Da xenofobia vigente

Nos últimos dias por intermédio das redes sociais, tenho contactado com opiniões compiladas de várias pessoas que estão contra a vinda dos refugiados. Não vou estar aqui a dizer o que é óbvio: que nas redes sociais há muita xenofobia, que todas estas opiniões xenófobas e racistas são baseadas somente em ignorância e que as pessoas que debitam estes disparates são imbecis. Tudo isto são evidências. Para mim o problema, no caso de Portugal, vai para além disso.

Os portugueses têm muito a mania de que são um povo de brandos costumes. Ou seja, o português não é violento, o português é tolerante, o português é hospitaleiro, o português é amável, o português recebe bem, o português não gosta de conflitos. Este é o nosso excepcionalismo. Não somos a primeira democracia do mundo, como a Grã-Bretanha, nem os criadores da sociedade moderna como a França, mas somos melhores porque somos calminhos e simpáticos. Como dizia a Amália, “A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente.” Gostamos de nos pensar assim, nesta casa portuguesa de receber bem alguém que entra, que bate humildemente à porta.

Só que isto é tudo uma treta. Os portugueses são capazes de ser tão egoístas e acéfalos como os outros. Há pessoas que argumentam em relação à França que os franceses votam na Frente Nacional porque são tradicionalmente xenófobos e chauvinistas ao passo que os portugueses são o Ghandi das relações culturais. Mas claramente a razão pela qual os franceses votam na Frente Nacional ou os ingleses no UKIP nada tem a ver com o carácter nacional – se tal coisa existe. Tem a ver com o facto de eles lidarem com realidades multiculturais e migratórias com as quais nós não lidamos porque não temos cá gente para isso. Ou seja, a razão pela qual os franceses são – fazendo uma generalização que corre o risco de ser redutora e injusta – mais preconceituosos do que os portugueses é porque eles têm oportunidades para isso. Têm mais gente “diferente” e em Portugal as “diferenças” são muito mais atenuadas. Ou pelo menos, para evitar a generalização, a razão pela qual isso é tão óbvio é porque a emigração – especialmente do Norte de África – é uma realidade muito mais consumada no caso de França e consequentemente há uma maior resistência, do que no caso de Portugal onde o multiculturalismo não é, excepto nas grandes cidades, uma realidade presente. No fundo, os portugueses só não são mais xenófobos porque não podem. No fundo, a razão pela qual o PNR é um partido reduzido à insignificância que merece é porque não há assunto. Esta é que é a questão. Nada tem a ver com o facto de “sermos bonzinhos”. Não há povos mais bonzinhos do que outros, isso é uma abstração ridícula que não tem fundamento. Há pessoas. Há pessoas piores e há pessoas melhores.

Eu estou a falar de um fenómeno de redes sociais claro, com a honrosa excepção do José António Saraiva que é o cromo oficial da opinião pública (o último artigo dele é sobre casas de banho!). A solução do Zé António para a crise dos refugiados – ele chama-lhes “invasores”, opinião que revela, parece-me, preocupantes semelhanças com o PNR – é a criação de dois estados que “funcionem como territórios de acolhimento”. Só não se sabe onde esses estados vão ser criados. O Zé António deve saber coisas que nós não sabemos como por exemplo, onde está a Atlântida, único local possível para mandar os refugiados. Israel e a Palestina estão em guerra há 60 anos por um bocado de território que não é maior do que o Alentejo e este homem acha que podem ser assim criados territórios internacionais do nada – sem respeito pelo Direito internacional nem nada desses pormenores aborrecidos. Este senhor é director de um jornal e é pago. É pago, repara-se. Ele recebe dinheiro em troca destas opiniões. Ao menos à malta do facebook ninguém lhes paga e ninguém lhes compra o jornal. Contudo, as opiniões mais chocantes e violentas encontram-se precisamente nas redes sociais. Agora vocês dizem-me: mas as redes sociais são o epicentro das imbecilidades e do discurso violento, porque as pessoas escondem-se atrás de um ecrã e não percebem que o que dizem pode ter consequências. Isto é verdade até um certo ponto. O problema é que eu tenho alguma dificuldade em acreditar que alguém que diz coisas como: “era matá-los a todos” ou “eu já tenho a minha [introduzir nome de arma de fogo] preparada para eles” não expresse essas opiniões perante a família e os amigos. Custa-me a acreditar que quem diz na internet que o quer é matar todos os sírios chegue depois à mesa e diga à mulher, “estás a ver Alzira, nós temos que ajudar estes desgraçados”. As pessoas não deixam de ser estúpidas e racistas a partir do momento em que saem do Facebook.

Tudo isto para concluir: a xenofobia e o racismo não são atitudes correctas ou civilizadas. Todo e qualquer preconceito tem como base a ignorância e falta de inteligência tanto intelectual como emocional. A falta de empatia – ou o sentir mais pena de um leão do que de um ser humano – inclui-se nesta inteligência emocional. Os verdadeiros valores Europeus são a liberdade, a igualdade, a fraternidade e a tolerância. O resto é treta. E sinceramente, como é que uma civilização que dura há 5000 anos se sente ameaçada por refugiados, por gente que está a fugir da guerra porque não tem outra solução? Quão inseguro tem alguém de ser em relação à sua identidade, à sua cultura para sentir que não pode ajudar, que não se deve ajudar estas pessoas? Quão cobardes temos de ser para não perceber que o medo é um sentimento natural mas que não pode governar as nossas vidas, as nossas decisões, o nosso carácter e a nossa humanidade?

Comments

  1. omaudafita says:

    “Não vou estar aqui a dizer o que é óbvio: que nas redes sociais há muita xenofobia, que todas estas opiniões xenófobas e racistas são baseadas somente em ignorância e que as pessoas que debitam estes disparates são imbecis. Tudo isto são evidências.”
    Que exemplo de pessoa tolerante!

    • Ferpin says:

      Não sou advogado de defesa da autora, mas parece-me que constatar tanta abjeção por parte de alguns dos nossos concidadãos e não defender que seja preciso matá-los a todos, é manifestação de tolerância.

    • Daniela Major says:

      Eu não sou tolerante para com a intolerância. Isso seria o fim da tolerância. O Popper explicou: https://en.wikipedia.org/wiki/Paradox_of_tolerance E sim, eu acho que estas pessoas são imbecis mas não acho que devam ser mortas.

      • JgMenos says:

        E que me diz dos imbecis que querem frontreiras abertas, acolhimento sem controlo, assistencialismo sem condições?
        Anda um filme na Internet de refugiados a recusar alimentos por na embalagem haver a cruz da Cruz Vermelha. É para tolerar, Ó Tolerante?

        • Daniela Major says:
          • JgMenos says:

            All foods are considered halal except the following sources:
            Swine/Pork and its by-products
            Animals NOT properly slaughtered according to Islamic method or dead before slaughtering
            Alcoholic drinks and intoxicants
            Carnivorous animals and birds of prey
            Blood and blood by-products
            Foods contaminated with any materials from above categories
            Há que reorganizar os matadouros para lhes dar um bife!!!

            E quanto ao demais, what say you?

          • JgMenos says:

            Noutra versão: « we don’t want food, we just want to croos the border ».
            Já agora isto vai de qualquer maneira…
            Os campos de teino militar disponibilizados pelos americanos estão vazios de candidatos.
            Eles vêm para cá e nós mandámos os nossos lutar pelos direitos deles para os podermos recambiar!

          • Daniela Major says:

            Eu dei-lhe um site fiável com informação fiável e o senhor está-me a citar coisas que não interessam minimamente porque o que está em causa não é o que é halal ou não. Ou seja, a razão pela qual eles recusaram comida foi em protesto por terem passado a noite à chuva e por quererem sair dali e a polícia não deixava. Não teve nada a ver com o halal ou com a cruz vermelha. Está a ver o nível de argumentação? É isto. Já acima após ser confrontado com uma falácia o comentador resolveu postar um vídeo completamente descontextualiazado em que muitas das imagens nem são sobre os refugiados e onde as notícias apresentadas são falsas. Eu não consigo debater com gente assim porque eu estou habituada a pessoas que sabem reconhecer as fontes fiáveis e que conseguem construir argumentos racionais, e não pessoas que acreditam que um site na internet chamado “perigo islâmico” ou “therealtrueaboutmigrants” é fiável. Lembra-me aquele militante do PNR que foi dizer que havia um estudo em que todos os homossexuais são pedofilos e quando perguntado onde é que ele viu isso ele diz: “li na internet”. Na internet eu posso ler que o 11 de Setembro foi obra da CIA mas isso não quer dizer que seja verdade.

            Ficam muito ofendidos com o que eu escrevi no post mas não se apercebem que são o perfeito exemplo de tudo o que eu disse. Já não há pachorra.

          • JgMenos says:

            Fácil mesmo é largar os argumentos da mensagem e tratar de fazer a folha ao mensageiro, ó Tolerante.
            Os seus sites invocam dois motivos que suscitam dois comentários e é tão só isso.
            E sempre suspeito que quem evita julgar ambiciona não ser julgado, ó Tolerante!

      • omaudafita says:

  2. Mónica says:

    Ignorância é uma das causas desta xenofobia assustadora. Ninguém ainda explicou muito bem ainda aos portugueses onde se irá buscar os recursos para ajudar estes refugiados, nem que convenções o país assinou e que o obrigam moralmente a aceitar refugiados, mas que também serviriam para os cidadãos portugueses caso precisassem. Ontem ouvi alguém ligado a uma associação de acolhimento a refugiados dizer precisamente que o governo deveria informar os portugueses como tudo se processa. Concordo e não percebo como isso ainda não aconteceu. Talvez porque a campanha eleitoral domine tudo. E por isso temos o tal PNR e outros a cavalgarem esta situação. Não deixo de pensar que somos um povo contraditório, por um lado há tantos que se dizem cristãos e católicos e em vez de praticarem esses valores, o de dar aos outros mesmo tendo pouco por exemplo, reagem furiosamente a que se dê um pouco a quem terá ainda menos que nós, a quem deixou tudo para trás. Pelo facto de ser professora tenho seguido mais as páginas de Facebook ligadas à educação e há “colegas” contra a vinda dos refugiados. Estão agarrados às ideias que isto é uma invasão de muçulmanos e que eles vão dominar-nos, ou então aquela ideias de “ajudem primeiro os nossos e depois os outros” e não “percebem” que estão a ser xenófobos. Colegas que colocam links de vídeos, e páginas da internet duvidosas e xenófobas, que não sabem se são verdadeiros ou não e a acreditarem piamente no que estão a dizer! Eu pergunto o que irá esta gente dizer quando um aluno lhes pedir para explicarem o que se tem passado?
    Já agora pergunto também onde andam as pessoas que se manifestaram por Timor há uns anos atrás? Aí já foi mais fácil sentir empatia porque os timorenses não estavam cá? Ou só porque eram católicos??

    • omaudafita says:

      Sabe o que é a OMM?

      • Nascimento says:

        Eu sei!!!!! QUANTO A TI TAMBEM SEI O QUE ÉS!!!!UM F. DA P.!!! PEÇO DESCULPA Á AUTORA DO POST MAS NÃO HÁ MEIAS TINTAS COM SUINOS NAZIS!!!


  3. Primeiro quer mostrar que os portugueses são tão xenofobos como os outros; mas esqueceu-se de colocar nas suas narrativas, a quantidade de pretos com que nós há muitos anos, convivemos diariamente, sem que se veja atitudes cretinas como vê em França ou Alemanha (Uma vez servi de guia a um preto da Guiné que nem falava portugues ,ele no 1º e 2º dia parava a falar com todos os pretos que encontrava – e já vinha de França e Espanha; uma semana depois deixou-se disse, por perceber que temos tantos pretos ,que se mantivesse aquela atitude de amizade , não fazia mais nada que conversar o dia todo).
    Tambem noto que deixou de mencionar que na Inglaterra , França, Belgica os locais (super cretinos), se dão ao racismo de criar escolas separadas para meninas e meninos, com veu ou sem veu, além doutras manifestações de ” civilizaçaõ” que envergonham qualquer portugues. Estamos num estado laico e quem vem, seja porque não podemos ou pela razão certa, não é não pode e nunca será tratado doutro modo.

  4. omaudafita says:

    Este artigo não é da minha autoria.

    OIM: a organização dos migrantes

    Por exemplo: é dos últimos dias a notícia de migrantes sufocados num camião enquanto tentavam entrar na Europa.

    Dezenas, centenas de milhares de pessoas que partem de Países longínquos para viagens perigosas, onde a morte é mais do que uma possibilidade. Objectivo: a Europa, esta espécie de El Dorado. Alguns (a maioria) morrem no meio do mar, outros fechados em contentores, outros simplesmente de fome e por causa da fadiga.

    Não é um normal fenómeno de migração: é uma deslocação em massa, quase um êxodo. E Bruxelas observa, aparentemente incapaz de tomar uma iniciativa qualquer. Quando uma iniciativa parte, é feita de palavras para criticar quem tenta controlar o fenómeno, como no caso da Hungria. Aí levanta-se o coro dos bem-pensantes: “xenófobos” é o epíteto mais ouvido. Sem dúvida: mais simples ficar a observar sem mexer um dedo.

    Porque nos últimos meses temos assistido a esta movimentação humana sem precedentes? Porque agora? As fronteira europeias estão abertas há muito, não houve mudanças neste sentido. Os Países de origem (esqueçam os “refugiados sírios” anunciados pelos órgãos de informação: estes são uma minoria, a maior parte são oriundos da África subsahariana, do Chade para baixo) não atravessam períodos particularmente complicados: morrem de fome agora como morriam antes, sem que ninguém dos Países ricos faça algo (a não ser as organizações “humanitárias” dos vários “filantropos” como Bill Gates). Nenhuma novidade, portanto.

    A vaga do fundamentalismo islâmico? Não, nem ela: esta interessa apenas algumas zonas dum número limitado de Países, não é suficiente para justificar esta maré de desesperados.

    Desesperados? Isso mesmo: desesperados. E aqui surge uma dúvida: como podem tantos pobres encontrar o dinheiro suficiente para abandonar os seus Países de origem e chegar até a Europa? Onde encontram os montantes?

    Bayin Keflemekal, enfermeira da Eritreia com 30 anos de idade, pagou 6.500 Euros para alcançar a
    costa da Líbia. E falta-lhe ainda a travessia do mar. E não é uma excepção. O preço para uma viagem Líbia-Italia ronda os 5.000 Euros (pouco mais do que 20 mil Reais). Aparentemente não é um montante astronómico, não segundo os bolsos dum Europeu. Mas o que dizem os bolsos dum Africano?

    Um exemplo: o Ghana, uma das principais “fontes” de imigrantes. Um Euro vale 3 Cedis (a moeda local), portanto 5.000 Euros são 15 mil Cedis. Qual o ordenado no Ghana? 200 Cedis é a média. Dado que na Italia o ordenado médio é de 1.300 Euros, eis uma proporção:

    15.000 : 200 = X : 1.300

    onde X é quanto, em proporção ao ordenado italiano, custaria a viagem via mar tendo como base o real nível de bem estar no interior dos respectivos Países. Quanto vale X? Vale isso: 97.500 Euros, 393.445 Reais. Este é o dinheiro “real” que um cidadão do Ghana tem que encontrar para alcançar a Europa via mar (e nem falamos da viagem Ghana – Líbia).

    97 mil Euros? Quantos no Ghana podem permitir-se uma despesa assim? Estes seriam os “desesperados” que arriscam a morte para alcançar a Europa? Algo não bate certo, é evidente.
    É este o mesmo raciocínio feito pelo site suíço Le Observateurs, dirigido pelo professor Uli Windisch, o mesmo que criou a Escola de Comunicação e Jornalismo na Universidade de Genebra.

    A suspeita do Observateurs: há organizações que favorecem as viagens destes “desesperados”? E mais: esta não é apenas a dúvida do site suíço, muitos na Europa começam a pôr-se a mesma pergunta.

    A resposta é simples: sim, há organizações que “incentivam”. E não são organizações de criminosos, pessoas que querem apenas o dinheiro dos desgraçados. Nada disso: os criminosos são apenas o último elo da cadeia, os que recebem o dinheiro para efectuar as viagens da morte. Antes de chegar aos criminosos, deve haver quem proporcione o dinheiro.

    O diário francês Le Monde recolheu o testemunho de alguns desesperados na costa da Líbia. E sim, há organizações que contactam os migrantes uma vez chegados na Líbia, para que a viagem possa acabar. E deve haver alguém também nos Países de origem, alguém que proporcione o dinheiro para que a viagem possa até começar.

    Por isso a atenção da jornalista belga Anne Lauwaert, que publica também no Observateurs, focou-se num nome: Organisation Internationale pour les Migrations (“Organização Internacional de Migração”, OIM).

    A OIM é uma organização criada em 1951 a fim de solucionar os problemas relacionados à migração que haviam sido agravados pelo fim da Segunda Guerra Mundial. Dela fazem parte mais de 149 Países e, com mais de 400 escritórios em todo o mundo, é membro observador das Nações Unidas, colaborando também com as agências especializadas da ONU. Com mais de 8.400 funcionários e um orçamento anual de 1.675 biliões de Dólares, a OIM é dirigida desde 2008 pelo Embaixador dos Estados Unidos William Lacy Swing e, entre as outras coisas, organiza as eleições para os refugiados fora da pátria deles, por exemplo no Afeganistão em 2004 e no Iraque, em 2005.

    Repetimos: 149 Países membros, mais de 400 escritórios pelo mundo fora, mais de 8.400 funcionários, contactos com as agências da ONU, um orçamento de 1.675 biliões… esta não é uma miserável ONG, esta é uma multinacional da emigração. Alguma vez ouviram falar dela? Não? Normal.

    E até organiza as eleições. Pelo que: antes o País é destruído, depois chega o OIM para implementar a democracia que ninguém tinha pedido. A quadratura do círculo, nada mal mesmo.

    Uma leitura da página web da OIM esclarece quais as ideias: a missão “é comprometida com o princípio de que a migração humana e ordenada faz bem aos migrantes e à sociedade”.
    Já por isso deveriam ser presos todos, mas continuam:
    Numa era de mobilidade humana sem precedentes verifica-se que há uma urgente necessidade compreender plenamente as ligações entre migração e desenvolvimento, tomar medidas práticas para que a migração possa servir mais os interesses do desenvolvimento e elaborar soluções duradouras para situações migratórias que criam dificuldades. Neste campo, o filosofia da OIM é que a migração internacional, se gerida de forma adequada, contribui para o crescimento e a prosperidade dos países da origem e de destino, e para o lucro dos próprios imigrantes.
    Traduzindo: a migração é a melhor forma de proporcionar mão de obra de baixo custo que possa ser utilizada nas fábricas das multinacionais. De resolver os problemas que ficam na origem da migração nem se fala, bem melhor criar novos escravos.

    De acordo com esta linda teoria segundo a qual “migrar é bom”, a organização promove a emigração em massa. Normal: a OIM é uma das várias armas utilizadas pelos poderes fortes na óptica da globalização. E raciocina enquanto tal:
    A OIM faz apelo para arrecadar 80 milhões de Dólares para dar apoio às famílias dos refugiados espalhados por todo o Iraque. Porque, vocês têm que saber, 3 milhões de Iraquianos foram expulsos das casas deles por causa de conflitos violentos.

    William Lacy Swing
    Qual será a causa desses conflitos violentos? Ehhh, difícil responder. Talvez o Pentágono pode ter uma ideia. Se os sauditas, os turcos, os americanos, os israelitas parassem de fornecer armas e assistência ao Califado, quem sabe, isso poderia ajudar, não? É apenas uma hipótese que, em qualquer caso, não aparece nas páginas do OIM.

    Talvez seria engraçado ter do simpático director Lacy Swing, ou dum dos seus oito mil e quatrocentos apóstolos, mais algumas informações sobre a grande migração de África para a Líbia, e daí para Italia, Grécia, Espanha, ex-Jugoslávia, Hungria. Afinal ele passou uma vida de diplomata na África, terá alguma opinião sobre o que fez aumentar brutalmente as deslocações e os afogamentos em massa no meio do mar.

    A dinâmica das migrações costuma atingir tais picos somente perante um evento catastrófico, como guerras, fome, genocídios… Mas dado que na África nada mudou nos últimos tempos, não haverá, por acaso, alguma “promoção” do êxodo? Se calhar feita por alguém convencido de que “emigrar é cool”?

    Ipse dixit

    Fontes: Le Observateurs, Organisation Internationale pour les Migrations
    – See more at: http://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2015/09/oim-organizacao-dos-migrantes.html#sthash.oR5wvOXp.dpuf


    • Parabéns pela veracidade das suas palavras. Faltou, talvez referir, que esses migrantes vêm engrossar a lista de mão de obra a baixo custo. É a mina de ouro para os grandes empresários.

      • omaudafita says:

        Não são minhas as palavras. Podem ver o artigo no link disponível.


    • Muito bom post. Noto que podia também esclarecer, as verbas envolvidas nos salarios só para o staff- e veria que são “voluntarios” com salarios de 4 mil € mes. Outro ponto de vista que foi menos realçado, foi o dos próprios imigrantes e porque se mobilizam tanto; não cometa o erro de misturar os protagonistas principais, como uns robots nas mão tenebrosas; não pode nem é assim que as coisas se passam. Começam por a vida dos locais se tornarem tenebrosas; continuam nas noticias que alguns que foram ha muitos anos mandam e do dinheiro que enviam as familias; e segue que muitos dos actuais imigrantes, são medicos, engenheiros.. gente que fala ingles e sabe pensar; o contrario do que os maus jornalistas e incriveis blogers, com aqui vemos, fazem crer- provavelmente com boas intenções,espalhando na opinião publica, que já por si tem tendencia, para considerar os diferentes ,como perigosos.
      Basta uma folha de calculo e todo o alarmado, pode com serenidade e por si, vereficar que mesmo que rodos os imigrantes que a UE quer que nós recebamos(e sabemos que nem eles querem vir para Portugal), na rua entre 100 pessoas vai encontar dois imigrantes!! Assustador não é!!!eheeheheh

  5. Rui Moringa says:

    As pessoas-migrantes- não são responsáveis por aquilo que lhes está a acontecer. É a guerra, é uma nova fase de guerra.
    A Europa está a perdê-la.
    É tudo um negócio, até dos botes…


  6. Eu gosto de morenas e ruivas mas não me agradam louras. Serei “xenófobo”? Esta questão da xenofobia anda muito mal explicada e foi apropriada pela esquerda “totalitária”, dona absoluta da razão, e para a qual, quem pensa diferente é “imbecil”. Pois eu reclamo o direito de não querer gente de fora a entrar à maluca no espaço europeu, sem controlo, sem obediência à legislação, sem planeamento do que quer que seja, e no mais completo caos. Em consequência desta minha abordagem sou mais uma racista xenófobo… E diga-se de passagem, com bastante orgulho.


    • Com os imbecilidades que lê acha que são donos da verdade absoluta? !!!

    • Pedro says:

      És racista xenófobo com orgulho? É assim mesmo é que se fala e eu defenderei até ao fim o teu direito a ser idiota.


      • Esse efeito estilístico norte americano produz um belo “soundbite” porém termina no habitual desrespeito pelas opiniões dos outros. Qualquer criatura que tolera e defende o direito dos outros se pronunciarem e terem opinião embora a desprezem e empurrem para o foro psiquiátrico são um belo exemplo de democratas… Pois eu posso discordar do que dizes mas aceito à partida que seja eu a poder estar errado. E talvez esteja… Felizmente para ti não tens dúvidas acerca da tua razão e toleras-me enquanto “idiota”.

        • Pedro says:

          É óbvio que não tenho nenhum respeito pela tua opinião. Só os relativistas acham que todas as opiniões merecem respeito. Ora, pensa lá: se te acho idiota e burro, porque raio te respeitaria? Pensa!…

  7. Ausente52 says:

    Germany que agora controla as suas fronteiras para estancar a “invasao” passou de caridosa a xenofoba e o governo alemao a uma cambada de imbecis.

    • Artur says:

      A Merkel fez asneira e da grossa. Precisavam de mais escravos mas ingénuamente não contaram que a mensagem “vinde que as portas da Europa estão abertas” fosse alastrar tão rapidamente e com estas proporções. Era assim tão dificil de prever que os milhões e milhões de pobres espalhados pelo globo, ao verem as multidões a entrarem livremente na Europa, também se pusessem a camhinho para tentarem a sua sorte? Mulheres a comandar dá nisto…falta de capacidade de pensamento abstracto e de antevisão das eventuais consequências a longo prazo.

      • joão lopes says:

        por falar em xenofobia,estou com vontade de ser racista com a…volkswagen e dizer a toda a gente que os alemães da volkswagen são burlões e mentirosos e não comprem carros da volks,da porche e da opel.isso mesmo,descriminação com as marcas atras referidas…