Marques Mendes arrasa governo PSD/CDS-PP

MMPPC

Sobre o embuste da “devolução” da sobretaxa, Marques Mendes não poupou nas palavras no seu espaço de opinião da noite de ontem na SIC Notícias e arrasou o governo Passos/Portas. Para o comentador, as manobras pré-eleitorais da coligação PSD/CDS-PP são “uma pouca vergonha” e uma “manipulação eleitoral“. O atraso no reembolso do IVA foi uma tentativa de “sacar votos“, “mentir aos eleitores” e “aldrabar os cidadãos“. E criticou ainda o facto de “até agora, o Ministério das Finanças, seja o secretário de Estado ou a ministra, não ter dado uma explicação. Este silêncio já é de mais. É um silêncio comprometedor“. Podia tudo isto ser dito por um qualquer radical de esquerda da frente golpista? Podia, mas não era a mesma coisa.

Comments


  1. Este “rato” já saltou do barco !!

    Gostava de saber se ainda foi a tempo!

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro João Mendes:
    Pessoalmente, não gosto muito (diria mesmo nada) de utilizar citações de pessoas que têm tido um comportamento claramente de “Secretariado Nacional da Informação” nos écrans televisivos, desde há muito tempo.
    Estas tiradas destes fascistas mais ou menos reciclados, não têm, para mim, qualquer impacto.
    Não vou com manipuladores que andam sobre uma linha saltando para fora e para dentro quando lhes dá jeito.
    Marques Mendes é um oportunista, independentemente daquilo que diz estar de acordo com aquilo que penso.
    Citar Marques Mendes aqui, é como citar Marcelo Caetano ou Salazar, coisa que vejo muitas vezes por exemplo, nas redes sociais e que sinceramente me espanta.
    É acima de tudo perigoso, por uma questão de credibilidade e
    Marques Mendes é um ser sem qualquer credibilidade.
    Este ser é um dos responsáveis pela desinformação massiva que se processa hoje nos ditos meios de informação, uma espécie de João Coito, com sotaque lisboeta.
    Naturalmente que não é meu propósito condicionar o meu caro João Mendes que me parece não ser do tipo condicionável. Este texto é tão só uma chamada de atenção e uma opinião que lanço daqui à Natureza.
    O “meu” inimigo político não passa a ser amigo, só porque cita o evidente e acima de tudo, se aproveita oportunisticamente, como sempre, para dar “um ar de esquerda” e assim continuar a enganar.


    • Não pense que usei as palavras do oportunista com o intuito de o credibilizar. Procurei apenas mostrar que, se um dos arautos do regime em queda é capaz de dizer coisas destas, alguém que em tantas ocasiões procurou mascarar outros embustes, então pouco haverá a acrescentar e, se dúvidas restassem, nomeadamente entre os PaF’s (que também por cá passam) a verdade está aí para toda a gente ver. Nem o Marques Mendes conseguiu proteger o PáF desta vez. O resto é o tal oportunismo que refere. Observando a decadência, aproveita para atirar umas pedras porque já vê o barco afundar e quer tentar desempenhar o papel do independente.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Tenho a certeza que nunca credibilizaria um impostor.
        Mas é totalmente verdade o que diz. Eu é que, sinceramente, já sorrio quando vejo estas ratazanas a opinar sobre os desmandos do resto da quadrilha. Conseguiram que eu desenvolvesse uma carapaça protectora.
        Cumprimentos.


        • Acontece o mesmo comigo. Mas não deixa de ser refrescante assistir confortavelmente à desintegração da Pafice. Quanto tempo até Passos ser engolido pelo aparelho do PSD?

  3. carlos figueiredo says:

    é crime dizer uma verdade, mesmo por quem ja tenha mentido? pobre País em que se prende por ter cao e por nao ter!

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Que verdade Carlos Figueiredo?
      A dele? A sua. Ou a minha?
      Estas ratazanas não dizem a verdade. Citam coisas e conotam-nas com o que dá mais jeito, colando-se à corrente.
      Não é prender por ter cão ou não ter. É antes, sim, COERÊNCIA, algo que estes ratos não têm..
      E termino: pobre País que tem pessoas tão crédulas como o caro Calos Figuiredo. Por isso, talvez, depois de tantos desmandos durante quatro anos, a quadrilha voltou a ganhar por maioria.
      E não esqueça: este verme é um dos responsáveis pelas sucessivas maquilhagens que se fazem a actos políticos que têm conduzido este País para o abismo social, cultural, económico e político.
      Cumprimentos.

  4. Anibal Gouveia says:

    Há muitos anos o cognominei “pintor de rodapés ” por tão baixo se colocar em várias situações. Hoje é mais do mesmo; então este cavalheiro não nos andou a vender o céu para as eleições de 4 de Outubro? Por muito que porfie não conseguirá livrar-se da trampa que vendeu aos portugueses mais distraídos.

  5. Nuno Magalhães says:

    O texto é interessante mas tem algumas imprecisões que o descredibiliza:
    Não é devolução do IVA que se está a falar mas sim da sobretaxa do IRS
    Os sublinhados e as citações deviam ser mais rigorosas para se perceber o que realmente foi afirmado pelo comentador


    • As citações são as palavras exactas usadas por Marques Mendes. Daí estarem entre aspas. A alusão ao atraso da devolução do IVA, parte da estratégia de aldrabar os números da execução orçamental está relacionada com este caso. Exactamente a que imprecisões se refere?

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  1. […] Marques Mendes personifica, ele mesmo, a pouca vergonha que agora aponta à manipulação eleitoral levada a cabo com a eventual devolução de 35% da sobretaxa de IRS em 2016. Nas entrelinhas do que diz, é claro o passar de culpas para o secretário de estado do CDS, Paulo Núncio, quando traz à baila o caso da lista de contribuintes VIP. Como se não estivessem todos alinhados na mesma estratégia. […]


  2. […] O conto para crianças da devolução da sobretaxa é, desde o início, um esquema eleitoralista concebido para aldrabar os portugueses, um clássico desta pandilha que remonta a 2011, quando Pedro Passos Coelho garantiu aos portugueses não aumentar impostos ou não vender património do Estado “como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro”, e que se repetiu em 2015 quando, já na recta final da campanha, fontes do governo asseguravam uma devolução de 35% da sobretaxa do IRS. Passadas poucas semanas do acto eleitoral, todas as previsões apontam para uma devolução na casa dos 0%. Surpresa? Nada disso, quem não engoliu a propaganda eleitoral do governo já sabia onde isto ia parar. Ou achará o caro leitor que alguém como Luís Marques Mendes roía a corda da forma como o fez no Domingo passado? […]


  3. […] uma significativa quantidade de votos à coligação do embuste. O caso foi de tal forma grave que o próprio porta-voz não oficial do anterior governo, Luis Marques Mendes, não poupou nas pala…. Agora é oficial: não há devolução da sobretaxa para ninguém. Foi apenas mais uma mentira de […]


  4. […] de há muito viver rendido à perspicácia do barão do PSD, suspeito que Marques Mendes se tenha esquecido de pensar antes deste momento de profecia […]


  5. […] A poucos dias das Legislativas, o governo PSD/CDS-PP anunciava a devolução de 35% do valor da sobretaxa, baseada em previsões cujo optimismo alucinado se apresentava como uma decorrência normal da estratégia de não olhar a meios para ganhar eleições. Porém, pouco após o acto eleitoral, o governo revia as previsões: a devolução seria afinal de 9,7%. A culpa era da quebra da receita do IRS. Duas semanas depois, a realidade bateu à porta e trouxe com ela os números da execução orçamental de Outubro. Depois do glorioso anúncio pré-eleitoral, os portugueses ficavam a saber que o governo se preparava para devolver 0% do valor da sobretaxa em 2016. De 35% a rigorosamente nada, a propaganda da coligação durou cerca de dois meses até ser revelado o embuste. Até Marques Mendes, guru do comentário político venerado para os lados da São Caetano à Lapa, se referiu a estas manobras como uma “pouca vergonha”, acusando a coligação PSD/CDS-PP…. […]

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