O discurso que Cavaco Silva não fez mas deveria ter feito


Portugueses,

Tendo recebido os representantes dos partidos que elegeram deputados para a Assembleia da República e estando os resultados eleitorais publicados em Diário da República, compete-me proceder à indigitação do primeiro-ministro com o objectivo de constituir governo.

Os vossos votos determinaram que a força política vencedora não tenha tido maioria parlamentar. Por outro lado, é do conhecimento público que um conjunto de partidos tem procedido a negociações com vista a constituir uma maioria parlamentar. No entanto, não me foram apresentados os termos de um acordo já firmado, que eu pudesse encarar como claro e proporcionador de estabilidade.

Neste contexto, é meu dever indigitar, como Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, líder do maior partido da coligação que venceu as eleições do passado dia 4 de Outubro.

Boa noite.


É isto. Sem necessidade de auto-justificações, sem acusações, sem ameaças e assumindo as decisões que lhe competem como Presidente de todos os portugueses.

Comments

  1. JgMenos says:

    …é do conhecimento público …
    Pode fornecer o link para o texto do acordo?

    • l.rodrigues says:

      Dificuldades de leitura?

      “conhecimento público que um conjunto de partidos tem procedido a negociações”


  2. SO FALTAM 137 DIAS PARA ELE VAGAR O LUGAR
    SO TENHO PENA QUE ELE TENHA UMA PENSAO TAO PEQUENA OXALA NAO PASSE FOME E AINDA POR
    CIMA COM OS CORTES QUE O OUTRO VAI FAZER


  3. De facto. Cavaco ficou prisioneiros das palavras que tinha dito antes e borrou a pintura com declarações inaceitáveis a um presidente da República.

Trackbacks


  1. […] O discurso, esse, é completamente inaceitável. O presidente da República de todos os portugueses faria este discurso. Mas Cavaco nunca foi o presidente de todos os portugueses e, como tal, entendeu que seria o […]

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