Máquinas Moleculares

O Prémio Nobel da Química de 2016 foi atribuído ontem a três cientistas que têm desenvolvido o seu trabalho de investigação em torno daquilo que se pode chamar, simplificando, “máquinas moleculares”.

A tecnologia desenvolvida à escala microscópica, que toma o nome de Nanotecnologia, tem nos dias de hoje aplicações muito variadas, mas existem duas áreas em particular sobre as quais é necessária muita atenção: a Biotecnologia e a Indústria Alimentar.

A alimentação processada e manipulada ao nível microscópico, através, designadamente, da introdução nos alimentos destas “máquinas moleculares”, transforma o acto singelo de comer num gesto absolutamente determinante, não só na vida do indivíduo mas, necessariamente, na evolução das sociedades em que esse indivíduo se integra.

Ninguém é obrigado a achar que por estar a ingerir “máquinas moleculares” escondidas nos alimentos processados, que são hoje a maioria, está a ser alvo de uma violação inaceitável. Mas a verdade é que é legítima a preocupação relativamente ao modo como a Ciência Jurídica, nomeadamente os seus ramos que se dedicam à Ética da Vida e aos direitos dos cidadãos, vem acompanhando os saltos tecnológicos de outras Ciências, como a Química ou a Física, principalmente quando esses saltos parecem muitas vezes reverter em favor de um modelo da Vida e da sua Ética nem sempre condizentes com desígnios humanistas e salutares.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    Poderia talvez dar uns exemplos de como a nanotecnologia é utilizada na indústria alimentar…

  2. Luís Lavoura says:

    É preciso estarmos conscientes de que há coisas que autores suspeitam estar relacionadas com causas muito longínquas.
    Por exemplo, o aumento de peso. Há excelentes razões para suspeitar que ele não se deva somente, nem sequer principalmente, ao clássico binómio quantidade de comida ingerida versus exercício físico. A obesidade pode dever-se a outros fatores, por exemplo a manipulação da comida que é ingerida.

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