
A calçada portuguesa está a desaparecer do nosso chão, onde cumpria a função de céu.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

A calçada portuguesa está a desaparecer do nosso chão, onde cumpria a função de céu.
No dia 30 deste mês que hoje se inicia, o Aventar vai comemorar 10 anos. Queremos que comemorem connosco. Escrevendo, que é o que se faz por aqui. [Como participar]

O que acontece se o sector da Restauração e similares (restaurantes, bares, cafés, confeitarias, etc) não recupera rapidamente? “Nenhum problema, eu sou agricultor e produtor de fruta e legumes, continuo a plantar e a mãe natureza encarrega-se do resto”. Errado: o sector da Restauração e Similares é o principal consumidor de frutas e legumes. Sem […]
Há algo de compatível entre um Dão, colheita seleccionada, a moleza do calor e as palavras saídas da guitarra de Pablo Sáinz-Villegas.
antibióticos. Vejo muito pouca gente preocupada por Santana Lopes ter escrito que “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
Segundo o Record, houve “comportamentos incorretos”. Ora, como sabemos, correto não é correcto. Logo, um comportamento incorreto é correcto.
Efectivamente, embora por outras razões, o OE suplementar é “complicado, incoerente e opaco”.
Ontem, pude ter a certeza que a DGS aconselha a não haver celebrações no Dia do Trabalhador. Simplesmente, ainda não lançou o comunicado. Calma.
Nem políticos mostrando indignação e solidariedade para com o trabalhador agredido…
Claro que não. Walcott pára quatro semanas. Efectivamente, A Bola não adopta o AO90.
E o que é a *contrafação? É a contrafacção contrafeita.
Mário Centeno sai do Governo.
Novoselic escreve direct, mas a Blitz traduz direto. Como diria Cobain, “I don’t know why“. É directo. Lembrai-vos dos One *Diretion.
do rei de Espanha, eis o “keep your mouth shut” do chefe Acevedo. Eis Trump a fazer de Chávez.
Trump saiu da OMS num momento difícil de política interna. Tudo o que ele faz é no intuito de assegurar a sua reeleição. Quem quiser que apanhe os cacos.
como está a situação daquele aeroporto que o Costa quis dar à Vinci ali para os lados de umas areias que ficarão debaixo de água daqui as umas décadas?
Nuno Pacheco denunciou estes *impatos do Expresso. Impatos? Do professor Expresso? Efectivamente: impatos da pandemia.
Na última edição, a revista SÁBADO cometeu um enorme erro. Partilhou esta notícia sobre Catarina Martins.
Veio a ser desmentido que se trata de Catarina Martins. O jornalismo português cada vez é menos levado a sério por culpa própria.
Tende paciência. Entretanto, ide-vos entretendo com o problema n.º 1, o problema n.º 2 e o problema n.º 3.
A recusa da injeção na Comunicação Social por parte do ECO e do Observador é a rejeição à submissão ao Estado.
Mas isso é em inglês. Em português, a diferença entre 19 e 90, como diria o outro, é huge!
Joacine disse iste com um palite nos dentes entre um fine e um tremoce, certe?
“Eu tenho corrido meia Europa e ainda não vi em nenhuma terra (…) um pedaço de cidade tão bonito como a Praça de D. Pedro (…)”
Era mais ou menos assim que o insigne Teixeira de Vasconcelos se referia à Praça Nova do Porto no último quartel do século XIX.
Da Praça Nova já nada resta, revolvida e destruída nos anos 20 do século XX para dar lugar à actual Avenida dos Aliados ou Praça se quisermos.
Foi então que Barry Parker, arquitecto paisagista, desenhou os belos jardins da Praça delimitados por um belíssimo enquadramento de calçada portuguesa. Durariam cerca de sessenta anos…
O Porto capital Mundial da Cultura em 2001, trouxe à liça um conjunto de arquitectos que decidiram brindar-nos com o neoliberalismo arquitectónico e o resultado não poderia ser mais negativo que aquele que hoje podemos ver.
Essa gente, altamente medalhada e conceituada, veio destruir a maravilha que existia, lugar viçoso, colorido e apelativo, para dar lugar a um local cinzento, sem vida, verdadeiramente típico de uma falta de gosto atroz, um atentado à arquitectura paisagística da cidade do Porto perpetrado por políticos tão cinzentos e sem vida como o granito que escolheram para, segundo dizem, …”espelhar a alma do Porto”.
Uma hecatombe arquitectónica que, repito, espelha a alma e o gosto do antigo presidente da Câmara, dos arquitectos, que embora premiados e mais dilatados que sapos acabados de fumar um charuto, nos ofereceram, um verdadeiro “concerto de rabecão” tocado por sapateiro (com todo o respeito por este mester).
A estes, juntam-se os conselheiros da parte histórica do Sr. Presidente que só podem, tal como o dito, ser mais cinzentos que o mais cinzento dos granitos do Minho Português.
E vem isto a propósito de quê?
Justamente da destruição da calçada.
A calçada seria uma das demonstrações arquitectónicas mais vigorosas dos locais que anteriormente descrevi e que políticos sem gosto e alma destruíram. Um acto que, de um modo verdadeiramente maléfico, se vem executando, pelo menos na minha cidade, há mais de 120 anos.
Não é de agora caro Bruno Santos. E já agora, Lisboa não pertence ao Clube do Centro do Mundo como quase se pode inferir do anexo a que nos remete. Olhe que o Porto tem sido, seguramente, muito mais maltratado nesse campo e perdido, para o granito a beleza e a claridade que lhe era conferida pela pedra da calçada.
Cumprimentos.