Startup Portugal


Fotografia: José Coelho/Lusa

Fotografia: Dinheiro Vivo/José Coelho/Lusa

O Primeiro-Ministro António Costa esteve no Porto, na sessão de lançamento do programa Startup Portugal, um dos vectores da estratégia do governo do Partido Socialista, apoiado pelo BE, PCP e PEV, para a promoção e incentivo do empreendedorismo. Este programa pretende fomentar o espírito empreendedor e assegurar a sustentabilidade das empresas criadas, procurando obter um impacto positivo na criação de emprego e de valor económico.

Fotografia: Público/Rui Farinha/Nfactos

Fotografia: Público/Rui Farinha/NFactos

O Primeiro-Ministro explicou que o programa faz parte da “estratégia económica centrada em criar valor, pelo conhecimento, pela valorização do talento das pessoas, pela atracção de talento para Portugal.”

Também o anterior governo de direita teve um programa de apoio ao empreendedorismo, chamado Impulso Jovem. Mas até o mais fundamentalista defensor da terrível experiência governativa da anterior legislatura há-de reconhecer que são abissais as diferenças.

Fotografia: Sol

Fotografia: Sol

O episódio grotesco ficou, na altura, conhecido através da expressão “bater punho”, que viria a inaugurar toda uma nova filosofia do empreendedorismo, baseado em estágios profissionais inúteis, dedicados a desperdiçar, num perturbador onanismo demagógico, as poucas energias que sobravam a quem acabaria por ser convidado a emigrar.

Um pouco de memória ajudar-nos-á a perceber o imenso caminho já percorrido em apenas 6 meses de governação de António Costa.

 

Comments

  1. Lamento muito a minha falta de optimismo, mas isto das Startups e do empreendedorismo é mais uma “novidade” que vai ficar pelo caminho porque todas as variáveis têm de ser bem estudadas ou tudo se torna em mais um flop.

  2. doorstep says:

    Este fascinío parolo pelas balelas do “empreendedorismo” salda-se sempre da mesma maneira: umas dúzias de chicos espertos a forrarem-se à pala dos contribuintes (quer via subsídios governamentais a fundo perdido, quer via calotes aos bancos).

    Recomendo vivamente a leitura atenta da obra recém publicada “As Falácias do Empreendedorismo”.

  3. Alvaro Fonseca says:
  4. Quer se queira ou não, o empreendedorismo faz parte das possibilidades de futuro de cada um de nós.
    Mas uma coisa é o empreendedorismo como alternativa, outra é o como solução…forçada.
    Não quero dar palmadinhas nas costas ao Costa (…) nem mais um biscoito, mas não me choca, muito pelo contrário, que se crie uma estrutura de apoio para quem, voluntariamente e consciente dos riscos, decida enveredar por este caminho. Há pessoas com boas ideias em Portugal. Não são todas é certo, mas de vez em quando há uma ou outra com uma ideia de negócio que até faz sentido. Pelo que não me importo que parte do dinheiro dos meus impostos seja canalizado para a apoiar.
    Enquanto o discurso do Governo nesta matéria for no sentido da alternativa, terá o meu apoio. Mas mal tente vender esta história como a solução perfeita para todos os males da sociedade, como o nosso bom amigo analfabeto Relvas e o seu “empreendedor” de estimação tentaram, lamento mas vou criticar tanto ou mais que da última vez.
    Espero que haja uma avaliação objectiva e honesta das propostas de negócio e que não se limitem a “oferecer” 10.000€ a qualquer nabo que decida ir vender bolas de Berlim para Carcavelos

  5. Ainda não vi Costa preocupar-se com o trabalho precário dos milhares de jovens na maioria licenciados, tutelados por empresas temporárias, uma verdadeira vampirice.
    Costa saberá que grande parte desses jovens recebe o subsidio de refeição através de um vale que tem que ser gasto obrigatoriamente em compras nas empresas do Belmiro de Azevedo?
    Costa saberá que o provedor dessas empresas temporárias é um destacado militante do PS?
    Estou farto de retórica.

  6. doorstep says:

    Ao Ricardo Almeida (sem animus injuriandi!):

    “Não quero dar palmadinhas nas costas ao Costa (…) nem mais um biscoito, mas não me choca, muito pelo contrário, que se crie uma estrutura de apoio para quem, voluntariamente e consciente dos riscos, decida enveredar por este caminho.”

    Como a terra é redonda… lá vamos nós chocar com a cena dos empreendedores da industria do ensino privado, que voluntariamente e conscientes dos riscos decidem/decidiram enveredar por esse caminho… confortados por “estruturas de apoio”. E que agora miam esganiçados por verem o leitinho secar…

    Ou, em maior escala, os negreiros do “trabalho temporário”, confortados por “estruturas de apoio” constituídas por “vales” que só valem nos balcões do cantineiro Belmiro (ou qualquer outro de escala semelhante).

    Ou ainda, em escala incomensuravelmente maior… com os “banqueiros” da treta, que depois de sugarem até à medula as “estruturas de apoio”, arruinaram 85% das economias europeias.

    Enfim, porque é que não deixam à “mão invisível” o monopólio da promoção do empreendedorismo, sem terem que obrigar (sim – obrigar!) a dar para essa causa os que não têm vocação empresarial?

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