Reserva Alimentar contra o fogo


img_4190-1

img_4189-1

O problema do Fogo em Portugal não é de textura, mas de estrutura e está relacionado com as graves fragilidades económicas, demográficas e sociais de que Portugal padece.

A constituição de uma Reserva Alimentar Nacional teria implicações positivas nos três níveis:
– estimularia a economia, designadamente a rural, através do aumento da produção agrícola, do emprego e do consumo de bens alimentares de produção local.
– combateria a desertificação do interior do território nacional, libertando o litoral da pressão insuportável a que está sujeito e revitalizando o mundo rural, constituído hoje por dezenas de vilas e aldeias desabitadas ou com uma população envelhecida que não assegura o povoamento futuro.
– possibilitaria a recuperação social e cultural de factores identitários indispensáveis à soberania, adaptados aos tempos e à ideia central de evolução, através de políticas assentes no princípio da sustentabilidade, da ecologia, da protecção da natureza e dos seres vivos.
O caminho colectivo que estamos a seguir, cujo primeiro passo foram as políticas cavaquistas de desmembramento das estruturas que asseguravam níveis mínimos de auto-suficiência, conduzir-nos-á ao abismo civilizacional e, em última instância, ao desaparecimento.

Comments

  1. José Gravato says:

    A foto de cima representa a Direita.
    A foto de baixo representa a Esquerda.

    • Benjamin Campos Ferreira says:

      Oh senhor José, está enganado.
      Não vê que a fotografia foi tirada no Japão?
      Onde, que eu saiba não há Esquerda nem Direita. Toda a gente trabalha.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Desculpe lá José Gravato, mas a sua tirada em nada é diferente da dos talibãs Carlos Abreu Amorim e Duarte Marques, deputados da Nação, quando no meio de um drama destes, se manifestam preocupados com o que a opinião pública seria capaz de dizer se este drama actual se passasse à um ano atrás.
      O “post” apresenta uma solução que saúdo e aponta uma personalidade que tem responsabilidades políticas no que se vive, pois na opção que tomou, demonstrou vistas mais que curtas e um conceito de desenvolvimento que não passou do século XVIIl.

  2. Ricardo Almeida says:

    Partilho a opinião.
    Basicamente o caminho para o sucesso de Portugal passa por inverter tudo o que foi feito durante o Cavaquismo. Simples.
    É de admirar que até nesta última vaga de incêndios é possível identificar o dedo nefasto da Múmia de Boliqueime? Mais uma das ideias geniais desse “fenómeno” da Economia nacional: cobrir o país de eucaliptos, o tal “Ouro Verde”, para agora andar tudo a arder à mínima fagulha.
    A destruição da agricultura nacional foi sem dúvida uma das maiores javardices feitas no alto do Cavaquismo. A sua recuperação, além das vantagens acima descritas, trás mais uma: independência alimentar de Portugal. Numa altura em que a UE se encontra minada de labregos neoliberais, estar dependente de tal organização para garantir o sustento básico do país é idiota e perigoso. É profundamente estúpido, num país com tanta área arável, Sol e uma experiência agrícola invejável por muitos países, estar desaproveitado de uma forma que pode ser considerada criminosa. Mas pronto, na cabeça bolorenta do Aníbal esta estratégia fazia sentido de alguma forma…

    • Benjamin Campos Ferreira says:

      Sr Ricardo, já começou a fazer a sua parte aproveitando uma pequena parte da tanta terra arável?
      Não é provocação, é conselho.
      Eu há muitos anos que alinho. Fique sabendo que compensa. Ajuda-nos a ver melhor a vida, a não ser radicais ou fanáticos e permite-nos comer vegetais livres de químicos e químicas.
      Como diz a cantiga do Pedro Barroso, “aventura o teu corpo em desporto de enxada….”

      • Ricardo Almeida says:

        Parabéns, Se tem possibilidades de ter uma horta em casa é de certo um privilegiado. E não estou a ser irónico, muito pelo contrário.
        A destruição da agricultura portuguesa teve como consequência mais um êxodo rural das aldeias e vilas do interior para as grandes cidades do litoral. Em Lisboa ou no Porto, ter uma varanda decente já é um milagre, quanto mais um pedaço de terreno para plantar o que seja. As pessoas vivem ensardinhadas em blocos de apartamentos, muitas vezes sem sequer um jardim comum para passear à noite.
        Se o senhor consegue manter uma horta, só lhe posso dar os parabéns.
        Mas não é com hortas individuais que lá vamos. É uma prática saudável e recomendável sem dúvida, mas se queremos alimentar o país com comida de qualidade temos de pensar em larga escala. E é aí que o governo deve e tem de actuar. Há milhares de hectares de terreno cultivável em Portugal que não estão a ser usados porque ou o dono está a receber ou recebeu subsídios para não plantar, essa maravilhosa e produtiva medida dos bons tempos das “vacas gordas” do Cavaco, ou é mais um agricultor falido porque em vez de usar os subsídios do PAC para investir sabiamente, comprou apenas um T1 em Albufeira para as férias e Mercedes com os trocos.
        Posso hoje viver em cidades mas cresci no campo. Conheço bem o sabor de uma maça ou alface, que hoje se chamam “biológicas”, para diferenciar do lixo que se vende nos hipermercados hoje em dia. Tenho pena dos mais novos que se crescem a acreditar que é normal as laranjas terem sabor a lixívia porque são colhidas verdes e passam 2 meses ao serem importadas de França, como se Portugal não tivesse capacidade para cultivar laranjeiras.

  3. O autor confundiu desertificação com despovoamento.
    Desertificação refere-se aos solos, despovoamento refere-se a pessoas.

    • Bruno Santos says:

      Muito obrigado pela atenção na leitura do artigo e pelo comentário.
      Uma nota:
      “- Desertificação s.f.:…transformação de uma região em deserto…
      (…)
      – Deserto adj. …que não tem ou quase não tem habitantes…”

      Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

      • Parabéns Bruno!
        Conseguiu encontrar uma definição de deserto que se enquadra naquilo que tinha escrito.
        polidaddy.com que é isso?
        Essa definição de deserto apenas é usada na linguagem informal como hipérbole.
        Não é usada em nenhuma ciência, nem sequer em geografia humana.
        Eu informei. Agora o Bruno é que sabe se quer se o seu texto seja levado a sério.

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s