Cada vez menos portugueses querem ouvir a cassete da direita

PPC

Sondagem após sondagem, os subvalorizados componentes da Geringonça continuam a contar com apoio maioritário da população, contrariando as previsões e expectativas de um certo grupo de indignados. Como é que era mesmo aquela história dos militantes insatisfeitos do PCP e do BE abandonarem o barco porque não queriam coligações com o PS, porque eram irresponsáveis ou outra treta qualquer que a imprensa do velho regime arrotava todos os dias? Yeah, right…

No início deste mês, o Expresso revelou um novo estudo, encomendado à Eurosondagem, que nos era apresentado com um título sugestivo: “Sondagem: PSD com a maior subida desde que está na oposição“. Porém, passando para lá das letras gordas do headline, a história não era lá grande coisa para Passos Coelho. Mesmo coligado com o que sobrou do CDS-PP, não ia para além dos 39%. Já a infame Engenhoca continua a ser sinónimo de maioria absoluta e vale 52,5%. Em dois meses, segundo o Expresso e a Eurosondagem, os partidos que apoiam o governo perderam, no seu conjunto, 0,3% das intenções de voto, exactamente aquilo que a Caranguejola cresceu durante “a maior subida desde que está na oposição“. Uau.

Mas sondagens há muitas e por estes dias apareceu outra por aí. A Aximage levou a cabo um estudo encomendado pelo Jornal de Negócios e Correio da Manhã (vade retro…) que revela resultados esmagadores para os partidos de direita. PSD consegue apenas 30,5%, o CDS-PP 4,9, passando a memória da velha Pàf a valer 35,4%, abaixo dos 39% obtidos pelo PS. Segundo esta sondagem, o PS e o BE (10%) estão a uma décima da maioria absoluta, que conseguem com os 6,8% atribuídos ao PCP. 55,8%. Cinco pontos acima do resultado combinado dos três partidos por altura das Legislativas.

A avaliação que os inquiridos fazem sobre os líderes partidários não difere muito dos resultados em cima. Passos é o pior, Cristas continua a perder popularidade, Jerónimo mantem-se estável e Catarina Martins sobe. António Costa, esse, mantem-se no topo da tabela. Conclusão? Cada vez menos portugueses querem ouvir a cassete da direita e a maioria não arreda pé. Mas são sondagens, valem o que valem. E quem não se estiver a sentir bem pode sempre tomar um Rennie. Se serve para o futebol, também deve servir para a política.

Imagem via Leituras

9 comentários em “Cada vez menos portugueses querem ouvir a cassete da direita”

  1. O que me surpreende, ou talvez não! É a desfaçatez usada na manipulação da realidade pela imprensa, nomeadamente alguns dos jornais já falados por aqui.
    Não compro e não leio jornais porque acho que não têm qualidade informativa e poder crítico sobre as diversas realidades.
    Alguma luta política está ao nível da bosta.

  2. O limiar da maioria absoluta de deputados não é 50 %, é menos. Arrisco dizer que com estes resultados seria possível uma maioria parlamentar apenas com PS+BE tanto como PS+CDU.
    É o método de Hondt.

  3. a cassete da direita agora é:

    os números da execução orçamental são bons porque foram martelados e porque o estado tem mil ziliões em pagamentos atrasados.

  4. Então não deve demorar muito uma mega campanha baseada num qualquer escândalo inventado com grande empenho da comunicação social e com a ajuda do sistema judicial para levantar a direita. O que vão inventar agora?

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