, esse conhecimento é uma mais-valia, mas não a componente mais importante). Da mesma forma que você, apesar de saber muito mais de educação do que qualquer engenheiro civil, dificilmente seria capaz de desenhar a melhor estrutura do edifício duma escola, também pode não ser o melhor a fazer as opções de gestão.

Estes dois motivos tornam-se muito claros neste texto e noutros que vão aparecendo neste blogue sobre o tema da educação. É evidente que é sempre possível melhorar a qualidade do ensino e da vida dos professores, aumentando o seu número, dando mais estabilidade de emprego, maiores salários, salas maiores com melhor material, mais ajuda de outros profissionais, etc. Mais há opções e restrições económicas que os professores não entendem (nem têm de entender). Cabe aos professores utilizarem a sua capacidade pedagógica para fazer o melhor ensino possível dentro das restrições económicas (ou outras) que existem. Cabe aos “gestor-economista-empreendedor-consultor” entender que restrições são essas.
É por vezes injusto? Pode ser. Mas por nenhuma das razões que aponta. Há de facto demasiados professores? Fazem outras funções. Sem dúvida, assim como nos outros países. Fazem funções para as quais noutros países existem outros profissionais como terapeutas e psicólogos? Mostre-me esses números.

Ninguém tem absolutamente nada contra os professores, antes pelo contrário. Até me parece que os professores que se formaram nos últimos 10 anos foram enganados, atraídos para uma profissão que prometia ser estável, de emprego certo e salário razoável e que provavelmente não o é. Esses profissionais abdicaram de carreiras alternativas e agora viram frustradas essas expectativas. Mas o problema esteve, em parte, na formação dessas expectativas e, hoje, na grande divisão que existe em professores em fim de carreira e em princípio de carreira. Aqueles em princípio de carreiras com grande carga horário olham com natural insatisfação para estas análises que dizem que professores dão poucas horas de aulas. Têm razão.

Cumprimentos,

Carlos Guimarães Pinto

Em primeiro lugar, Carlos Guimarães Pinto continua a não proceder à demonstração de afirmações vagas que, na realidade, correspondem a mitos e a falácias. Para que possa fazê-lo, deixo-lhe aqui algumas perguntas a que não quis responder no seu comentário:

1 – quem foi ou quem foram os ministros da Educação que abandonaram o cargo em resultado do extraordinário poder de contestação dos professores?

2 – se os professores têm tanto poder, por que razão têm as carreiras congeladas há anos, por que razão têm perdido poder de compra, por que razão as condições de trabalho têm piorado tanto, por que razão não conseguem impedir que sejam postas em prática, há vários anos, tantas e tantas medidas que contestam?

3 – se Portugal é um dos países da Europa em que há mais professores por aluno, por que razão o número de alunos por turma continua a crescer?

4 – quando se pretende demonstrar que os vencimentos dos professores são altos relativamente aos de outros trabalhadores, com que outros trabalhadores estão os professores a ser comparados? Os professores estão a ser comparados com operários de construção civil ou com outros técnicos especializados?

5 – como é que se chega à conclusão de que os professores desempregados preferem ficar à espera de colocação, em vez de procurarem outros empregos? Baseou-se num inquérito ou é uma dedução?

Passemos, então, ao comentário transcrito mais acima, em que, resumidamente, CGP defende que os gestores-economistas-empreendedores-consultores devem tomar, em exclusivo, as grandes decisões sobre Educação.

Antes de mais, os professores nunca estiveram sozinhos a “decidir toda a política de educação”. Não é, sequer, desejável que isso aconteça, já que estamos a tratar de uma área que diz respeito a toda a população. O problema está exactamente numa prática oposta: os contributos dos professores são frequentemente ignorados em todos os aspectos, incluindo, por exemplo, os do currículo, em que são, reconhecidamente, especialistas. O professor, em Educação, nunca é encarado como um parceiro, mas como um empregado que se deve limitar a obedecer.

É claro que CGP resolve este problema da forma mais fácil: qualquer opinião de um professor resulta de motivos corporativistas e, mesmo que pareça uma opinião razoável, terá sempre subjacente (CGP chega a falar no “inconsciente” dos professores) o interesse próprio, a maximização do rendimento e minimização do esforço. Ao fazer isto, logo à partida, desvaloriza a participação de qualquer professor num debate sobre a gestão das escolas, como o fará, depreendo, relativamente aos médicos nos hospitais ou aos polícias no que respeita ao funcionamento de uma esquadra. É tudo uma malandragem que só quer tratar da vidinha!

Depois, CGP, de modo paternalista, pretende convencer-nos de que isto da gestão é uma área que está para lá da compreensão dos professores: “há opções e restrições económicas que os professores não entendem (nem têm de entender).” Os professores entendem e têm de entender, como qualquer cidadão, independentemente de concordar ou de discordar, de protestar ou de ficar calado.

Depois, parece ouvir-se um eco do “fazer mais com menos” de Nuno Crato: os professores têm de se desenrascar e cumprir as superiores decisões dos gestores-economistas-empreendedores-consultores. Até imagino CGP a encostar o indicar ao nariz e à boca, exigindo silêncio e sussurrando um autoritário “E calou!”

O professor sabe que ter turmas de trinta alunos prejudica os alunos? Só tem de se calar e cumprir a decisão do iluminado. O professor sabe que a diminuição da carga horária prejudicará o cumprimento do programa e a aprendizagem do aluno? A sua obrigação é dar o programa e, se for ano de exame, preparar o aluno, até porque há os rankings, meu Deus!, os rankings.

Num aparente parêntesis, vale a pena referir que o Tribunal de Contas veio explicar que não haveria falta de médicos, se cada consulta demorasse apenas quinze minutos. Estranhamente, o governo recusa a aplicação da ideia, digna de qualquer gestor-economista-empreendedor-consultor.

CGP, para saber se os professores desempenham outras funções para além das docentes, quer ver números, porque, como qualquer gestor-economista-empreendedor-consultor, tem o cérebro em forma de Excel. Se CGP quisesse verdadeiramente saber, teria de investigar: bastaria consultar o horário dos professores, para saber que outras funções são obrigados a cumprir. Para além disso, há muito trabalho invisível, como é o caso do dos directores de turma que têm dois tempos para uma função que exige muito mais do que isso. Entretanto, já que gosta tanto de saber números, é importante saber que, nas escolas portuguesas, há um psicólogo para quatro mil alunos.

O comentário de CGP termina com mais um disparate: em primeiro lugar, pensa que os professores com redução lectiva dão as aulas e vão para casa; depois, não percebe que é graças a essa redução que, afinal, sobram horas lectivas para os professores mais novos, permitindo que o desemprego não cresça ainda mais. Provavelmente, CGP não concordará com a redução da carga lectiva, a partir de uma certa idade, mas o contrário é que seria de espantar.

Qualquer entidade, incluindo as escolas, tem a ganhar com os contributos, os instrumentos e os conceitos vindos de áreas como a Economia e a Gestão, como é evidente. O problema, no entanto, não é esse: há um desequilíbrio acentuado que tem conduzido à desvalorização do saber e da prática dos professores, partindo de princípios desonestos como o de que esse saber e essa prática estão exclusivamente ao serviço da defesa dos interesses laborais e corporativos.

Perceber o sistema educativo está (e deve estar) ao alcance de todos, mas uma coisa é dar umas opiniões avulsas, o que fica bem numa conversa de café, outra é transformar essas opiniões em de livro, julgando-se numa posição de autoridade que só é possível alcançar ou com muito estudo e muito trabalho de campo ou com experiência profissional, ainda que suspeita porque corporativa.

O problema, evidentemente, não está em CGP publicar as suas opiniões, que o mercado editorial e a blogosfera precisam de ligeireza. O problema está no facto de estarmos a ser governados por gente como CGP, com um destaque muito especial para os últimos nove anos. Ora, quando o governo não tem juízo, a Escola é que paga.

Comments


  1. “3 – se Portugal é um dos países da Europa em que há mais professores por aluno, por que razão o número de alunos por turma continua a crescer?”

    Também gostava de ver, sinceramente, essa questão respondida, na qualidade de mãe de uma aluna do 11º ano (lectivo 2014/2015) que no seu curso, Ciências e Tecnologias, todas as turmas têm 31 alunos, cada.

    • catelha says:

      Quando estudei, na década de 80, posso assegurar que durante anos, fomos 36 numa turma. Não foi isso que impediu a maioria de prosseguir com os estudos até ao nível superior. Não vejo uma relação directa entre sucesso escolar e turmas reduzidas. Vejo, sim, indispensável a autoridade dos professores e a responsabilização dos pais, tão pouco falada e tão esquecida.
      Ainda sobre o sucesso escolar, pergunto-me porquê tanto barulho com estes aspectos da classe e tanto silêncio, tanta submissão sobre o ensino de um disparate sem lógica ou coerência como o AO90. Basta pensar 5 minutos para concluir que as consequências desta alarvidade serão catastróficas. No entanto temos muitos professores a defendê-lo como facilitador da aprendizagem.
      Será que a motivação desta guerra é mesmo e só a qualidade do ensino?

      • Cidália says:

        E acha que os 36 alunos da década de 80 são iguais aos 36 alunos de hoje????
        Que mania têm de comprar realidades tão diferentes!

        • catelha says:

          Seguramente que não e nisso é que seria interessante reflectir. Pois eu cá acho que devemos questionar se as crianças de agora e por conseguinte a educação que lhes está a ser dada é melhor ou pior do que há 30 anos atrás. Ou acha que devemos continuar alegremente a caminhar para o disparate só porque sim, porque alguém lhes chamou evolução?
          Já agora, não comenta a indiferença de muitos professores quanto à aplicação do AO?

          • Cidália says:

            Lá porque lhe disse que as crianças de hoje são diferentes não significa que concorde com a educação que lhes é dada, aliás é por isso mesmo que lhe fiz essa chamada de atenção.
            Quanto ao AO, também está enganada a maioria dos professores também não concorda com ele, eu também não!


        • As turmas do ensino público “aguentam” perfeitamente com 31 alunos por turma, ora essa. Só as escolas privadas com contrato de associação é que se podem dar ao luxo de ter turmas com 13 alunos, mas nesses casos o Estado paga e não bufa, mostrando-nos bem que “cada um no seu galho”.

  2. Nightwish says:

    A gentalha que CGP representa acha que os professores têm um mínimo de educação de 17 anos nada sabem. Se calhar se tiverem um inútil MBA a opinião ainda há-de contar para alguma coisita…
    Assim sendo, não sei para que serve o ensino superior, já que o papel dos trabalhadores é apenas de seguir acéfalamente o que é ditado pelos seus gestores que não fazem ideia de nada por todos os sectores onde passam.

  3. Carlos Guimarães Pinto says:

    Caro António,
    Eu tentei responder de forma séria. Na sua contra-resposta, você apenas utiliza pequenos insultos e raciocínios falaciosos. Comprova mais uma vez que não se deve discutir um tema como a educação com partes interessadas: quando se vêem sem razão tratam de disparatar e ofender. A lógica e coerência é a última das suas preocupações. Espero que lhe continue a fazer bom proveito falar para a sua claque.

    • António Fernando Nabais says:

      O Carlos Guimarães Pinto mantém a nulidade argumentativa e a sobranceria própria de quem não tem humildade para perceber que não domina o tema da Educação. Por isso, mais preocupado em inventar insultos, não responde a nenhuma questão. Não escrevo para claques, mas porque estou farto de ver ignorantes a dar opiniões. Não duvido da sua competência profissional, que é inversamente proporcional aos seus conhecimentos sobre tudo o que tenha a ver com Educação. Vá estudar.

    • Leonor Dias says:

      Sendo natural que um gestor saiba mais de gestão do que um professor, também há que aceitar que um professor conheça e saiba mais do funcionamento de uma escola do que um gestor externo. Na realidade, muitos professores foram fazendo formação em gestão escolar e outras, ao longo da sua carreira, o que parece ser olvidado nestes comentários. Por outro lado, fique CGP sabendo que há muitos professores que se formaram há bem mais de 10 anos que se sentem verdadeiramente enganados, defraudados nas suas expetativas profissionais.

  4. Carlos Guimarães Pinto says:

    Cara Mia Flores,

    A resposta está no livro. O António, se o tivesse lido, em vez de criticar uma pequena parte dele, não teria feito a pergunta.

    Cumprimentos,

    Carlos


    • Obrigada pelo comentário, mas não fui elucidada! Será que vou ter que ler o livro?! De mais a mais sabendo nós que o excessivo nr. de alunos por turma é prejudicial, se não é por falta de professores, então o que é isto? Sadismo?!

    • Paulo says:

      Temos de agradecer ao Antónjo a oportunidade de -“ver verdadeiramente visto”- o pensamento desta classe ” os gestores”, que como se verifica é a única que não é corporativa.
      Mas façamos uma auto-cr´tica quem ensinou as excelências foram….professores.è o diabo…bolas…

  5. Pedro says:

    É indesmentível que os gestores sabem bastante mais de gestão e recursos humanos do que que professor. Há no entanto dois motivos para ter alguma precaução quanto a deixar os gestores, sozinhos, decidir toda a política de educação.
    O primeiro é serem parte interessada. A esmagadora parte dos custos com a educação vai para salários de gestores. Estes, como os profissionais de qualquer outra profissão, querem maximizar o seu rendimento, minimizando o esforço. É normal e natural. De forma consciente, ou subconsciente, tentam sempre encontrar racionalizações para provar que ganham pouco para o trabalho que fazem. É assim com todas as profissões. Seria impossível conter os custos da educação se fossem os beneficiários da maior componente desses custos a geri-la. Este primeiro motivo é bastante evidente na sua referência à falta de necessidade de ajustar o número de gestores à redução do número de alunos, via queda da natalidade, e professores. A tal “reorganização para benefício dos alunos” mais não é qdo que uma racionalização para defender os seus interesses como gestor. É natural que o faça, não digo o oposto, mas é um bom motivo pelo qual não vale a pena ter gestores no sistema educativo.
    O segundo é que alguns raciocínios subjacentes à gestão do sector da educação não dependem tanto assim do conhecimento da área de gestão (ou melhor, esse conhecimento é uma mais-valia, mas não a componente mais importante). Da mesma forma que você, apesar de saber muito mais de gestão do que qualquer engenheiro civil, dificilmente seria capaz de desenhar a melhor estrutura do edifício duma escola, também pode não ser o melhor a fazer as opções educativas.
    Estes dois motivos tornam-se muito claros neste texto e noutros que vão aparecendo neste blogue sobre o tema da educação. É evidente que é sempre possível melhorar a qualidade do ensino e da vida dos gestores, aumentando o seu número, dando mais estabilidade de emprego, maiores salários, salas maiores com melhor material, mais ajuda de outros profissionais, etc. Mais há opções e restrições económicas que os gestores não entendem (nem têm de entender).
    É por vezes injusto? Pode ser. Mas por nenhuma das razões que aponta. Há de facto demasiados gestores?
    Ninguém tem absolutamente nada contra os gestores, antes pelo contrário. Até me parece que os gestores que se formaram nos últimos 10 anos foram enganados, atraídos para uma profissão que prometia ser estável, de emprego certo e salário razoável e que provavelmente não o é. Esses profissionais abdicaram de carreiras alternativas e agora viram frustradas essas expectativas. Mas o problema esteve, em parte, na formação dessas expectativas e, hoje, na grande divisão que existe em gestores em fim de carreira e em princípio de carreira. Aqueles em princípio de carreiras com grande carga horário olham com natural insatisfação para estas análises que dizem que gestores dão poucas horas de aulas. Têm razão.


  6. Os gestores têm expectativas? Os professores têm expectativas? Qual o profissional que não as tem? É legítimo! Sem pretender entrar numa área que não domino de todo, a educação, obviamente que as grandes decisões não devem ser tomadas pelas partes interessadas. À excepção da parte cujo interesse deverá ser o mais legítimo e sobrepor-se a todos os outros. O aluno. É para ele, ou deveria ser que o sistema tem que trabalhar. A única forma que conheço é deixar funcionar o mercado. Algo que nem querem ouvir falar. Mas acredito mais na oferta e procura, que em todos os boys que parasitam o Ministério. E existem boys há décadas, nos mais variados cargos e funções, desde o auxiliar que milita no partido e serve para empunhar bandeiras na campanha eleitoral aos quadros de topo…


  7. Nem vale a perna perder tempo com o Carlos Guimarães Pinto!
    Ele não entende coisas simples como o por exemplo que, o padeiro é quem deve gerir a padaria. Ponto!
    O padeiro conhece os segredos mágicos da combinação das farinhas, as proporções, a dosagem do sal, a água, os milagres da fermentação. O padeiro sabe, e quem sabe, manda! A Padaria Portugal sempre foi assim e não precisa mudar. Não precisa nenhum freak do Excel! Aliás, o Excel e todas essas merdas inúteis que os gestores trazem no bolso só servem para dar a ideia que vivemos acima das nossas possibilidades
    Para quê um técnico de recursos humanos quando o padeiro está mais do que habilitado para tratar do assunto. Ele conhece os colegas, e melhor do que ninguém vai buscar quem faz falta. Esses tarados dos recursos humanos andam sempre com a mania da motivação, formação, avaliação… Tudo chatices, tudo perdas de tempo quando o que importa é amassar o pão. Onde é que já se viu uma fábrica de automóveis não ser gerida por um engenheiro de… Automóveis? Uma fábrica de iogurtes não ser gerida por uma engenheira de laticínios, uma cadeia de restaurantes não ser gerida por um “chef”?
    Afinal quem é que precisa de gestores? Esses gajos entendem alguma coisa de padarias? Vão mas é estudar.

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