Comandos


É avisado compreender que, no mundo em que ainda vivemos, as Forças Armadas são um elemento estruturante da Soberania. Infelizmente é a verdade. Mudará um dia, quando o mundo for finalmente a ilha que Tomás Moro imaginou ou Camões entreviu no Mar do Amor.

O que não convém é reclamar a Soberania aos dias pares, quando se trata de atacar, e bem, o colonialismo político e financeiro alemão, e entregá-la aos dias ímpares, sugerindo a alienação do último instrumento de protecção da independência nacional e da integridade territorial.

Comments

  1. schwarzenegger_commando says:

    alienação do último…????

    os comandos não são o “último” coisa nenhuma. são um elemento relativamente pequeno dentro da dimensão do universo das FA em geral.

  2. fleitao says:

    Exactamente.

  3. anónimo says:

    No contexto político em que vamos vivendo, o estado anda às ordens do capital.
    Os políticos do arco da governação são meros lacaios, cuja missão é, corromper e sabotar o estado, endividar o estado, privatizar os bens e as funções do estado, e fazer o arresto dos bens e das contribuições dos cidadãos (que se destinavam a financiar o estado), e que são desviadas para pagar as dívidas e os monopólios do capital, tal como temos visto, na educação, na saúde, e em todas as actividades produtivas do estado.
    Nesta lógica, o exército é mais uma função do estado, para sabotar e para privatizar.
    A compra dos submarinos e do equipamento militar, é esclarecedor sobre os objectivos e a desonestidade do capital e dos seus lacaios.
    O exército que se recusa a ajudar o país a apagar os fogos, e o estado que paga milhões aos aviadores do exército para apagar os mesmos fogos, também é esclarecedor.
    O exército está a ser privatizado.
    Qualquer dia vamos contratar a Black Water para nos invadir, e nós cá estaremos para pagar.

    • É Põe-se o exército a treinar para apagar fogos. Manda-se vir também os desempregafos, o pesdoal do rsi e os presos para ajudar o exército e manda-se os bombeiros e a protecção civil treinar para a guerra, missões de paz e da NATO e ficamos todos muito porreirinhos que cada um faz aquilo para que não foi treinado, não se optimiza vocações, nem o profissionalismo, mas demos asinhas ao populismo demagogo.

      E já agora, já vi que é um especialista destes assuntos, que é que é isso dos aviadores do Exército?

      • anónimo says:

        Os aviadores da “força aérea” têm treinado todos os anos a apagar fogos, e parece que são muito bem pagos pelo estado.
        A “força aérea” já foi privatizada?

        • Tanto quanto foi amplamente noticiado, a força aérea não tem treinado o combate a incêndios estando há anos falhos de manutenção os kits adaptáveis que chegaram a usar. entre o seu parece e o que tem sido noticiado falha algo.

  4. ZE LOPES says:

    Ora bem: os Comandos como “último instrumento de protecção da independência nacional e da integridade territorial? Ah! Ah! Ah! Estamos fritos!
    Deixe-me fazer uma pergunta: o sr alguma vez pertenceu ao exército português? Ou mesmo a uma coisa parecida, tipo polícia, GNR, etc.? Se bem que eu não queira alcançar alguma espécie de “superioridade moral” eu fiz o serviço militar obrigatório em Infantaria, durante 16 meses, em 1981/82. Contactei com todo o tipo de militares, oficiais, sargentos e praças. Entre eles alguns que frequentaram o curso de Comandos.E outros que fizeram comissões em África e tiveram de os “aturar”.
    Parece-me que o que foi proposto pelo BE (chamemos os bois pelos nomes!) não foi a extinção das Forças Armadas. Foi a extinção dos Comandos que, aliás, já tinham sido extintos ateriormente e ninguém terá notado nenhuma alteração em termos de soberania e independência nacional. E foram extintos porquê?
    Adivinhou. Porque, sistematicamente aconteciam “acidentes” nas recrutas e cursos de especialidade. Note: em Portugal há três outras “tropas especiais” (Páraquedistas, Fuzileiros e “Rangers”). E não acontecem lá estes “acidentes”. E porquê?
    Não sei se adivinhou: é uma questão de cultura militarista, de autêntica seita militar (por isso a fusão com os Paraquedistas nuca funcionou muito bem). Um sargento (furriel miliciano), como eu, que tinha vindo “chumbado” do curso de Comandos disse-me que as chefias consideravam (não publicamente, como é óbvio) que “curso onde não existissem uma ou duas mortes, não era um verdadeiro curso de Comandos”! Ele próprio tinha assistido a uma, “completamente inexplicável”, no final de um exercício de bala real, quando já se realizavam operações de segurança das armas. “Inexplicavelmente” um recruta deu um tiro no indivíduo que estava a seu lado. Sim, era inexplicável, porque nem deveria existir uma bala na câmara da G3. E mais, porque a arma deveria estar na vertical. Porque acontecem estes “acidentes”? Porque se leva a exaustão dos instruendos ao limite, por força de instrutores que não passam de sádicos sem controle (a não ser quando acontecem mortes, como agora). Quero aqui relembrar que o Provedor de Justiça de então pediu contas aos comandantes do Regimento de Comandos, que se escudaram no então ministro da defesa Fernando Nogueira para não responderem!
    vou ficar por aqui, para não ser fastidioso. Mas posso contar muito mais!
    Só mais um pequena observação: não sei se sabe mas, segundo os estrategas da NATO, as forças de intervenção do Exército não têm como missão, sequer, a defesa do território português. A título de exemplo, quando existia aida a URSS a chamada “Brigada da Nato” tinha uma área de intervenção reservada…no Norte de Itália! Agora não sei muito bem, porque as prioridades se alteraram. Mas, pode ter a certeza: se os espanhóis resolvessem invadir Portugal, o exército português não resistiria mais de 5 dias. Foi feita uma simulação não há muito tempo. Valha-nos Nossa Senhora que os Comandos…pelos vistos não precisam de inimigos…

    • A área de intervenção no Norte da Itália tinha como função suster o avanço das tropas jugoslavas sobre a Itália. Em caso de conflito armado entre a URSS e a Europa, era sabido, que em pouco tempo a força de carros de combate russas chegariam às praias do Mar do Norte. Como deve saber, e sabia Napoleão, de Moscovo à Holanda é a planície europeia. Portugal seria, então, o único ponto seguro para o desembarque das tropas da Nato para o contra-ataque por isso era de vital importância para a NATO, tal como o Norte de Itália. Saiba-se que a democracia está em guerra. É para combater essa guerra e defender a democracia que precisamos de tropas de elite. Nas fronteiras da Europa que são hoje as fronteiras de Portugal. A Espanha invadir Portugal em 5 dias? Olhe que não, olhe que não!

      • ZE LOPES says:

        Não? Que otimista!
        De qualquer modo, o que eu vi na tv foi uma instrução de “técnicas de combate” em que uns Comandos faziam não sei bem de quê com uns lençóis na cabeça e eram empurrados pelos outros, os que faziam de “soldados”…
        Talvez devessem vestir uns comandos de sevilhanas para dar mais realismo no caso de uma guerra ibérica…
        E já agora: ouvi um senhor na tv justificar a instrução dada aos comandos referindo que seria uma antecipação do que viveriam na guerra porque, cito de cor, depois seria inútil. Tá bem! Se vão para o Afeganistão, onde estão uns bons graus negativos, põem-se a andar nus na Serra da Estrela para se habituarem. Se morrerem ,não faz mal porque nunca se aguentariam no território de operações! E que tal balear alguns instruendos só para que sentissem melhor a realidade da frente de combate? Ou mandar umas granaditas lá para o meio…coisa que já aconteceu, de resto!

        • Em caso de guerra ibérica há que distinguir duas coisas. A vontade de quem quer invadir e a vontade quem se quer defender. Acredito que nem uma nem outra sejam grandes vontades a ter em conta. Quanto ao treino com sevilhanas, olhe. Gostei da ideia!

        • José Peralta says:

          ZÉ LOPES

          Concordo com os seus comentários porque intuo, pelos argumentos e considerações que apresenta, que você sabe do que fala !
          E não é despicienda a sua opinião sobre instrutores que não passam de sádicos sem controle !
          Há gente dessa em todos os ramos das Forças Armadas, praticantes de autêntico “bulling” a coberto de uma inexplicável impunidade ! E então, na recruta de mulheres, chega a haver autêntica bestialidade, a que algumas não resistem, mas têm medo de denunciar.

          Agora, neste caso das mortes dos instruendos-comandos, e do internamento por exaustão e desidratação de mais seis, “por um golpe de calor”, já avançam como causa, a hipótese de alguns tomarem algum tipo de anfetaminas, para superarem o esforço e serem aprovados, o que teria despoletado o súbito colapso !

          Não sei se será já uma desculpa de “alguém” para se eximir a responsabilidades, mas isso é mais um aspecto que devia ser investigado por quem de direito, e independente da hierarquia militar ! Porque a verdade e a responsabilidade, devem ser apuradas até às últimas consequências !

      • ZE LOPES says:

        Ou seja: é melhor que morram uns quantos na instrução para evitar que, algum dia, sejam mortos por um qualquer inimigo…

    • Bruno Santos says:

      CRP
      Defesa Nacional
      Artigo 273.º (Defesa nacional)
      1. É obrigação do Estado assegurar a defesa nacional.
      2. A defesa nacional tem por objectivos garantir, no respeito da ordem constitucional, das instituições democráticas e das convenções internacionais, a independência nacional, a integridade do território e a liberdade e a segurança das populações contra qualquer agressão ou ameaça externas.

      e seguintes.
      Cumprimentos

      • ZE LOPES says:

        Ou seja: a defesa nacional são os Comandos e os Comandos são a defesa nacional. Não há defesa nacional sem Comandos, ponto. Os outros tipos que andam por aí de fardas verdes e semelhantes não passam de empecilhos, que até podem atrapalhar os Comandos. Poderiam até, com vantagem, ser substituídos por modelos de cartão. Ou então, iam todos para os Comandos.

  5. anónimo says:

    Se não fosse a Nossa Senhora de Fátima, não sei que seria deste país. Foi a melhor obra do Salazar.

  6. Afonso Valverde says:

    O texto do postal, do meu ponto de vista é muito oportuno.
    Não tenho informações que me permitam sequer ter uma ideia sobre alguns dos fatores que levaram à morte os dois instruendos dos Comandos.
    Muito do que tenho lido e ouvido (TV) é uma autêntica intoxicação informativa que não escalrece-se mesmo ténuamente o que se terá passado.
    Mas fico espantado com a proposta de extinção dos Comandos a partir destas duas mortes.
    Mortes de pessoas é sempre um mal em si. Mas temos de ponderar que são militares e a sua condição implica risco.
    Uma das questões a ponderar e como já se aflorou nos comentários é se o risco intrudizido na formação foi exagerado e logo desnecessário.
    A questão da extinção dos Comandos não deve ser apontada neste turbilhão ruídoso alegadamente informativo.
    As nossas FA são a mais importante garantia da nossa soberania.Fui militar “especial” e participei em exercícios com os espanhóis quando eles entraram para a NATO.
    Podem ter melhorado, mas estavam uns furos abaixo de nós taticamente e em termos de qualidade de material. Hoje estarão melhores.
    Em cenário: Tomam conta do nosso território em 5 dias? Admito que isso seja possível.
    No passado já avançaram no nosso teritório sem que nós tenhamos oferecido resistência até às cercanias de Lisboa.
    Contudo, temos militares, população, equipamentos e aliados para reagir e manter a nossa independência que não está sempre garantida.
    Contudo não vejo a necessidade da Espanha no quadro das alianças atuais de invadir Portugal.
    De facto o nosso território é importante também apra terceiros para a partida daqui lançar um contra-ofensiva quando a planicie europeia é tomada.
    Os ingleses sempre nos “ajudaram” porque somos a “porta dos fundos”, aberta para o continente sempre que sejam cercados.
    A questão da neutralidade na 2:ª guerra mundial é uma verdadeira obra de diplomacia porque pela primeira vez não servimos de porta de acesso territorial ao restante continente tomado pelos nazis.
    Os ingleses ajudaram-nos a rechaçar franceses e espanhóis porque se não ofizessem estes estariam Às portas d eLondres nos dias seguintes controlando o mar e o território.
    Por isso a nossa posição geo-estratégica é uma mais valia e um, por vezes. ponto fraco.
    A soberania sobre um teritório não é um dado adquirido, deve ser vigiada.
    Por isso precisamos de FA bem preparadas e atuantes.
    Custa escrever isto mas por morrerem dois instruendos não se põem em causa um corpo especial do exército:Comandos.
    Agora, se houver coisas a corrigir devem ser corrigidas doa a que doer.

    • Nascimento says:

      Tomam conta? Mas então a Zara e o Corte In. está onde?E o Santinhoder onde?😆 E se quisessem até invadiam com o tinto de la Rioja😋….olá…

    • ZE LOPES says:

      Desculpe, sr. António Valverde. Não vou rebater todas as suas opiniões sobre estratégia militar, porque não tenho tempo..

      Mas há uma coisa, mais uma vez, que tenho de justificar: os tais 5 dias que o exército português resistiria ao espanhol. Em primeiro lugar: eu não inventei isto! Um artigo do, penso eu mas não tenho a certeza, jornal “Expresso” de há uns larrgos anos atrás, aludia a um exercício sob a forma de “jogo de guerra” que apontava para esse epitáfio. Cujo resultado foi mantido “secreto”…

      Bom. É claro que invadir um país não é o mesmo que ocupá-lo! E temos a invasão do Iraque para o demonstrar…lembro-me dos que diziam (Durão Barroso, por exemplo…) que existia um enorme mercado à disposição das nossas empresas de construção para reconstruir o Iraque…

      Não sei se sabe mas, dizem, a invasão do nosso país foi equacionada ainda no tempo de Franco. É certo, digo eu, que não seria uma verdadeira invasão, mas apenas uma “ajudinha” ao General do “monócolo” & friends. Digo eu!

      Segundo fontes próximas, o então ditador espanhol , que alguns confundiram com um militar, Franco, terá dito (não sei como, porque o tipo estava mesmo muito mal em termos de saúde): “os portugueses, nem se governam, nem se deixam governar…”É uma frase monumental. Só tem um problema: mais de 2000 e tal divíduos que se achavam militares devem ter dito a mesma coisa,desde o tempo dos romanos…

      Franco era um ditador, mas não era, completamente, burro. E lá está: nessa altura Portugal tinha centenas de milhar de indivíduos treinados no manuseamento de armas, não só porque existia Serviço Militar Obrigatório (como em Espanha…), mas porque existiam centenas de milhar de veteranos da guerra colonial! Por isso, uma guerrilha anti-espanhola seria devastadora! Foi por isso que não avançou a tal invasão.

      Ah! E lembrem-se do que seria a solidadriedade com Portugal em Espanha. Toda a esquerda espanhola. Os catalães! Os galegos! Os Bascos, por exemplo…

      Os Comandos? Onde estavam?

      • Afonso Valverde says:

        Senhor zé Lopes,
        Não refutei a “tese, cenário” da resistência aos espanhóis durar, apenas, 5 dias.
        Disse que a admitia. Mas, há sempre um mas em qualquer probabilidade, encontraríamos forma de lhes fazermos uma oposição militar e preservar a nossa Nação. Olhe, como refere a opção da guerrilha que já impregnamos desde Viriato.
        Quanto a Franco e a invasão de Portugal há indícios de que isso foi equacionado e Salazar sempre desconfiou de Franco apesar de o ter ajudado na guerra civil.
        A nossa História é uma vivência contínua de sobrevivência de um pequeno pais com poucos recursos e vizinhos mais fortes.
        Não sou comando mas respeito e acho que são uma força especial necessária.
        Claro as mortes são sempre uma factor de dor para os familiares e polémica para o resto da sociedade.

      • Afonso Valverde says:

        E a Espanha é um Estado, não é uma Nação.
        parre da recuperação da nossa independência está relacionada com o nacionalismo catalão e a sua revolta.

  7. anónimo says:

    Seja qual for a posição geo estratégica de Portugal e a sua vulnerabilidade, seja qual for a arma das forças armadas, seja qual for o risco dos exercícios, na verdade, deixar morrer recrutas, voluntários, porque as chefias não tiveram em conta as condições atmosféricas extremas, nem as deficientes condições físicas dos recrutas, e exigiram um esforço mortal para os recrutas, não é acidente.
    É incompetência dolosa e imperdoável.
    Será necessário acabar com os comandos?
    Isso depende de até que ponto chega a loucura.

  8. fleitao says:

    Xico, se fosse obra do Afonso Costa, que era de avental e triângulo, não fazia milagres nem merecia crédito. Vamos lá pôr essa cabeça a funcionar.

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