O que deve mudar na Escola

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Para explicar o que está mal no ensino da Matemática, o apresentador do telejornal da TVI mostra um exemplo do que seria estar bem: uma criança chinesa a resolver o Cubo de Rubik em menos de 50 segundos.

Este tipo de apologia da habilidade, do talento circense para decorar fórmulas, frases mecânicas, conceitos que não se compreendem mas que se automatizam, é não só o que está mal no ensino da Matemática, mas o que está mal no ensino de tudo.

Mais do que ensinar o Pensamento, a Escola deve ensinar a Pensar, sem o que se manterá como máquina de reprodução social e campo fértil para a criação de escravos. É isso que tem que mudar.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    A Escola não pode fazer o que o caro Bruno Santos pede, embora tenha toda a razão no que diz. Leia-se Agostinho da Silva e percebe-se a sua alusão a uma Escola que ensina a pensar, a dar asas ao aluno para se exprimir, permitindo-lhe descobrir-se e descobrir o seu futuro.
    Era exactamente isso que Agostinho da Silva defendia, com aquela sua linguagem directa e simples.
    O problema é que quem ensina está viciado num esquema que correspondeu a um patamar da evolução do ensino e não está preparado para a mudança de paradigma.
    O pensamento que exprime, embora compreensível, é extraordinariamente lato e não se pode pôr a funcionar com um estalar de dedos.
    Penso estarmos, uma vez mais, na fronteira de um novo conhecimento, de novas descobertas (estas de índole pedagógica) e vai ser preciso esperar muitos anos para ver progresso. Mas estou de acordo que o tempo urge.

    • Bruno Santos says:

      De acordo, caro Ernesto Ribeiro. É necessário ir à fonte. Demorará, mas é fundamental começar. Cumprimentos.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Sem dúvida e acredite que sendo eu uma pessoa com muitíssima experiência acumulada nesta matéria, teria muita dificuldade em unir pontas num tema tão complexo.
        Penso que a junção de muitas e boas cabeças pensantes (que as há) poderia ser um primeiro passo para definição das bases de um programa. Mas terá de haver vontade política, pois o projecto, a existir, se não for federado ao poder da tutela, nunca vingará.
        Cumprimentos.

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