Uma Escola Universal


Que o Estado português e a Igreja Católica portuguesa, representada pela Companhia de Jesus, criem uma rede pública de Escolas, com uma unidade de ensino em cada distrito do território nacional e unidades exteriores em todos os continentes, para tal usando a rede diplomática da CPLP, assim como as parcerias estratégicas já estabelecidas pela diplomacia portuguesa e pela Companhia de Jesus desde há 500 anos.

Que essas Escolas sejam gratuitas, se destinem a alunos provenientes de famílias com dificuldades económicas e ministrem um ensino orientado pedagogicamente pela Companhia de Jesus, com supervisão da República, destinado a formar gente capaz de liderar os destinos de Portugal num prazo de 33 anos.

Que o lema dessas Escolas seja “Sê plural como o Universo” e esse lema se reflicta nos conteúdos didácticos ministrados, designadamente do ponto de vista confessional e religioso.

Que os alunos dessas Escolas realizem a parte final da sua formação, a partir dos 14 anos, nas unidades exteriores, distribuídos pelo mundo devidamente acompanhados dos respectivos tutores de língua portuguesa, mas envolvendo-se nas culturas locais, misturando-se com a população, aprendendo a língua e os costumes, estudando a civilização e dela retirando os ensinamentos que complementem a sua formação original.

Que assumam o compromisso de regressar a Casa, a Portugal, no final da sua formação, trazendo a família que eventualmente tenham constituído, ajudando o país a reencontrar o seu lugar no mundo e transmitindo aos seus compatriotas o saber e a experiência que tenham podido adquirir.

Os administrativos que escrevam o contrato.

Comments

  1. José Coelho says:

    Isto é tudo muito bonito, mas:
    1- A Companhia de Jesus não representa a Igreja Católica, é somente uma das suas muitas fiéis servidoras.
    2- A primeira e principal missão da Igreja Católica é a salvação das almas.
    3- A Igreja Católica (Assembleia de homens e mulheres crentes que vivem no mundo) só deve assumir outras funções perante a inexistência ou o colapso das estruturas socio-estatais. Foi o que aconteceu no final do Império Romano. De outro modo, corre o risco de confundir o falhanço do Estado com o falhanço da Igreja. A aliança Trono-Altar acabou por se tornar mais prejudicial para a Igreja do que para o Estado.

    Isto de tentar aliciar a Igreja para uma nova armadilha, por muito bonita que seja, é tentar voltar ao tempo de feudalismo, tornando a Igreja outra vez no “2º Estado”, com os seus membros a comer à mesa do Orçamento. Penso e espero que a hierarquia católica tenha aprendido algo de bom com a Revolução Francesa e com a I República Portuguesa e tenha esquecido os vícios do tempo de Feudalismo e do Absolutismo.

    Cumprimentos

  2. Anónimo says:

    Entregar a educação a uma seita dogmática, intolerante, maquiavélica, desumana, e anacrónica, é de loucos.

    • Desumana? Quem defendeu os índios da exploração foram os jesuítas. Criaram comunidades com economias do tipo comunitário na América. No Japão deixaram boas recordações. O túmulo de Xavier em Goa ainda hoje é reverenciado por cristãos e hindus. O poder do capital nunca gostou deles e daí as lendas negras a seu respeito. Podem ser muita coisa, mas desumanos parece-me manifestamente um exagero.

      • A Companhia poderá ter defendido os índios mas também deu o “ámen” á escravização dos negros de áfrica.
        No Japão se acabaram por ser expulsos é porque não deixaram assim tantos motivos para boas recordações.

      • Anónimo says:

        Será que a inquisição foi uma obra caridosa e humana?
        Não me parece que o filme “a missão” seja um testemunho fiável da ocupação colonial. Talvez “o nome da rosa” seja melhor ilustração da humanidade e ganância dessa organização.

  3. Esclarecedor não é ? says:

    Defenderam os índios, porque tinham muito a lucrar com essa defesa.
    Mas não diz que os jesuítas proibiram os Índios de falar com outras pessoas que não estivessem vestidas como eles e que não falassem a língua indígena.
    Tudo isto era contra os interesses do rei de Portugal … daí que…

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