Pandora e a Escola Pública


A Caixa de Pandora

A Caixa de Pandora

 

A solução política para o governo de Portugal resultante das últimas eleições legislativas, expressa nos acordos firmados entre o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Partido Ecologista “Os Verdes” e o Bloco de Esquerda, referida hoje como sendo uma “Geringonça”, tem como património cívico e político a história da intervenção social dessas organizações e os princípios ideológicos nos quais assenta essa intervenção. Todos subjectivamente comungam valores e posições doutrinárias significativamente conciliáveis, muitas sobre questões políticas e sociais da maior relevância, como a pobreza, a exclusão e a justiça social, temas hoje prementes na sociedade portuguesa, que apresenta uma realidade concreta muito preocupante nesse contexto.

No caso particular do Partido Socialista, parece mostrar-se, no presente, a oportunidade de afirmar a matriz de ideais emergentes da chamada Ética Republicana e da sua Declaração de Princípios, suportes fundamentais na resposta aos dramáticos problemas que afectam as pessoas, as pessoas verdadeiras, de carne e osso, e não meramente os números em que elas aparecem transformadas nas folhas de estatística, num processo involutivo de desumanização do exercício administrativo do poder público que urge estancar e inverter.

O PS deve veicular uma mensagem de esperança e de credibilidade, assente na confiança mútua e na afectividade humana entre cidadãos empenhados na justiça e na harmonia das relações sociais, no primado da pessoa humana como valor fundamental da tradição progressista de que é herdeiro, num diálogo aberto e permanente com outros actores sociais e políticos que partilham essa herança e que pensam e agem no sentido do fortalecimento da Democracia e da sua expressão completa na Liberdade, na Justiça e na Solidariedade.

Deve o actual governo estabelecer por isso como prioridade a inauguração de um novo paradigma de acção política, dirigida às necessidades e aos interesses legítimos dos cidadãos e ao Serviço Público, centrando a estratégia governativa do país na valorização do seu Património Humano. Esta prioridade dada às pessoas e, em sentido amplo, a todos os seres vivos, assente nos valores da Ética, no legado histórico e filosófico do Partido Socialista e no primado da dignidade da pessoa humana estabelecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, constitui-se como opção indeclinável e essencial num país que apresenta dramáticos cenários ao nível do desemprego e da pobreza, uma economia deixada em estado inoperante e desagregado, uma população envelhecida, entregue à solidão e à necessidade material, uma vulnerabilidade social sem precedentes na nossa história recente, que coloca milhares de famílias e cidadãos expostos à carência e à regressão social.

Esta situação requer uma acção enérgica, esclarecida e credível que permita devolver a Esperança à população e estabelecer os alicerces de uma nação solidária que, através de um fortíssimo investimento anímico, humano e material no sistema Educativo, coloque à disposição de todos, sem excepção nem discriminação, os instrumentos essenciais à obtenção do conhecimento necessário à sua mais completa realização pessoal, ao desenvolvimento psicossocial, à participação cívica e democrática, ao progresso individual e comunitário, enfim, ao cumprimento dos requisitos basilares de um desígnio civilizacional humanista, comprometido com o progresso humano, no estrito respeito por todos os demais seres vivos e pela Natureza que a todos abriga e alimenta.

Esse sistema educativo deverá ser um polo aglutinador das energias sociais e dinamizar as transformações que é necessário operar na geometria das políticas públicas em que assentam a identidade, a coesão social e a sustentabilidade, de que se destacam a habitação, o emprego, o ambiente, o equilíbrio demográfico, a coesão territorial, a cultura e a arte, a saúde e os tempos livres. É fundamental, por isso, que numa lógica de transdisciplinaridade e interdependência, o nosso sistema de ensino estabeleça um forte compromisso com um ideal de Bem Comum e se muna dos instrumentos necessários, tangíveis e intangíveis, a uma verdadeira democratização do Conhecimento, a uma eficaz transmissão, desde o ensino pré-escolar, central no processo regenerativo do Sistema de Educação, dos valores da fraternidade universal, da justiça, da liberdade, da criatividade, da ética e da responsabilidade, valores esses concorrentes no ponto que se designa por Progresso e que tão bem Pico della Mirandola (1463-1494) descreveu:

Pelo teu poder poderás degenerar e tomar as mais baixas formas de vida, que são animais. Pelo teu poder poderás, graças ao discernimento da tua alma, renascer nas formas mais elevadas, que são divinas”.

Teremos assim que acreditar que o PS, com o apoio das forças políticas progressistas que suportam o seu governo, será intransigente na defesa da Escola Pública, enquanto pilar fundamental de um edifício social justo e inclusivo e motor de uma verdadeira instrução para a cidadania, identificando em cada criança que recorre ao ensino pré-escolar, independentemente da sua origem social, económica, ou de qualquer outra espécie, a semente preciosa da Esperança, a promessa da perenidade do nosso espírito colectivo e a mais alta responsabilidade que nos cabe enquanto cidadãos da República e cultivadores do seu futuro.

Nenhuma estratégia educativa conhecerá verdadeiro sucesso, contudo, se não compreender e integrar todos os sujeitos do Conhecimento e da Experiência, fazendo-os comungar uma lógica de partilha e complementaridade, valorizando a comunicação inter-geracional como garante de uma verdadeira instrução para vida. É nesse sentido necessária uma reavaliação total das políticas até aqui seguidas no âmbito da Terceira Idade, que passe não só pela reestruturação e reforço da Rede Social Pública de apoio aos mais desprotegidos, mas, fundamentalmente, pela reabilitação e revalorização do seu inestimável contributo enquanto Cidadãos Maiores, fiéis depositários do Saber intemporal indispensável à instrução das gerações mais novas, como testemunhas vivas do Tempo cuja compreensão se afigura fundamental à assimilação de uma identidade colectiva quase milenar e à projecção dessa identidade no futuro.

Esta redescoberta da Terceira Idade pode e deve integrar-se numa reorganização do Sistema Educativo, designadamente do ensino Pré-Escolar, com resultados de eficácia simbólica e operativa já provados noutros países, designadamente através da sua participação activa num plano pedagógico orientado para o Valor e para a Identidade, para o respeito pela Natureza e pelos seres vivos que connosco a partilham, para uma formação cívica baseada na cooperação e na solidariedade entre gerações e não no individualismo selvagem e competitivo, filiado à lógica funesta da Lei de Talião, que tem exaurido os recursos anímicos das sociedades contemporâneas.

Importa, ademais, sublinhar a decisiva importância da Memória na construção e preservação da Identidade, esteja essa Memória plasmada no património humano, edificado ou natural, na Arte, na Cultura, nas Tradições, ou simplesmente no Valor intrínseco da vivência humana, da sua experiência irrepetível, transmitida entre gerações como testemunho da Realização e seiva insubstituível do corpo espiritual português.

O Sistema de Ensino de Portugal deverá ser, assim, um projecto de amplitude transversal e multidisciplinar que terá como principal matéria prima a criatividade humana, participada e participativa, e a sua inteligência geradora de novas soluções e novas perguntas, pois são elas, as novas perguntas, que conferem a capacidade de crescimento e evolução. Ou como afirmou João Amós Coménio (1592-1670) na Didáctica Magna: “Que todos se formem com uma instrução não aparente, mas verdadeira, não superficial mas sólida; ou seja, que o homem, enquanto animal racional, se habitue a deixar-se guiar, não pela razão dos outros, mas pela sua, e não apenas a ler nos livros e a entender, ou ainda a reter e a recitar de cor as opiniões dos outros, mas a penetrar por si mesmo até ao âmago das próprias coisas e a tirar delas conhecimentos genuínos e utilidade.”

O Sistema de Ensino terá que reconhecer na Arte e na Cultura a mais elevada expressão do Espírito, e na Ciência o seu companheiro leal e inseparável no caminho progressivo da sociedade rumo a uma maior Harmonia entre todos os seus participantes. Este projecto cívico e político deverá honrar a memória de grandes vultos portugueses da Arte, e da Cultura, e procurará apoiar uma nova dinâmica no ensino artístico, elevando a sua dignidade ao estatuto que lhe é próprio e adequado em sociedades que buscam o aperfeiçoamento da experiência humana.

Uma especial atenção deverá ser também dedicada aos Tempos Livres de toda a população, mas especialmente das nossas crianças e jovens, num esforço de articulação entre as políticas educativas, o planeamento urbanístico e a acção social, no sentido da revitalização do espaço público, designadamente da Rua e do Bairro, que deverão ver recuperados o seu papel catalizador da comunicação humana e da actividade lúdica e cultural, devolvendo-lhe a energia que outrora fez deles uma verdadeira Escola de Vida e de Liberdade e uma extensão natural e colectiva do espaço de recolhimento e privacidade constituído na Casa. É necessário, por isso, recuperar os espaços públicos e ao ar livre e destiná-los prioritariamente à prática de actividades lúdicas, ao contacto directo com o corpo da cidade e da Natureza, ao processo vital de compensação e complementaridade energética entre os seres.

É, neste domínio, essencial a transdisciplinaridade das políticas educativas, convocando para a sua concepção e operacionalização, além do centenário e polivalente corpo cívico e associativo do país, as estruturas governativas encarregues de levar à prática as políticas ambientais e de desenvolvimento agrícola. Essas políticas deverão ter como objectivo o regresso da Natureza ao espaço público, com a proeminência e estatuto que merece e dos quais a Cidade necessita, pois sem a presença da Vida no seu seio continuará o processo degenerativo que a tem levado à perda de identidade, à desumanização e ao abandono, por muitos turistas que circunstancialmente invadam o coração de algumas cidades. Evoco, assim, novamente Coménio, para sublinhar a premência deste regresso da Natureza à Cidade e à Escola: “… é evidente que a ordem, que desejamos seja a regra universal perfeita na arte de tudo ensinar e de tudo aprender, não deve ser procurada e não pode ser encontrada senão na escola da Natureza.”

Neste aspecto particular, a introdução de Árvores de Fruto na paisagem urbana pode potenciar a recuperação de uma certa memória dos processos vitais de que depende a Homeostase do planeta, da qual a Humanidade participa, assim como revitalizar a raiz ontológica da qual nascem os comportamentos humanos ambiental e biologicamente sustentáveis. A Árvore de Fruto constitui um exemplo particularmente feliz dos ciclos vitais da Natureza, de morte e renascimento, e a sua presença na Cidade pode conferir a esta uma reforçada ligação a esses ciclos e servir também de Escola Viva, que veicule uma pedagogia da interdependência biológica, da fraternidade entre todos os seres vivos e de uma nova gramática da Cooperação, que substitua e anule os efeitos perversos da competição desenfreada e ecologicamente insustentável que tem minado as nossas sociedades.

Assim, uma nova cultura do Ensino e da Aprendizagem saberá, certamente,  estar atenta a projectos educativos que se constituam como alternativa real à estrutura tantas vezes rígida, ortopédica e castradora em que se transformou, em certa medida, o sistema de ensino tradicional, valorizando os bons exemplos já operantes, designadamente o exemplar projecto educativo da Escola da Ponte, em Vila das Aves, ou um modelo de grande repercussão internacional como as Escolas Waldorf, introduzidas por Rudolf Steiner em 1919. Estes modelos pedagógicos baseiam-se no respeito consciente pelas características individuais de cada Ser e pela possibilidade de, através de uma verdadeira instrução para a Vida, neles potenciar o melhor da sua inteligência emocional e operativa, constituindo-os futuros senhores de si próprios, donos do seu próprio pensamento e instrumentos humanos da fraternidade universal.

A defesa da Escola Pública insere-se num contexto mais vasto de protecção e reforço do Estado Social enquanto estrutura orgânica, multipolar e dinâmica cujo fim é garantir que nenhum dos nossos semelhantes é deixado para trás na espiral da Evolução, qualquer que seja a sua origem social, a sua capacidade económica, a sua orientação política, a sua raça, nacionalidade ou crença. O Estado Social é a materialização sobre a Cidade do princípio da Fraternidade, princípio esse que estabelece, em primeiro lugar, a natureza interdependente da vida, o direito à sua dignidade, o direito à preservação da saúde, à evolução espiritual e intelectual, à instrução, ao trabalho, à valorização pessoal, enfim, a todos os factores que separam a civilização da barbárie e conferem sentido a uma existência comum, à partilha de valores e ao primado da justiça sobre a discricionariedade.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Belo artigo. Parabéns ao seu autor.

  2. Bruno Santos, de novo o felicito porque merece, obrigada pela partilha da excelência do seu saber e inteligência, continue assim ! eu vou divulgar, porque é preciso !
    Saudações cordiais.

  3. Rui Naldinho says:

    Meu caro Bruno Santos
    Li a seu artigo sobre a caixa de “Pandora e a Escola Pública”. Achei-o excelente e com profundo sentido de cidadania.
    Em resposta ao seu artigo, que mais uma vez agradeço, apenas lhe quero transmitir isto:

    Quis o destino de Portugal, que os portugueses tivessem uma Geringonça assente num “acordo” de princípio, no qual, quatro forças políticas de esquerda aceitavam um conjunto de medidas mínimas para repor de novo o equilíbrio social desfeito pelo governo mais conservador e liberal que tivemos desde o 25 de abril. Desde esse magnífico dia de primavera, estávamos em 1974, que nos trouxe a democracia, a esquerda sempre se digladiou por questões ideológicas e de sectarismo. Talvez mesmo por questões de protagonismo entre seus membros, por ex: as candidaturas presidenciais de Salgado Zenha, Maria de Lurdes Pintassilgo e Mário Soares ao mesmo tempo, disputando o mesmo eleitorado, em contraponto com a direita que apoiava Freitas do Amaral, demonstram bem as fragilidades da esquerda. Uma esquerda que foi deixando á direita a capacidade gerir ela própria as conflitualidades daí emergentes, conseguindo com isso estar no poder várias vezes, do qual uma década ininterrupta. Um PCP radicalizado num estalinismo caduco e sem capacidade de se libertar das amarras da velha doutrina soviética, uma UDP que se limitava a apregoar um processo subversivo de tomada do poder pelas classes trabalhadoras, e um PS que foi metendo o socialismo na gaveta, umas vezes, e acenando com um antifascismo bacoco quando lhe interessava chegar ao poder. Não foi por acaso que PS acordou com o CDS, e posteriormente com o PSD, dois governos de coligação. Comunistas e trostikistas da UDP sempre se recusaram a entrar no jogo político com o PS, condicionando assim a sua ação, evitando a deriva dos socialistas para a chamada terceira via de Guterres e Sócrates, cujos resultados estão á vista em Portugal e na Europa.
    Diz a adágio popular que “a necessidade aguça o engenho”. De facto, isso também serve para a política, ainda que admita não tivesse sido essa a intenção do seu autor.
    E foi essa necessidade de por cobro ao constante empobrecimento do país e á destruição do estado social, que a Geringonça apareceu no horizonte deste mar que nos entra Tejo a dentro.
    Eu que não sou crente, acredito nessa “dádiva divina” de colocar essa esquerda desunida numa espécie de Arca do Noé, perante o dilúvio de incertezas e misérias que foram os anos de Passos Coelho e Paulo Portas, procurando que nenhum deles de lá saísse sem que se entendessem pelo menos em coisas tão básicas como: a reposição de alguma igualdade entre as várias classes sociais e profissionais, o apoio aos mais pobres, fossem velhos ou crianças, e, acima de tudo, que se promovesse um conjunto de reformas nas mentalidades desta gente.
    Já vão aparecendo alguns sinais que me deixam ansiosamente expectante. Exemplos como o fim abusivo dos contratos de associação escolar com os estabelecimentos de ensino privado, a abertura dos canais públicos como a RTP 3 e a RTP memória, a todos os cidadãos que não tenham sinal por cabo, o fim dos contratos de fidelização com as operadoras de telecomunicações e outros agentes económicos, a sobretaxa do IMI para património imobiliário acima de um milhão euros, a reposição da contratação coletiva nos contratos de trabalho, entre muitas mudanças que se tornam urgentes realizar.
    A geringonça não está em condições de dar aos portugueses grandes novidades sobre melhorias significativas no seu nível de vida, fruto da austeridade que nos é imposta pela UE, e pela falta de crescimento económico que tarda em chegar. Mas se fizer um trabalho politico assente em medidas legislativas que mudem velhos códigos de conduta de alguma classe política, comportamentos pouco sérios de alguma atividade económica, alguns maus hábitos dos portugueses em geral, em suma, alterando mentalidades, talvez a Historia deste governo fique nos livros que os nossos netos irão ler nos bancos da escola daqui por muitos anos.
    Esta é uma oportunidade, quem sabe irreptivel nas próximas décadas, para sairmos da nossa confrangedora mediocridade, do salve-se quem puder.
    É por isso que eu subscrevo sem reservas essa análise tão bem escrita de “Pandora e a escola pública”

  4. Rui Naldinho says:

    Peço desde já desculpa por alguns erros de acentuação e/ou ortográficos, mas isto de escrever em IPAD deixa sequelas.

  5. Velho Corvo says:

    fui bloqueado no facebook

  6. Felizmente que ainda temos pessoas de lucidez e visão bem esclarecida sobre a realidade desta sociedade em que vivemos !!!

  7. JgMenos says:

    Ao falar de Escola Pública imaginaria que o tema central fosse a Educação.
    A palavra aparece uma única vez para dar importância ao pré-escolar.
    Notavelmente, ou talvez por isso mesmo «família» é palavra ausente no longo texto; será talvez uma ‘estrutura tantas vezes rígida, ortopédica e castradora’ para a qual se requer uma ‘ alternativa real’ que leve entre outros benefícios ‘à redescoberta da Terceira Idade’.

    Em todo o caso, o texto é uma obra-prima do linguajar politicamente correcto, com uma patine de clássicos!

    • Bruno Santos says:

      Obrigado por ter lido.

    • Rui Naldinho says:

      Na realidade, o seu nickname “JgMenos” foi muito bem escolhido. Será alguma frustração?
      O que você aqui escreve é “Menos” que nada. Uma indisfarçável ausência de sentido critico.
      Lendo bem os seus comentários, não contrapõe uma ideia, não rebate um argumento, nem sugere algo de concreto, limitando-se a amarfanhar um conjunto de palavras sem sentido, e completamente descontextualizadas.
      Enxergue-se homem! Não seja ridículo!

      • JgMenos says:

        Naldinho, fiquei arrasado ao sabê-lo descontente com a minha escrita!
        Fiquei todavia muito preocupado por o Naldinho não ter conseguido discernir uma ideia no que escrevi acerca deste post.
        Vou por isso explicar-lhe devagarinho, coisa que o Bruno Santos não mereceria que lhe fosse dirigido.
        Uma sociedade que mantém para os adultos toda uma cultura de irresponsabilidade e falta de civismo, ridiculamente procura, invocando mantras pseudo científicos, criar na escola pública cidadãos modelos.
        E por isso não se fala na família, como também não se fala em professores, que como adultos abrangidos pela cobarde cultura de nada exigir aos eleitores, se espera venham a render-se aos modelos sustentados por generosos orçamentos disponíveis desde os berçários.
        Tudo muito científico, abrilesco e estúpido.

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