Quem não deve não teme


Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara de Gaia

Gaia, Dia do Município. Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues

A seguir a estas palavras, para as quais peço alguma paciência, está uma ligação para um texto escrito pelo Presidente da Câmara Municipal de Gaia e publicado ontem no seu perfil do Facebook. Julgo que quem se der ao trabalho de o ler e tiver ainda o sentido da decência, perceberá por que prefiro não o transcrever aqui.

Fui alertado durante o dia de ontem por várias pessoas ligadas ao Partido Socialista e à Câmara Municipal de Gaia para um texto publicado pelo Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues e cujo teor, de uma violência inusitada, se dirigia a mim.

Ao deparar-me com o texto, se assim se pode chamar, e após a demorada e atenta leitura das 1931 palavras que o compõem, em nenhuma delas encontrei o meu nome, Bruno Santos. Toda a gente do meio político e municipal percebeu que o texto se dirigia a mim, mas o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues foi capaz de montar um ataque pessoal e político do mais violento e ignominioso que tenho visto, sem ter tido a coragem mínima de dar nome ao alvo da sua fúria, sem ter escrito uma única vez o meu nome. 1931 palavras e nem uma única vez aparecem essas duas: Bruno Santos.

Se, como diz o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues, “quem não deve, não teme”, deveria saber também que os meus filhos, que Eduardo Vítor Rodrigues nomeia no seu texto, têm pai e chama-se Bruno Santos. E os meus filhos não precisam que o Professor Eduardo Vítor Rodrigues os “proteja”, como insinua no seu texto, dos ataques dissimulados e insultuosos que me faz. Eduardo Vítor Rodrigues deve aos meus filhos essa dignidade mínima, que é a de, no meio dos insultos e das mentiras que inventa sobre mim, escrever o meu nome pelo menos uma vez, não para que eles conheçam o pai, que conhecem como o seu próprio coração, mas para que saibam quem é na verdade o Presidente da Câmara da terra que escolheram para viver, quem é o homem que escreve o panegírico negro que insulta o seu nome mas o oculta.

E saiba o senhor Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues, que os meus filhos também têm Mãe, houve uma Mulher que os gerou dentro do corpo e da alma e os ama acima da vida, e que não é uma “servente” como o Senhor Professor a chama no seu texto, num gesto tão grotesco que é ele próprio inclassificável, mas muito claro, contudo, sobre o respeito que o senhor Professor dedica às pessoas, às mulheres e às mães, apesar das “políticas de género” de que tanto fala. Os meus filhos têm primos, tios, avós e antepassados que amam e respeitam. Convido, aliás, o Professor Eduardo Vítor Rodrigues, a visitar um dia a terra onde repousam eternamente essas almas antigas. Se for ao Auditório Municipal, verá à entrada uma placa de bronze onde está escrito o nome Santos. É o nome do meu Avô, foi dado ao Auditório pela Câmara Municipal num 25 de Abril de há 16 anos. Homem de cultura e combate político ao Estado Novo, o meu Avô viveu muito tempo na clandestinidade, foi apoiante de Humberto Delgado, foi preso dezenas de vezes pela PIDE. Morreu a lutar. Ainda hoje, em algumas madrugadas mais silenciosas, acho que é a voz dele que me visita: “Não tenhas medo!”, diz, “São tigres de papel”. Talvez seja por isso que o senhor Professor Eduardo Vítor Rodrigues me chama “psicopata” no seu texto. É verdade, eu oiço essas vozes da Liberdade e transmito-a. Sabe, Eduardo Vítor Rodrigues, a Família é coisa que nunca se abandona, nem antes, nem depois da morte. Nem se abandona o Nome que transporta que, se necessário for, será a sua última posse sobre a Terra. Assim, o mínimo que se lhe exige, senhor Professor, é que tenha a coragem a decência de dizer o meu nome. Bruno Santos.

Foram estes Princípios que me levaram, por diversas vezes, no exercício das funções de Adjunto do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara de Gaia, e ao contrário do que escreve, faltando à verdade, o senhor Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues, a manifestar, em privado como me competia por dever funcional e institucional, a minha discordância com várias orientações políticas colocadas em prática. E essa discordância não significa que me demita, que abandone o cargo que legitimamente exerço com eficácia e competência, a não ser que, como aconteceu, os desvios políticos sejam tão clamorosos que não me reste alternativa senão expressar publicamente o meu pensamento. É, aliás, sobre alguns desses desvios que tenho escrito, exercendo o meu direito à opinião e procurando dar o meu contributo, humilde, é certo, para a construção de um país melhor, mais democrático, com menos medo, menos chantagem, menos opressão, mais Liberdade. Nunca, em nenhuma circunstância, fui um “Yes Man”. A prová-lo está o singelo facto de eu estar aqui, nas estatísticas do desemprego, e o senhor Professor estar aí, junto com aqueles que, pensando o mesmo que eu pensei, não tiveram a coragem de o dizer. Eu disse-o e fui demitido. E não fui demitido pelos motivos hilariantes, se não fossem insultuosos, que o senhor Professor evoca, – e como eu compreendo que os evoque – mas porque o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues teve um gesto político totalmente incompreensível e inaceitável para o povo de Gaia, incluindo os Socialistas, ao atribuir a Medalha de Mérito Municipal a um dos principais responsáveis pela bancarrota da Câmara, o Dr. Marco António Costa, ex- Vice-Presidente da autarquia. Nada de pessoal me move contra o Dr. Marco António, mas medalhar com o Grau Ouro, no Dia do Município, um dos principais responsáveis pelas grandes dificuldades financeiras que Gaia atravessa, é uma contradição política insanável que o senhor Professor Eduardo Vítor Rodrigues ainda não explicou, nem ao PS, nem a Gaia, nem ao País. E aquilo que eu fiz foi, apenas, cumprir o meu dever e pagar o respectivo preço. Depois de um conjunto assinalável de opções políticas que marcavam um desvio evidente de rumo, desvio esse que representava uma negação dos Valores e dos Princípios que regem o PS e que foram sufragados em eleições, não tive alternativa senão exercer o meu dever de cidadão e como cidadão expressar a minha total discordância. Não sei a que tipo de “Yes Man” o senhor Professor está habituado, mas eu não sou, certamente, esse tipo. O senhor Professor demitiu-me por delito de opinião, por ter tido a coragem de escrever o que milhares de gaienses, entre eles os socialistas, pensam, e por não admitir que a sua estratégia política de colagem ao Dr. Marco António Costa fosse posta em causa. E eu fi-lo. E voltaria a fazê-lo.

Mas relembro ao Senhor Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues que fiz parte das listas de candidatos do Partido Socialista às eleições autárquicas de 2013 e trabalhei intensamente em prol da vitória do PS. Quer concebendo e desenhando praticamente todos os elementos gráficos e visuais da campanha eleitoral, quer escrevendo artigos de jornal, ou mesmo, será bom lembrá-lo, escrevendo o capítulo de encerramento do livro coordenado pelo senhor Professor, capítulo esse sob o título “Elogio da Esperança”, texto sobre o qual o actual Primeiro-Ministro, o Dr. António Costa se debruçou, em exclusivo, na apresentação que fez da obra em Setembro de 2013, no Corte Inglês de Gaia, em plena campanha eleitoral.

O senhor Professor não é dono da Democracia, nem é dono da consciência dos gaienses, não tendo por isso qualquer legitimidade para afirmar, como faz no seu texto, que “me nomeou” seu Adjunto, como se estivesse a fazer-me um favor pelo qual lhe deveria estar eternamente grato e cegamente obediente, fossem quais fossem as opções políticas que viesse a tomar. Não, senhor Professor! A Democracia não é isso. Em Democracia, por muito que isso lhe possa custar, ninguém é dono da voz de ninguém e muito menos da sua consciência. Em Democracia, se o senhor Presidente da Câmara de Gaia pretender medalhar um dos responsáveis pela dívida astronómica que tanto criticou, o senhor tem que se explicar a Gaia e ao País, e não pensar que pode escapar entre as pingas da chuva, sem que ninguém dê conta da enormidade política e ética que cometeu.

Reconheço, para finalizar, que não sei classificar o texto que o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues, docente de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e actual Presidente da Câmara de Gaia, escreveu no seu Facebook acerca de mim. Nem me posso aqui defender dele, tal é a magnitude da ignomínia e a maldade insidiosa que ele contém.

Não é possível saber como é que alguém capaz de escrever uma coisa destas pode ocupar cargos públicos de alta responsabilidade. Ou pode sequer ocupar cargos públicos numa qualquer Democracia.

Nem sei, confesso, como é que o Partido Socialista pode ter dirigentes nacionais, como é o caso, de cuja pena possa sair algo tão ignóbil e tão tenebroso.

Finalmente, há uma outra coisa que ainda não sei e que o Presidente da Câmara de Gaia continua sem querer explicar. Desculpe a insistência:

– Por que motivo atribuiu uma Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, ao Dr. Marco António Costa? Tenha a coragem de o explicar, pois, quem não deve, não teme.

 

Ligação para o texto de Eduardo Vítor Rodrigues:

https://www.facebook.com/evrodrigues/posts/10155256019079897

Comments

  1. Ana Moreno says:

    Para além da questão em si, o inadmissível é que um responsável político, representante dos cidadãos, ache que se pode dar ao luxo de se expor ao público como se estivesse no café na galhofa com os amigalhaços ou a tergiversar armado em humorista, espraiando um lixo que mostra bem o nível rasteiro em que se coloca enquanto serve os cidadãos, que é o que deveria estar a fazer. Mas como é possível um presidente da câmara fazer trabalho político a sério, descendo a este nível? Que tristeza.

  2. Afonso Valverde says:

    Puxa, já não há bom senso no uso das palavras. Que coisas justificam tal demanda? Sim o Sr. presidente deve explicar –
    e ainda não o fez porque condecorou o Sr. MAC

  3. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Eu não conheço os factos, mas impressiona-me com toda a sinceridade, o texto que li, vindo de um presidente da Câmara.

    É, de facto, um texto de nível baixo, onde o insulto é constante, de uma violência inaudita e indigno de um responsável autárquico que demonstra que, independentemente dos títulos que ostenta, acordou muitíssimo tarde no dia em que a educação foi distribuída.
    E, para cúmulo, é um texto que prima pela falta de objectividade, mais deixando transparecer um miserável lavar de roupa suja, atitude indigna de alguém que exerce cargos públicos e políticos com esta responsabilidade.
    Um texto marcado pelo insulto gratuito e baixo, que se inicia com a declaração da paternidade dos termos que usa, manifestamente por falta de coragem.
    Fica assim um trabalho do “aluno copião”, onde a originalidade nem à porta ficou.

    Mas o que mais me espanta são as opiniões dos seus seguidores, manifestamente pessoas que chamam a si a personalidade que o seu bem amado-chefe tanto critica.
    E que bem lhes fica…
    Todos juntos, demonstram o comportamento de uma qualquer claque, sem nível, sem educação.

    Simplesmente lamentável, embora a política esteja servida por gente deste calibre onde a postura de estado é um termo desconhecido.
    Quanto ao facebook, é de facto um local onde aparece filho de muita mãe.

    • Ana Moreno says:

      Tinha-me esquecido do nível dos seguidores, é como diz Ernesto. E o facebook é de evitar.
      Agora a pergunta é: será que o texto deste sr. presidente da câmara de Gaia pelo PS deveria ser enviado ao sr. primeiro ministro? Ele não disse algo a propósito do nível de expressão dos responsáveis políticos?

    • Agostinho Miguel says:

      O ” presidente da câmara”, a mim não me admira pois estão equiparados aos presidentes dos clubes do pontapé na bola: ( na sua grande maioria gente reles e ordinária, vulgar e sem préstimo ), agora o professor… sinceramente. Vinte anos de Mercado da Ribeira, e nunca vi ninguém chafurdar tanto no esterco.

    • tony silva says:

      Realmente um presidente de câmara que condecora um indº acusado de ter feito tantas vigarices nessa mesma câmara e ser acusado ,por um pp colega de partido PSD de corrupção diz tudo !!!PS a propósito quando é que o MP averigua esse ind ºe esclarece a opinião pública ‘??!!!

  4. Ricardo Almeida says:

    Um ataque público, ainda por cima numa rede social, é algo que vejo todos os dias entre miúdos de 12 anos. Certamente não por um dirigente nacional, seja de uma Junta de Freguesia no interior transmontano ou de uma das maiores cidades do Norte Português. Mais lamentável é a pessoa ser professor no ensino superior, e logo na Universidade do Porto, a qual considero bastante competente. Esperava uma atitude exemplar, algo que se espera de líderes, e não uma atitude digna de uma adolescente em plena crise existencial.
    Enfim, há lideres e “lideres”. Há que goste de fazer um bom trabalho e como tal rodeia-se de pessoas objectivas para que lhe forneçam críticas construtivas. E depois há os outros que acreditam ser um modelo de perfeição e não admitem nada que não elogios lambuzados. Já lidei com os dois e não vale a pena elaborar qual deles produz resultados positivos a longo prazo.
    Independentemente do que se tenha passado na Câmara de Gaia, uma medalha foi atribuída a uma das pessoas que personifica tudo o que de mal existe na política portuguesa hoje em dia. Podia até ter sido um fenómeno nos moldes do Santana Lopes. Apesar da sua desastrosa passagem pelo ministério, há quem diga que ele até fez um bom trabalho na Câmara da Figueira da Foz. Mas neste caso não consigo imaginar de que forma se pode embelezar a passagem destruidora do Marco na Câmara de Gaia ao ponto de ele ser elegível a uma medalha. A não ser que o Sr. Presidente resolva ser coerente e atribuía centenas de medalhas a cada um dos ex-autarcas para manter a proporcionalidade.

  5. José Peralta says:

    Caro Bruno Santos
    Não o conheço pessoalmente, mas tenho acompanhado a sua luta que considero justa e corajosa, contra a iniquidade e a indignidade desse tal eduardo vítor rodrigues ! E, para seu conhecimento, acabo de postar no FB do cavalheiro, este meu comentário, que copiei, prevendo que seja apagado de imediato !

    “Sr eduardo vítor rodrigues ! Li o seu texto e também o texto do Sr. Bruno Santos que o motivou ! Mas como não sou “culambista” e também gosto de chamar os bois pelo nomes, em face do extenso rol de “culambedores” da sua côrte, quero dizer-lhe, que me estou cagando para o seu grau académico e o seu posto autárquico. ! Eles, o grau e o posto são completamente avacalhados pela abjecção que é o seu texto, um texto que me parece auto-biográfico, dado o lambe-cú dourado que você parece ser, face ao marco antónio costa, de cuja “pesada herança”, após a sua posse,” se lacrimejou” em várias instâncias ditas “competentes” ! E se você chama a isso “dignidade” de que acusa outrém de não ter,então veja este exemplo de “dignidade” que vooê “dourou” com a medalha !”

    http://visao.sapo.pt/…/2016-03-16-Os-misterios-de-Gaia
    http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/como-cresceu-o-big-
    mac=f824432

    • José Peralta says:

      O link “Os mistérios de ´Gaia” saíu truncado espero que este esteja correcto : http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2016-03-16-Os-misterios-de-Gaia

    • José Peralta says:

      Um cavalheiro, resolveu fazer-me “umas perguntas” a que eu respondi :

      Jorge Miguel Pacheco : Não, não sou de Gaia ! Porquê ? E também não pertenço à horda de “lambe-cús” do sr. presidente ! Estarei “em pecado” ? Mas sei como salta a bola a nível político ! Por isso, me orgulho de ter apoiado a nova maioria parlamentar, sem a qual o PS nunca seria Governo ! E espero que, o mais depressa que seja possível, os coelhos, marcantónios “dourados”, rangéis, albuquerques, cratos, relvas, cristas e toda a tralha da coelheira pafiosa, que destruiu o País, seja despejada no caixote do lixo da nossa Democracia recente ! O sr, não gosta da ideia ? Mas não pactuo com a iniquidade e a indignidade de quem quer que seja (do PS, do PCP, do BE, dos Verdes) e, por maioria de razão, a utilização de uma rede social por um titular de um cargo por eleição democrática, nos termos abjectos em que foi feita, “lambe-cús”, “lambe-hemorroidal”, o extenso reportório e palavreado abjecto, etc. para estigmatizar outrem ! Quando me parece que foi “isso” que o sr. rodrigues fez ao “dourar” o escabroso marco ! E a “ameaça” de dirimir o assunto, o “ajuste de contas” com o visado, na “distrital”, onde “joga em casa ” e logo, previsívelmente acompanhado pelos “lambe-cús” de que se rodeia ? Eu não sou PS, mas penso que o caso devia subir aos órgão nacionais, onde também devia ser discutida a “razão” da “medalhazita” ! Vá ao AVENTAR, o blog que o presidente até considera respeitável, e veja em que conta O têm, os vários comentadores deste caso ! e passe bem, sr. pacheco !

  6. fleitao says:

    Louvo a sua coragem, a sua verticalidade, o seu aprumo e a clareza com que diz o que é preciso dizer a um lambe-botas do MarquinToino que levou a Câmara de Gaia à bancarrota (caso público e fartamente publicado). Para além do mais, o seu belo texto alerta para uma circunstância dramática: o vezo dos partidos nunca terem a coragem de afastar os militantes que não prestam, assim achincalhando a Democracia e pondo em cargos de responsabildade verdadeiros gandulos da “pulhítica”. Essa prática fez do PSD e do CDS verdadeiros bordéis – sim, bordéis, porque não são apenas as meninas de malinha a esvoaçar nas esquinas, a horas tardias, que recebem dinheiro por favores. Há marmanjos de gravata que fazem o mesmo. E até marmanjas que depois berram no parlamento. Ora, tendo sido António Costa muito bem educado, espera-se que o PS ponha cobro a estes abusos. O país precisa, como de pão para a boca, de referências dignas. Infelizmente, há muita erva daninha a mondar nas autarquias. E é preciso ter em conta que o regime, para ser forte, precisa de municípios fortes, inatacáveis. Fico sabendo que está injustiçado, e eu sei bem o que isso é, mas quero lembrar-lhe um ditado açoriano que, creio, vem mesmo a calhar: “cada porco tem o seu Natal”. Força, Bruno!

    • Agostinho Miguel says:

      “Meninas da malinha a esvoaçar” ou, concretamente: os valentes filhos de puta que vão subjugando este país por só lhes interessar engordar as suas contas bancárias, nem que seja de forma honesta? O tal professor doutor não cita ” chamar os bois pelos nomes ? “. Cumprimentos

  7. As palavras, tal como os actos, definem as pessoas. Eduardo Vítor Rodrigues revelou-se pela insinuação rasteira. Força, Bruno.

  8. Miguel Ferreira says:

    Impressionante;
    Como diria Mário Soares Todos nós temos Direito à Indignação, é assim que Encaro o texto do Presidente da CMG!
    Antes demais recordo que o sr. Bruno Santos foi adjunto/assessor do sr. Presidente da Câmara e que eu saiba durante os quase 3 anos que lá esteve não esboçou nenhuma crítica pelo menos em público.
    Lembro que este texto acima postado vem em sequência de vário outros publicados anteriormente aqui também neste blog e que tentam colocar a nú fragilidades e incoerências do atual Edil gaiense, mas pergunto porquê só agora!?
    Só agora é que se lembrou de criticar o Presidente de Câmara!?
    Senão fosse demitido teria feito na mesma essas críticas!?
    Quanto ao texto do Presidente da Câmara, é um texto de um homem como nós que se viu criticado por um dos que lhe foi próximo e que em nele confiou, podia não o ter feito e ter ignorado a crítica até porque tem níveis altíssimos de popularidade, mas certamente achou por bem fazer um texto onde se pode defender das várias críticas que lhe têm sido dirigidas.

    • Nascimento says:

      Ai o que eu me sinto ” frágil” e”incoerente” 😁….dass.
      Esta merda só vista!Dar”beijocas” ao marquinho e umas medalhitas na peitaça?Uma quê???Vai catar-te😁

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Acha que aquele texto é uma defesa?
      Não será antes um enxovalho público que lhe é permitido pela prepotência que demonstra em tudo o que pronuncia?
      Sabe qual a postura que é exigida a detentores de cargos públicos?
      No facebook?
      O que me parece é que as pessoas perderam por completo o tino e entrou-se no domínio do vale tudo. E estre até condecora aqueles de quem disse cobras e lagartos.
      Basta de caras de pau na política. Basta de gente sem coluna vertebral e prepotente. É preciso ser-se sério e seriedade nesta bagunçada, não se vislumbra.

    • Ana Moreno says:

      “Sabe qual a postura que é exigida a detentores de cargos públicos? No facebook?”
      E onde for. É só isto. se queria dar largas à criatividade sob o ponto de vista anal era escolher outra profissão.

    • José Peralta says:

      Miguel Ferreira

      Como já disse por mais de uma vez, não sou advogado de defesa de Bruno Santos, que não conheço ! Aliás nem sou advogado ! Mas desde o seu primeiro post, que tenho acompanhado todo este caso escabroso da “douragem” de um biltre, de seu nome marco antónio costa, que deixou a C. M. de Gaia de pantanas, de par com o inefável meneses (não sou eu que o digo…) e depois é medalhado por “serviços distintos” ! Já agora, se é que já não foi, o meneses também pode reivindicar ser…”dourado” !

      O texto do sr. rodrigues, acolitado por uma legião de “lambe-cús”, (o termo é dele !) porque ele bem sabe que os tem e, na circunstância, ia contar com eles, não é, em minha opinião, uma atitude de legítima defesa, mas antes uma manifestação irracional de poder, do quero posso e mando de Golias contra David ! Do valentaço que se sente apoiado, contra um cidadão que quer isolar e estigmatizar !

      Diz o sr. rodrigues em resposta a um comentador, que não “dá” medalhas, só as “entrega”, porque a decisão não é dele, é da Câmara em reunião de executivo !
      Confesso a minha ignorância nesses procedimentos, mas uma série de interrogações me assalta : O executivo camarário não é de maioria socialista ? Quem, nessa maioria, propôs e pôs à votação, “a douragem” do marco ? Foi aprovada por maioria, ou com o voto contra ou a abstenção do sr. rodrigues, que se viu “obrigado” a conferir a medalha “por razões institucionais” ? Não é costume haver actas das reuniões do executivo, para esclarecer estas ou outras dúvidas ! Então é todo o executivo socialista de Gaia que está “implicado” na “douragem!, o que implicou a denúncia de Bruno Santos, uma voz solitária, e o seu despedimento 15 dias depois ?

      É que, se assim foi, o “caso” afigura-se-me ainda mais grave e a merecer a atenção de António Costa e a investigação dos órgãos nacionais e disciplinares do PS, de que eu, desde já esclareço, não sou militante ! Mas o assunto, enquanto cidadão, também me diz respeito, porque :

      O governo PS, que nunca seria governo sem a coligação que o apoia, e para a qual eu também contribuí, é atacado por várias “5.as colunas” desde as da Europa, como as dos canalhas pafiosos, ressaibiados, vingativos e rancorosos !

      E como “pensar, é só pensar” (Millor Fernandes), também pode haver no interior do PS, e há-as, com certeza, certas “5.as colunas” com figurões bem conhecidos, que tentam minar as políticas do governo, porque preferiam uma coligação com o PSD !

      Será que em Gaia, subreptíciamente, sibilinamente, também há 5.as colunas de…”lambe-cús” ?

      Pense nisto, Miguel Ferreira !

  9. DePires says:

    Desculpem, é aqui que os socialistas lavam roupa suja? A quanto está o preço das pipocas e dos nachos?

  10. Miguel Ferreira says:

    José Peralta,

    Em primeiro lugar a Câmara não tem maioria absoluta do PS.
    Em segundo lugar não sei se é de Gaia, mas peço que vá um pouco atrás e lembre-se do que foi dito pela anterior Câmara acerca da gestão Socialista entre 1990/98.
    E mesmo assim ao contrário do que aconteceu agora a anterior maioria decidiu agracear o ex Presidente Socialista e atribuir a mesma medalha ao seu ex- Vice- Presidente.
    Na altura alguém se levantou contra tal incoerência!?
    Acho que não!
    Porque agora?
    Pense nisso caro José Peralta

  11. atento às cenas says:

    parabens pela coragem

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