O apogeu social do idiota

A idiotização radical das organizações humanas parece ser um processo irreversível, mas é esse processo que garante que os sistemas de poder mantenham a sua integridade e prossigam o desempenho da sua função, quer operativa, quer doutrinária, fundada exclusivamente em rituais de submissão e dependência.
É esse modelo teórico e funcional que é transmitido em rede, como uma irrigação vascular e fractal da idiotice, até aos pontos mais distantes e interiores da estrutura social.

Uma sociedade de cobardes e paralíticos morais, sem nervo crítico e analítico para distinguir o certo do errado, está num estado de desenvolvimento antropológico inferior ao tribal, ficando mesmo a dever ao homem primitivo a integridade e a coragem que este demonstrou ao enfrentar a vida e o mundo com um repertório filosófico e tecnológico infinitamente mais frágil.

Entre a barbárie da excisão genital ainda praticada por tribos de raiz sociológica e cultural pré-histórica e a lobotomização ética e moral do idiota contemporâneo, vai a distância da responsabilidade acrescida que a este cabe no desenvolvimento e progresso da sociedade humana.
Há, contudo, um lado positivo nisto tudo. E nós vamos descobri-lo à nossa custa.

Comments

  1. Anónimo says:

    Muito bom.

  2. JgMenos says:

    A começar por um Estado dirigido e que se drige a parasitas.

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