As pessoas são muito sensíveis, mas nem sempre e depende.


Na sequência de um conjunto de queixas efectuadas por cidadãos, entre os quais se encontram as deputadas Isabel Moreira e Edite Estrela, e o deputado Tiago Barbosa Ribeiro, a Ordem dos Psicólogos emitiu hoje um comunicado criticando violentamente as declarações da Dra. Maria José Vilaça, Psicóloga, que terá afirmado, numa entrevista, que “ter um filho homossexual é como ter um filho toxicodependente”. A Dra. Maria José Vilaça já terá vindo tentar esclarecer essas declarações, afirmando que elas estarão a ser analisadas fora do seu contexto original.

Mais afirma a direcção da Ordem dos Psicólogos que as declarações proferidas pela Dra. Maria Vilaça são de “extrema gravidade” e que, portanto, irá participar os factos em causa ao Conselho Jurisdicional da respectiva Ordem.

Curiosamente, tanto o comunicado da Ordem dos Psicólogos, como as queixas atribuídas aos três deputados mencionados e que foi possível consultar nas redes sociais, são totalmente omissos quanto às declarações públicas da Dra. Joana Amaral Dias, efectuadas hoje, na qualidade de Psicóloga, no canal de televisão CMTV (link não disponível). A Dra. Joana Amaral Dias referiu-se a um cidadão português, de nome Pedro Dias, detido preventivamente na sequência de acontecimentos largamente relatados nos orgãos de comunicação social nas últimas semanas, como “um sociopata”, referindo-se à pessoa em causa, que tem família, filhos e amigos, como se fosse um assassino perigoso e insensível, sem qualquer capacidade para sentir culpa ou remorso. Não obstante, nenhuma sentença transitada em julgado condenou o Sr. Pedro Dias por qualquer dos crimes de que a Dra. Joana Amaral Dias o acusa e na base dos quais, sem nunca com ele ter sequer falado, estabeleceu um diagnóstico clínico e público.

 

Comments

  1. Konigvs says:

    Uma coisa é o Correio da Manhã fazer capa com um gaijo qualquer a dizer “Monstro”, pessoa que como qualquer outra tem direito ao seu bom nome e à presunção de inocência. (mas curiosamente quando é o Duarte Lima acusado de homicídio para ficar com uns trocos do império Feteira, nunca dizem “monstro”)

    Outra coisa bem diferente é um psi, seja ele qual for, achar, na sua qualidade de (suposto) especialista, afirmar que alguém tem traços de personalidade com psicopatias. E isso não é um insulto, é uma análise de personalidade. E o que não falta para aí, e nem é preciso ser psi, para saber que anda para aí muito psicopata. Então na política é um fartote.

    Ainda assim, como suponho que a Joana não seja amiga desse tal Pedro, nem o ouviu no divã, deveria usar as palavrinhas “presumível picopata”.

    Quanto à Maria quer dizer… fora do contexto? Já parece o outro Pedro, quando veio chamar os outros de “piegas”.

  2. Nightwish says:

    Não falou, mas deu entrevista pública que pode chegar e sobrar (não a vi, não sei).

  3. Desculpem lá mas parece que aterrei num post da Helena Matos.
    Chamar sociopata a um fulano que a frio prega tiros á queima roupa na cabeça de outras pessoas parece-me tecnicamente acertado.
    É verdade que um cidadão só é considerado culpado depois de um tribunal assim o decidir mas que eu saiba a Joana Amaral Dias não é jurista.
    Já a outra senhora que acha que ter um filho homossexual é semelhante a ter um filho toxicodependente, tem todo o direito de dizer o que lhe venha á cabeça. Mas apresentando-se ou sendo apresentada como psicóloga perde essa liberdade, já que passa ter autoridade técnica e responsabilidades pelo que diz no âmbito da psicologia.

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