Mesquita Machado e Marco António Costa: duas medalhas, dois destinos


conjunto

Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga e destacado militante do PSD, produziu críticas muito duras ao anterior executivo da autarquia e ao seu ex-Presidente em particular, o socialista Mesquita Machado. Agora recusa atribuir-lhe a Medalha Municipal “Grau Honra”, sugerida pelos vereadores do PS em reunião do Executivo.

Pode discordar-se da posição de Ricardo Rio, mas não se lhe pode negar coerência política. O Presidente da Câmara de Braga, tem, como é óbvio, o poder de decidir quem condecora ou deixa de condecorar, e dadas as críticas que dirigiu ao seu antecessor, é natural que se recuse agora a atribuir-lhe uma Medalha, sendo coerente com as posições antes assumidas.

Já o presidente da Câmara de Gaia, o dirigente nacional socialista Eduardo Vítor Rodrigues, depois de ter criticado duramente a gestão do seu antecessor e de ter usado a dívida da Câmara e a sua situação de pré-falência como armas políticas, decidiu atribuir a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, ao Dr. Marco António Costa, ex-vice-presidente da autarquia e precisamente o responsável pela área financeira. Além disso, convém não esquecer, o Dr. Marco António o foi um destacado membro do anterior governo PSD/CDS, responsável pela maior destruição social vista e sentida no país, desde que há memória. A medalha que lhe foi entregue pelo presidente da Câmara de Gaia, premeia não só a situação financeira em que deixou a autarquia, mas o papel fundamental que desempenhou nos tristes e negros anos do governo de direita.

A somar a este erro político clamoroso e ainda por explicar devidamente, Eduardo Vítor Rodrigues vai-se desdobrando em justificações confrangedoras, atribuindo agora a um vereador do PSD (!) a responsabilidade pela bizarra condecoração, vereador esse que, segundo afirma o próprio presidente da Câmara de Gaia, lhe terá enviado um email (!) a sugerir o nome do ex-secretário de Estado do governo PSD/CDS. (In)coerências.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Palavras para quê!
    São tudo artistas portugueses que usam o verbo em função das suas agendas.

  2. Não…não são COERENCIAS, SÃO, em PORTUGUES escorreito, ou curto e grosso, compadrios, ou quiçá , conveniências estratégicas ou mesmo, poder-se-á pensar em transparente lavandaria. Livres pensadores põem-se a imaginar livremente.

    • Ana Moreno says:

      Será qualquer coisa, tanto faz, o que é pena é que este figurões não se lembrem que estão nestes postos para servir e prestar contas transparentes dos seus actos aos cidadãos. E pelos vistos é tudo normal, medalhinhas para as esquerda e para a direita e a coisa vai deslizando lá dentro e, cá fora, ninguém se dá ao trabalho de exigir responsabilização. Portugal no seu melhor.

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