VOS*


A participação do ex-Primeiro-Ministro de Portugal na apresentação de um livro que, alegadamente, descreve detalhes da vida privada de outros políticos, não é surpreendente. É triste e degradante, mas não é surpreendente.

Não foi há muito tempo que um experiente deputado à Assembleia da República, por quem tenho muita estima pessoal, me dizia que “a Política mudou muito”. É verdade, mas essa mudança não é um exclusivo da política. Toda a sociedade mudou muito nos últimos anos e, nessa mudança, houve coisas muito importantes que se perderam. Este ex-Primeiro-Ministro é apenas um dos exemplos mais eloquentes dessa perda.

O nosso dever é recuperar o que estiver ao nosso alcance. Regressar ao fundo de Portugal, da alma colectiva que sobrar, e operar o verdadeiro Resgate. Que para uns seja o do nosso sentido histórico e para outros o do nosso destino transcendente.
Mas que seja nosso!

* Vis, Otium, Scientia

Comments

  1. Afonso Valverde says:

    Muito bem.
    Parabéns pela clareza da ideia e do sentido do que é importante neste país.

  2. José Peralta says:

    Já tenho lido em comentários de jornais e na blogosfera, a falácia desbragada dos costumeiros apoiantes do aldrabão-mór coelho, (para eles o “deus” coelho, e para mim e para uma multidão cada vez maior de Portugueses o ADEUS coelho, o morto-vivo político…) de que a besta “é amiga do seu amigo” e não volta com a palavra atrás ! Ela própria, a besta, diz na TV, que acedeu a apresentar aquelas folhas de papel higiénico sujo, sem antes as ter lido, mas (vejam se conseguem ler sem se rirem…) mas..”NÃO É SEU COSTUME VOLTAR COM A PALAVRA ATRÁS !!!!!!)

    Claro que os Portugueses, sabem bem o “valor” da palavra, da dignidade e da honra do biltre idiota, magistralmente recordada por Ricardo Ferreira Pinto do AVENTAR e que se tornou viral, num “pot-pourri” reproduzido milhares de vezes, “confirmando” que o mentiroso volta sempre ao local do crime…

    Agora, já que ele se expôs a este ridículo, já começa a saga blogosférica, a especular com huimor, que o saraiva lhe telefonou “ameaçando-o” de “contar “coisas” a seu respeito, se não aceitasse o “convite”…

    Especulação abusiva, quero acreditar…

    E…a propósito, cá vai pela enésima vez : https://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec

  3. doorstep says:

    Haverá que descobrir a forma de tornar acessíveis e apetecíveis à cidadania os conceitos de “sentido histórico” e “destino transcendente”.

  4. Bruno Santos says:

    É na escola. Desde cedo.

  5. ZE LOPES says:

    Parece que o senhor Passos vai apresentar um livro que versa, entre outras coisas, sobre a vida sexual de… várias pessoas que não sabemos quem são. Eu estava à espera que uma delas fosse ele (o capítulo poder-se-ia intitular “A vida sexual do Coelho”, mas o título poderia suscitar confusões…). Ou o arquitecto, já que a vida sexual dos arquitectos já foi um dos grandes temas da vida política deste país.

    Bom, temos de aceitar que, pelo menos, o investidor que promoveu o lançamento deste livro já contribuiu para a economia nacional. Mas, é certo, não teremos ganho grande competitividade, já que não estou à espera que seja traduzido para línguas esquisitas, tais como o Inglês.

    O que faz que apenas contribua para o Consumo Privado, o que é negativo para a economia nacional, já que é um mau modelo de crescimento.

    Para o qual Pedro Passos está a contribuír, o que não admira desde o tempo em que promoveu as “Doce” que foi um grupo que não vendeu, que eu saiba, um disco fora do país!

    É por coisas destas que a economia nacional, está uma lástima!

  6. fleitao says:

    O acto do José António Saraiva é tão ordinário e reles como reles e ordinário foi o pai dele, António José Saraiva, ter propalado nas comunidades de emigrantes que o escritor José Rentes de Carvalho era da Pide, apenas e só para lhe ficar com o lugar na Univ. de Amesterdão. Ou tão baixo como o tio ter
    dito na RTP, onde era regiamente pago por nós, que o cônsul Aristides Sousa Mendes era um crápula e que o Salazar tinha feito muito bem em pô-lo fora da carreira diplomática. A única diferença entre o badalhoco de agora e os seus antepassados é que eles sabiam escrever. Que Passos Coelho se preste a este papel, é natural por não passar dum badameco, burro como um tamanco, sem cultura nem mundo.

  7. Rui Naldinho says:

    A devassa da vida alheia

    José António Saraiva resolveu escrever um livro acerca das supostas confidências que teve como jornalista com diversos políticos. Sendo algo que roça o mau gosto, porque revela conversas privadas, as quais nunca se tornariam públicas por autorização dos visados, mostra as suas fragilidades comportamentais. Nalguns casos fala por interpostas pessoas que já não estão neste mundo dos vivos para avalizarem ou denunciarem o que ali estiver escrito. Reproduz conversas tidas em privado com pessoas que pela sua avançada idade não estarão em condições psíquicas de o contrariar, ou até defender-se, caso a revelação os ponha em cheque.
    Passos Coelho vai estar presente na apresentação do livro. Sabe que o livro é polémico e ficará sempre associado ao que de mau gosto o livro trouxer, da intriga menor á mexeriquice sórdida, porque muitas das coisas que ali estão escritas serão logo desmentidas pelos próprios visados. Outras não podendo ser desmentidas de viva voz, serão objeto de repulsa de amigos e familiares, por exemplo, pelos pais e filhos de alguns dos visados.
    Mas porque vai o líder do PSD á apresentação do livro? Será que vai pelas qualidades de José António Saraiva como jornalista? Ou como diretor de um jornal que tem uma circulação media de vendas: 19 605 exemplares?
    Não, com toda certeza! E ele sabe isso.
    Passos Coelho vai estar presente, apenas por gratidão pelos serviços prestados ao partido por JASaraiva. O jornalista foi sempre uma espécie de representante laranja na comunicação social, defendendo as políticas e os líderes do PSD, mesmo quando foram menos felizes, tal como o fez Fernando Lima.
    José António Saraiva, cujas qualidades como arquiteto não parecem ter sido o seu forte, dedicou-se ao jornalismo. Até aí tudo bem. Sendo filho de um intelectual e opositor ao regime da ditadura, António José Saraiva, e, sobrinho de José Hermano Saraiva, personagem do regime, direi que JASaraiva teve uma boa escola, independentemente das opções políticas de cada um deles. Um filho de famílias com um elevado nível cultural, intelectual e cívico, tem á partida todas as condições para brilhar na Academia, seja em que Arte for, caso tenha apetência para a tarefa.
    Só que José António Saraiva sempre foi um personagem medíocre. Nunca conseguiu conviver bem com grandeza intelectual dos seus antepassados. Há uma barreira psicológica que o limita no tempo e no espaço onde se insere. Como jornalista sempre debitou um conjunto de banalidades que mais parecem a de um arregimentado do PSD ou dos interesses angolanos em Portugal.
    Se aquilo que tem para apresentar no fim da sua vida de jornalista é um livro destes, então ficamos esclarecidos de vez.
    JASaraiva é mesmo um personagem com poucos escrúpulos. Ou, pior ainda, está com uma depressão pós traumática, por nunca ter chegado aos calcanhares de quem o pôs neste mundo.

  8. O verdadeiro carimbo da comunicação social dos últimos anos como exemplo,com algumas honrosas excepções !!!

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