Do lado errado da Vida

É crescente a evidência de que a grande armadilha em que nos deixámos cair foi a de colocar a Economia no centro da nossa hermenêutica do mundo. É claramente isso que justifica o domínio avassalador da ética protestante e o declínio da nossa arte de viver.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    É mais e mais grave que isso.
    É o desbaratar de uma cultura construída nos últimos dois mil anos, substituindo-a por outra que nem 200 tem.
    É alijar valores fundamentais como o Humanismo e substituí-lo por valores completamente voláteis e inócuos.
    É copiar, mal, um modo de estar e resumir a civilização a uma moeda.

    • Nightwish says:

      E é ainda mais grave, uma vez que não se substituiu pela economia, que está uma merda por todo o mundo, contrariando os supostos tecnocratas. Substitiu-se por uma ideologia que a realidade continua a desmentir, mas cuja propaganda disfarça tão bem que as pessoas normalmente nem a discutem, discutindo antes um conjunto de lugares comuns e achismos que só de passagem têm algo em comum.

  2. Anasir says:

    Dissemos adeus à nossa cultura…

  3. eu avento says:

    Deixe lá a religião fora disto, homem.
    (estou farto de cruzados)

  4. joaovieira1 says:

    Na verdade, a economia e, também, as finanças, praticamente, em todos os países e sociedades desenvolvidos, tornaram-se o centro de todas as preocupações das pessoas, relegando para 2º plano, valores tradicionais que contribuíam, decisivamente, para a respectiva e indispensável coesão social. Se se juntar, porém, à hermenêutica alguma preocupação heurística, talvez possamos vir a descobrir novas estratégias de vida, sobretudo, se passarmos a incidir mais sobre o que somos e podemos como povo, país e sociedade, longe da tal globalização onde só alguns de nós ganham e todos os outros estão a perder.


  5. Estou inclinado a concordar contigo. Infelizmente é a mesma economia que permite a existência 7400 milhões de pessoas neste mundo. É um dilema que temos de resolver de alguma forma.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      É uma economia que não só quer esses 7400 mil milhões de almas, mas o dobro, se fo rpossível. Assim, como dizem esses novos Yuppies do dito empreendedorismo, põe-se um à porta e haverá 500 na fila para ocupar o lugar.
      Desta forma podem “regular-se” os salários,… e não perturbar nem o sistema financeiro, nem os Mercados, os deuses supremos desta merda toda.
      Assim pensa a nova “ordem” europeia… Esta é a sua cultura e por isso eu disse atrás que esta gentalha, nem copiar sabe. É que os Americanos no mínimo, têm respeito por eles mesmo. Pelo menos em interno e por isso mesmo a classe média ainda respira.

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