A Geringonça

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Comments

  1. Ana A. says:

    Quem é favorável a que a Democracia funcione com maiorias parlamentares, que apoiem um governo, e não (apenas) ao já tradicional confinamento da “democracia” dos vencedores partidários das alternâncias, devia abster-se de fomentar o epíteto de geringonça (tão querido aos nossos deputados radicais de direita), e remeter esta palavra, com a sua conotação negativa, para o fundo do baú do esquecimento!
    No caso vertente, creio que o autor, quer comparar a proclamada geringonça com a Passarola, querendo transmitir a ideia de que esta união das esquerdas no parlamento “não terá pernas para andar”…
    Veremos se sim ou não! Ficamos no entanto com uma certeza: a Democracia em Portugal para muitas pessoas é a manutenção do “statu quo” que vigorou nos últimos 40 anos, com uns programas de governo em tons de rosa e/ou laranja, que vai satisfazendo os interesses de quem realmente manda no País (e que não será o povo, certamente).
    A Passarola, com as suas imperfeições e limitações foi acima de tudo, mais um passo na direcção da concretização do sonho humano de voar. Também esta união das esquerdas no parlamento actual, nos devolveu a esperança e confirmou a certeza de que a TINA é uma aberração que não devemos aceitar!

    • Bruno Santos says:

      “A Passarola, com as suas imperfeições e limitações foi acima de tudo, mais um passo na direcção da concretização do sonho humano de voar. Também esta união das esquerdas no parlamento actual, nos devolveu a esperança e confirmou a certeza de que a TINA é uma aberração que não devemos aceitar!”
      Foi isso que o autor quis dizer.
      Cumprimentos,
      Bruno Santos

      • Ana A. says:

        Obrigada! É que o tema “Passarola” presta-se a duas interpretações, por isso fico feliz por partilharmos o mesmo ponto de vista, sobre o momento político actual.

  2. Helder P. says:

    Aconselho a leitura do artigo de opinião de Rui Tavares no Público “Eu, geringoncista”, opinião que subscrevo.

    O termo foi criado pela direita com carácter pejorativo, mas o que importa é o sentido que nós lhe atribuímos. Só é um insulto se NÓS deixarmos. E confesso, que a “Geringonça” também me caiu no goto. Tal como o patinho feio se tornou um cisne, também esta traquitana feita ao improviso num momento de urgência, pode vir a tornar-se uma máquina bem oleada contra a Direita maviosa (e mafiosa).

    • Bruno Santos says:

      Exactamente.
      A “Geringonça” corresponde a um mecanismo de funcionamento da Democracia que a Direita dava como inoperável, uma vez que exigia um grau de coordenação e entendimento entre as diferentes “peças” da Esquerda que até aqui se não tinha verificado.
      Essa “Geringonça” pode ser, afinal, a mais importante alteração da geometria política portuguesa desde o 25 de Abril de 1974.


  3. Afinal a “Geringonça” tal como na época em que surgiu inquietou algumas Almas aflitas que também não entenderam o sinal dos Tempos, agora este epíteto escolhido pelo pelo nosso candidato a Maquievel de serviço, não deixa de ser premonitório.