Donald Trump e a memória da Democracia


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A 21 de Novembro de 2013 dava-se início à Euromaidan, uma onda de manifestações “populares” na Praça da Independência da cidade ucraniana de Kiev. Os manifestantes exigiam mais “integração europeia”, assim como a resignação do Presidente Viktor Yanukóvich, eleito em Fevereiro de 2010.

A 18 de Fevereiro de 2014 dá-se a chamada Revolução Ucraniana, um conjunto de acontecimentos provocados por milhares de manifestantes pacíficos – alguns deles snipers – fortemente armados e com impecável organização militar, apoiados pela União Europeia e pelos Estados Unidos, cujo propósito era depor o Presidente eleito, fazer entrar no país o FMI, o Banco Mundial e o BCE, e conquistar território estratégico sob a influência política, económica e militar russa.

Nesse mesmo mês, o Presidente Viktor Yanukóvich foi obrigado a fugir do país onde quatro meses mais tarde tomaria posse como Chefe de Estado Petro Peroshenko, um oligarca ucraniano conhecido por Rei do Chocolate, com direito a constar na lista de bilionários da Forbes e um dos dez homens mais ricos da Ucrânia.

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Na altura, toda a comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, festejou o golpe de estado que levou o Rei do Chocolate ao poder, classificando-o como um clamor de liberdade e de democracia vindo de um povo oprimido pela negra sombra soviética. Números oficiais falam de 130 pessoas mortas na Revolução Ucraniana.

À beira disto, Donald Trump é um Mandela branco.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Podíamos ir ao caso da Turquia, ao acordo sobre os refugiados, à inventona de um golpe de estado falhado, da repressão de jornalistas, professores universitários, polícias, perpetuando a dinastia Erdigan no poder.
    Poderíamos falar do húngaro Viktor Ürbain, e de muitos mais…
    A hipocrisia da UE nestas matérias já faz escola.

  2. 5 mil milhões o investimento da CIA e parceiros ingleses e franceses na revolta ” pacífica” dos snipers ucranianos.
    Se não fosse a Merkl saltar tão depressa tinha sido um desastre para a UE. estas “ajudas” dos criminosos dos Five Eyes.

  3. Gervásio Passos e Albuquerque says:

    O que é ainda mais perturbante é o facto de Donald Trump não perceber absolutamente nada de política internacional, devia mas era consultar e receber sábios conselhos de figuras como o grande Henry Kissinger! O Trump prefere colaborar com o tresloucado tirano soviético Vladimir Putin na sua criminosa intervenção na Síria a favor do ditador Bashar al Assad, um homem que gaseou o seu próprio povo em 2013 tal como o Saddam Hussein arrancou os bébés das incubadoras na Maternidade do Kowait em 2001, em vez de apoiar os autênticos FREEDOM FIGHTERS que querem derrubar o Bashar al Assad e a sua tirania!

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