A reprova


Para avaliar candidatos a professor fazem-se uns testes giros. No último incluía-se um texto de José Manuel Fernandes. Repito: o analfabeto José Manuel Fernandes, que enquanto escreveu à borla no Blasfémias provou várias vezes ter com a gramática uma relação semelhante à que eu tenho com Passos Coelho. Se, mesmo revisto como sempre sobreviveu na profissão onde entrou um homem que escreve fazido à pala de mero oportunismo político, eu encarasse um texto de José Manuel Fernandes e tivesse de a partir dele escrever alguma coisa, juro que bloqueava, ou melhor, bloceava.

Já em prova anterior José Adelino Maltez, homem culto e professor universitário, experimentou e falhou:

Uma larga percentagem daqueles que foram vossos professores, sobretudo os bons, nunca resolveriam estes testes, porque leram livros ao invés de perderem tempo com quebra-cabeças.

Finalmente, uma anedota e uma constatação: os que fizeram esta prova e efectivamente estão a leccionar mas já tinham quatro anos de serviço, podem chumbar à vontade, para o ano continuarão na profissão porque atingiram os cinco anos de tempo de serviço. Sim, já aconteceu este ano, há professores a leccionar que chumbaram na prova. Quem tal prova inventou não chumba em lógica, reprova em bom senso.

A constatação: Alexandre Homem-Cristo é um  cobarde, repetitivo. Não o fosse e teria respondido, vá lá por escrito, ao que lhe desenharam o ano passado, a idiotice do seu insulto a todos os professores portugueses; mas como é timbre dos betitos insurgentes, insulta na sua redoma, e agora no Observador é bem pago.

Sobre João José Cardoso

Comments

  1. Esta prova é o paradigma da inutilidade do senhor ministro da educação e ciência. O homem quer provar o quê com este tipo de testes? Que há professores que não são bons a resolver charadas? Se entende que a formação inicial de professores está debilitada, que feche os cursos de ensino superior que os formam. Ou é preciso fazer um desenho?

  2. Jorge Martins says:

    Esta prova só prova que o (C)rato é um zero.

  3. Francisco Amaral says:

    gostei dessa do analfabeto ! eheheehh … estás a desafiar o poder dos media. Pior, dos media que vivem não se sabe bem como. Quer dizer, imagina 🙂

  4. Filipe Inês says:

    Por isso estamos como estamos. Se diz a verdade, este Sr. Professor Catedrático mostra como é urgente o exame. A minha filha que está no 12.º ano e que é boa aluna experimentou fazer 2 provas-tipo. Em ambas teve 20 valores.
    Em seguida foi fazer uns exames do 12.º, para se preparar.
    A minha filha, pelos vistos merece mais o título do que o Sr. M.
    Não admira nada Portugal ter chegado onde chegou

    • Estamos como? qual é o problema? o do ensino em Portugal estar melhor, pese o esforço do governo para que não esteja?
      Quanto à sua filha, quem corrigiu a composição? foi ela? foi um professor de português?
      Se está a referir-se ao resto da “prova”, resolvê-la apenas atesta uma coisa: tem jeito para passatempos e acrobacias mentais. Os meus parabéns.

    • martinhopm says:

      Sr. Filipe Inês: a sua filha, aluna do Secundário ao que deduzo, fez a PACC e obteve 20 valores?
      Deve ser um génio! Parabéns!
      Quanto à prova: não prova nada, não avalia nada e não melhora nada. Trata-se de uma birrinha do autocrata Crato.

  5. Uma sugestão para a próxima PAC: coloquem lá um Sudoku do tamanho de uma página A4 ou talvez duas figuras, aparentemente iguais, para que se lhes descubram as diferenças. Melhor, um daqueles passatempos chamados “sopa de letras”. Que tal? Quem conseguir 50% de êxito pode lecionar. Chega de enxovalhos à classe docente!

  6. joao lopes says:

    uma prova aos professores onde uma pergunta é a seguinte:”o selecionador nacional convocou 17 jogadores para o proximo jogo.deste 17 jogadores,6 ficarão no banco como suplentes” a pergunta continua,mas é tão estupida que não vale a pena reproduzir.pergunta:mas foi para isto que o crato,o ze fernandes,a (mentirosa) helena catequista matos,andaram a dizer mal dos professores,uma vida inteira?.como diz o V.P.Valente,o dr.crato perdeu a cabeça e a estupidez anda à(ou há? como é,idiota jmc?) solta.

  7. Pedro Martins says:

    Erraram nas perguntas de interpretação dos textos. Erraram em leituras básicas de gráficos. Deram erros ortográficos. Justificação: “…nunca resolveriam estes testes, porque leram livros” – deixem os Pedro Chagas Freitas e as Margarida Rebelo Pinto desta vida em paz, então – “ao invés de perderem tempo com quebra-cabeças.” – matemática é quebra-cabeças. Não admira o estado a que isto chegou.
    O Ministério cedeu às pretensões dos sindicatos: “…uma anedota e uma constatação”.
    Brilhante!

  8. Um acordo mal desenhado por sindicatos agarrados ao tacho publico e ministros com medo dos votos daria sempre abortos, nas suscessivas figas para a frente num problema -gente a mais que não quer ser escolhida com critério no mérito, e alemães a menos com vontade de pagar almoços gratis, daria esta pantomina. Coisas do PREC. Temos agora aí o laboratório de Atenas para conferirmos do camarote e ao vivo no que daria prolongar o prec.

    • Vomitar a posta de pescada do costume fica sempre bem, é de abortadeira. Prove lá que há professores a mais, que uma prova destas selecciona pelo mérito e que a Alemanha paga mais do que recebe com o euro.
      Enfim, a extrema-direita mete o mp3 em loop, o costume, muito modernaço.

Trackbacks

  1. […] sei que, para o Paulo Guinote e o João José Cardoso, é muito mais estimulante insultar e difamar o mensageiro quando não se gosta da mensagem do […]

  2. […] Na última semana somam-se dois incidentes significativos. Maria João Marques dedica um título a Ana Cristina Leonardo, por via de um comentário seu no facebook, e eu levo com meia prosa por tabela, derivando de umas linhas que ali tinha deixado. Sempre foi uma forma airosa de responder a expressões que já tinha escrito no Aventar sem colocar uma ligação para o Aventar, airosa mas mesmo assim pesadota, e que não deixa de tropeçar com estrondo. Depois, Alexandre Homem Cristo irrita-se porque se imagina dono e senhor exclusivo do insulto, lá sai uma ligação que teve direito a este trackback. […]

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