Sabotagem


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O comunicado do Ministério das Finanças sobre as recentes declarações do ministro alemão acerca de Portugal peca por não relevar aspectos importantes dessas declarações.
Elas tiveram como imediata consequência a subida das taxas de juro da dívida portuguesa, além de serem, evidentemente, um ataque inaceitável, de natureza especulativa e totalmente falsa, feito por uma país membro da União Europeia contra outro país com o mesmo estatuto.


O ministro alemão deveria ser levado a juízo pelo Estado Português, sendo judicialmente responsabilizado pelas declarações falsas que produziu intencionalmente e com dolo evidente.
Isto não é uma choldra nem uma estância balnear onde os alemães podem vir apanhar o sol que Deus lhes tirou por castigo. Isto é uma Nação com quase mil anos que não pode estar sujeita à sabotagem deste mesquinho franco-atirador sentado.

O comunicado do Ministério das Finanças deveria reflectir esta indignação.

Comments

  1. Afonso Valverde says:

    Estou de acordo com as suas ideias explanadas no texto.
    Contudo, tenho de refletir que é fod*** ter credores, deste calibre.
    Sem exageros, com bom senso: Devemos muito dinheiro, um país com uma dívida como a nossa não tem “soberania”, tem de aguentar “toda a mijadela de qualquer cão-credor”.
    Há muita União [regras para inglês (des) ver], mas quando chega a hora de cobrar…

    • antonio says:

      Os USA têm uma dívida descomunal e experimente mijar-lhe em cima!

      • SI MI LA RE says:

        É o mijas … até lhe cortam o precioso instrumento. Os EUA fizeram-se para mijar , nunca para que lhe mijem nas pernas

    • José Peralta says:

      Afonso Valverde : E pode explicar porque “a França é a França” e nós, os Portugueses, “temos que ser diferentes” e cumprir o que outros não cumprem ? E aguentarmos pacificamente, em vez de nos rebelarmos contra um schäuble canalha, abjecto, rancoroso e vingativo por ter levado um tiro que o deixou paraplégico, e, como Bruno Santos escreve e eu estou plenamente de acordo :
      (…) deveria ser levado a juízo pelo Estado Português, sendo judicialmente responsabilizado pelas declarações falsas que produziu intencionalmente e com dolo evidente.
      Isto não é uma choldra nem uma estância balnear onde os alemães podem vir apanhar o sol que Deus lhes tirou por castigo. Isto é uma Nação com quase mil anos que não pode estar sujeita à sabotagem deste mesquinho franco-atirador sentado.
      Fica a (minha) pergunta à sua “prudente” reflexão, como se ainda tivesse dúvidas sobre as filhasdaputice de que, constantemente, somos alvo no eurogrupo, em quem ninguém votou, presidido por outro canalha, um tal holandês que se pavoneia nas reuniões como se fosse “dono disto tudo” e que, ainda por cima, é “socialista” !

      • Afonso Valverde says:

        José,
        Concordo com o que escreveu (ideias).
        Talvez o meu comentário, com ironia, não tenha sido a mlhor forma de expressão sobre a questão levantada no texto do autor.
        Todos os países (povos) são merecedores da mesma dignidade de tratamento perante as leis. Verificamos que não é isso que acontece, como bem realça relativamente à França.
        A minha expressão: Há muita União [regras para inglês (des) ver], mas quando chega a hora de cobrar, pretende ressaltar isso mesmo, que as regras (leis) não se aplicam da mesma forma a todos. Regras para inglês ver, significa que não têm aplicação prática. Escrevi (des) ver, porque os ingleses estão de saída da União.
        Há uma expressão popular que refere: “Quando não temos dinheiro até os cães nos mijam à perna”.
        É isso, como não temos dinheiro por causa de dívida (justa, injusta, manipulada…) qualquer cão…Diz qualquer disparate.
        Gostaria de poder calar esse estrangeiro que parece ser nosso credor.
        Os EUA têm dinheiro e dívida, mas imprimem sempre dinheiro e toda a gente o quer. Por outro lado têm armas…Alguém vai “refilar” com alguém que tem armas…? Mais potentes do que as que temos?

    • Nightwish says:

      Não tem, só dentro de uma união económica sem uma moeda única é que isso se verifica.
      Já agora, o que acha de a Alemanha não cumprir os seus compromissos com o Euro, coisa que qualquer economista de vão de escada lhe diz que tem péssimos efeitos não só na Europa como no mundo?

  2. Ana A. says:

    Se fosse antes desta uniãozinha da treta, estas declarações poderiam ser consideradas como uma declaração de guerra?

  3. Está a dar o tom para os próximos anos. A estabelecer a hierarquia. A Alemanha é hegemónica e está a assegurar-se que todos entendem isso. As elites de cá nem abrem a boca, revelador da sua fibra.

    • Thief says:

      É o que mais me chateia no actual governo. Sempre pensei que eles não fossem tão submissos com estes canalhas.

  4. Edgar Carneiro says:

    Há quem goste da andar com a espinha curvada.

  5. Anónimo says:

    Os alemães são o que são, há muito tempo. Apesar dos revezes e das catástrofes, não há maneira de mudarem.
    Os ingleses sabem muito bem porque é que saíram da “União” Europeia.
    As declarações do presidente do Parlamento Europeu (antigo presidente do paraíso fiscal Luxemburgo) contra o deputado e o povo do Reino Unido, são próprias de um grande canalha, sem qualquer respeito pela democracia nem pela liberdade dos povos europeus.
    Como é sabido, alemães e franceses nunca foram de confiança. Mais vale arranjar outra companhia.
    O Reino Unido é nosso aliado, há muito tempo. Defenderam-nos contra as invasões europeias, de espanhóis e franceses.
    Devíamos seguir o caminho do Reino Unido e sair desta união de irrevogáveis gatunos.

    • Marco says:

      Este comentário merece ser rebatido ideia a ideia, tal a quantidade de disparates.

      “Os alemães são o que são, há muito tempo. Apesar dos revezes e das catástrofes, não há maneira de mudarem.”

      Mudaram, sim. Confundir as pulsões violentas e militaristas do império Austro-Húngaro e dos Prussianos da WWI e o nacionalismo eugenista nazi da WWII com a globalização, livre mercado e extraordinária eficiência da Alemanha do séc. XXI é comparar água e azeite.

      “Os ingleses sabem muito bem porque é que saíram da “União” Europeia.”

      Sabemos todos. Uma mistura de populismo, xenofobia (com alcance ainda por vislumbrar, à luz do que tem acontecido por lá nos últimos dias) e ingenuidade de quem não queria sair mas também não queria que o ficar ganhasse por muito. Bem se lixaram. Por falar nisso, a carreira do Boris Johnson acabou hoje.

      “As declarações do presidente do Parlamento Europeu (antigo presidente do paraíso fiscal Luxemburgo) contra o deputado e o povo do Reino Unido, são próprias de um grande canalha, sem qualquer respeito pela democracia nem pela liberdade dos povos europeus.”

      As declarações de Juncker contra a besta alucinada e xenófoba que é o Nigel Farage só pecam é por tardias.

      “Como é sabido, alemães e franceses nunca foram de confiança. Mais vale arranjar outra companhia.”

      A dos espanhóis. Ou dos italianos. Espera… dos gregos! Tudo rapaziada com fama de ser boa de contas e acima de qualquer suspeita. Como nós, aliás.

      “O Reino Unido é nosso aliado, há muito tempo. Defenderam-nos contra as invasões europeias, de espanhóis e franceses.”

      Enquanto lhes conveio. Não é por acaso que “A Portuguesa” dizia originalmente “contra os bretões, marchar, marchar”. 11 de Janeiro de 1890, diz-lhe alguma coisa?

      “Devíamos seguir o caminho do Reino Unido e sair desta união de irrevogáveis gatunos.”

      Porque o nosso país, as nossas ligações geopolíticas, os nossos parceiros comerciais, as nossas estruturas produtivas, a nossa concepção de sociedade, e até a nossa língua, têm tudo a ver com o Reino Unido.

      E está por confirmar durante quanto tempo o “Reino” vai ser “Unido”. A acontecer mesmo a saída da UE – o que também ainda está por se ver – vai acabar por ser só a saída da Inglaterra. E depois a Espanha que se amanhe com a Catalunha. E com o País Basco. E com Maiorca.

      (nós oferecemos a Madeira – a sério, é na boa)

      • anónimo says:

        Afinal não foram os alemães os responsáveis grandes guerras.
        Afinal a Inglaterra não nos defendeu dos invasores franceses.
        Afinal os deputados ingleses, seja de que partido forem, já podem ser expulsos pelo presidente do parlamento europeu.
        Afinal estamos muito mais “ligados” aos alemães do que aos ingleses.
        Com o Marco, estamos sempre a aprender coisas extraordinárias.

        • Marco says:

          “Afinal não foram os alemães os responsáveis grandes guerras.”

          Não está isso no meu comentário.

          “Afinal a Inglaterra não nos defendeu dos invasores franceses.”

          Não está isso no meu comentário.

          “Afinal os deputados ingleses, seja de que partido forem, já podem ser expulsos pelo presidente do parlamento europeu.”

          Não está isso no meu comentário nem foi isso que aconteceu.

          “Afinal estamos muito mais “ligados” aos alemães do que aos ingleses.”

          Não está isso no meu comentário.

          Tem aí mais falácias de espantalho para mim ou por uma vez na vida vai argumentar decentemente?

          • Anónimo says:

            Essas são precisamente as ideias e factos que o senhor Marco tentou rebater, de forma fantasiosa e extraordinária.

      • Nightwish says:

        “Mudaram, sim. Confundir as pulsões violentas e militaristas do império Austro-Húngaro e dos Prussianos da WWI e o nacionalismo eugenista nazi da WWII com a globalização, livre mercado e extraordinária eficiência da Alemanha do séc. XXI é comparar água e azeite.”

        Confundir a globalização existente com o livre mercado e a violação da ideia de moeda única com eficiência é que é comparar água com azeite.
        Mas vá lá perguntar aos alemães a opinião sobre os cidadãos do sul e do leste da Europa a ver se o imperialismo xenófobo não continua lá de boa saúde.

  6. Marco says:

    Já agora, Schauble não disse aquilo que se diz que ele disse. É ir ver as declarações originais: http://www.handelsblatt.com/video/politik/eu-auflagen-schaeuble-warnt-portugal/13808722.html

    (está em alemão, como é lógico, e alguém decidiu manipular a contar que a plebe não entendesse o original, ou então os nossos jornalistas são todos mesmo calhaus)

  7. braga city says:

    Schauble agiu com intenção. Pretende colocar em causa o desempenho português, acenando-lhe com um novo empréstimo, para beneficio exclusivo da banca alemã. Como se saber, os bancos alemães detêm biliões de euros, que recusam depositar no BCE, dadas as despesas que lhes são cobradas. Pretende construir caixas forte e firmar seguros para garantir a intocabilidade dessas montanhas de dinheiro. Ora, nada melhor que colocar em causa países como Portugal, para canalizar esses capitais e daí retirarem os respectivos réditos, inclusive a nível de juros usurários. Este Schauble é, na verdade, um grande “amigo de Peniche”. É, sem dúvida, um grandessíssimo safado. E é isto a União Europeia,. Pois que se acabe com ela e com os vencimentos escandalosos dos srs. eurodeputados.

  8. José Manuel Silva says:

    E já agora…Será que esses deputados, alguma vez trabalharam na vida??

  9. fleitao says:

    LEGENDA DA FOTOGRAFIA: O paralítico das pernas e a minhoca sem coluna vertebral. Made in Goldman Sachs.

  10. Eu penso que na desunião desta dita União, Portugal podia Unir-se junto com Inglaterra e todo País que quisesse desligar-se da Alemanha. Não esqueço que foram Primeira e Segunda Guerra Mundial junto com a Terceira Guerra mas desta vês Econômica provocada pela Alemanha mas sempre desculpada, esta também. Levaram os Países a cair que nem patinhos, Até agora só a Inglaterra é que viu que os estavam a depenar. Por isso se deu o Brexit. Contudo ainda na Inglaterra, uma grande parte de Pategos dessa grande família de Patos gostam de andar metidos é na lama!!! Por cá em Portugal me vejo depenado, por muita pena que tenha de outros ou de mim próprio. Me digam para que eu entenda… Que Crise foi que eu provoquei? Ou mesmo, onde está a Crise? Segundo vejo Portugal é rico porque o Pobre Trabalhador paga e o Capitalista não paga, esse ganha em offshore, para não esquecer em corrupção e lavagens de dinheiro. Bancos como BPP, BPN, BES, BANIF, e agora a CGD, nós que os paguemos!!! Isto tudo com o dinheiro lá implantado pela UE que misteriosamente sumiu!!! Já Schäuble está dizendo que Portugal está necessitado de mais porcaria dessa nos Bancos para sermos nós Portugueses a pagar novamente, igual ao que temos de pagar pelo que Ricardo Salgado desviou igual também aos dos outros Bancos!!!

  11. Não sei até quando o atual modelo da União Europeia pode resistir. As coisas vão piorar, e o pior é que não se prevê uma Europa mais forte no fundo do túnel. O fim que se prevê é o colapso da União Europeia, e o avanço da extrema direita.

    Dizem-nos os economistas e comentadores todos os dias, que o défice tem que ser uns pequenos dígitos percentuais. O certo é que sem estímulo, as economias moribundas como a nossa, continuarão a sofrer mais e sem recuperação, e a dívida vai continuar a crescer.

    Certamente, que assim com o mesmo remédio que nos vão dando, não temos nenhuma hipótese, esvaziando mais os bolsos de portugueses e os endividando, e ao mesmo tempo destruindo o tecido social que foi construído ao longo de décadas. O remédio que os eurocratas nos administram não vai resolver coisa nenhuma.

    Se é por exemplos que nos devemos guiar, a China vai gerindo uma dívida estrondosa, e a economia embora abrandou, continua a funcionar e a crescer. O seguinte artigo de ano passado da revista Forbes nos diz as palavras simples “estímular, estímular, estimular” o que não deve ser algo nada estúpido:

    http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2015/05/09/chinas-total-debt-load-now-over-280-of-gdp

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