O verdadeiro poder

Aqui reside o verdadeiro poder. É este o castelo do Rei.

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Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    E aqui estou eu com a mesmo comentário do costume.
    Chamem-lhe lenga lenga, mas dela, não arredo pé.
    Nos dias de hoje o dito “Mercado” define o que tem ou não aceitação.
    O Mercado é constituído por aquela franja de pessoas que, de acordo com a sua educação e cultura fazem uma escolha e dão vida a essa escolha.
    Ninguém gosta de perder dinheiro e portanto se estas revistas têm saída é porque há gente com a educação e cultura “qb” para as comprar. Tão simples como isto, num país como este, regulado pelo Mercado.
    Assim sendo, pouco me importa a “Maria” ou o “Francisco”. E a nenhum de nós deveria importar. E explico porquê.
    Estes “pasquinzitos” teriam os dias contados se a população que os compra soubesse fazer uma distinção entre o que é ler artigos de qualidade e formativos, do que é intoxicação e aproveitamento de sentimentos primários.
    Mas não tem, por que a qualidade desta gente é semelhante à qualidade do que procuram para se instruir ou distrair.
    “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. Da mesma forma , “diz-me o que lês, dir-te-ei quem és”.
    Mas afinal não é esta mesma gente que dá quatro maiorias a Cavaco e diz dele o que Maomé não diz da Bíblia?
    Este povo não é o mesmo que depois de “esmifrado ” durante quatro anos, dá uma maioria a Passos Coelho?
    E não haveria de gostar da “Maria”?
    Não ataquem a “Maria” que é um produto do Mercado e que um Mercado instruído já lhe teria puxado ao autoclismo.
    Olhem para o Mercado e concluam.

    • Bruno Santos says:

      Talvez não dê como totalmente perdido o tempo que dispensar à observação muito atenta da capa desta revista. É, realmente, um objecto com muito interesse.


      • A mais vendida em Portugal? – há décadas!

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Para além dos desejos de Natal – que agradeço e retribuo e das receitas de cozinha não vislumbro nenhuma Torre ou muralha que faça da revista um castelo.
        Com toda a sinceridade.

  2. Rui Naldinho says:

    Quando eu era puto via as operárias fabris, e não só; havia muito plebeu cusca; à quarta feira comprarem a Revista “Crônica Feminina”, entretanto extinta. Era propriedade da Agência Portuguesa de Revistas. Nem sequer existia a revista a que Bruno Santos se refere. Vendo bem, eu subscrevo o título que lhe deu.
    Anos depois apareceu esta “Maria” através de Jacques Rodrigues do grupo IMPALA. Veio fazer concorrência à primeira, muito menos voyeur e sexista do que a “Maria”. O fim da “Crónica Feminina” estava traçado. Não tardou a entrar em agonia, até ao dia da sua morte.
    A seguir apareceu a “Nova Gente” do mesmo grupo. O título diz tudo. Para pessoas de “espírito aberto”.
    Não sei qual a razão, mas isto faz-me lembrar a história do Correio da Manhã que veio da nada, e cresceu ao ponto de se tornar o diário mais vendido em Portugal. Os outros antigos diários, fossem eles vespertinos ou matutinos, que entretanto desapareceram, tinham muito mais qualidade.
    Hoje, entra-se no metro ou num autocarro e lá vai alguém com o “Correio” debaixo do braço. Quem anda de transportes públicos deve ser gente fina e “abastada”.
    O reality show, o voyeurismo, o trailer do crime que se anúncia nas primeiras páginas vendem bem mais que uma boa notícia.
    Aliás, a novela Sócrates, no jornal o que acabei referir, tal como noutros diários e semanários tem sido o Rendimento Mínimo Garantido desta imprensa. Todos os dias temos um episódio novo, mesmo que depois de lido, se note que aquilo é repetido, é pior ainda, já saiba a ranço.
    Nesta espelunca o lixo sempre se deu bem. Depois não querem ter políticos de “merda”!

  3. Rui Naldinho says:

    Deve ler-se “…e pior ainda, …”

  4. Rui Naldinho says:

  5. Os ingleses têm soluções de pasquins há já muito (pelo menos desde quando eu era estudante na Inglaterra) para o povo que não consegue, e que nem deve ler frases muito compridas porque isso pode “dar de cabeça” e pode ser incompreensível para a parte pensante do cérebro,

    O primeiro jornal que adquiri era o extinto “News of the World”, pensando para mim próprio que trazia noticias do mundo. Ainda não era suficientemente sofisticado para dar uma olhaddela nos títulos Quais notícias? Eram sim histórias sobre relações extra-conjugais, foto de uma mulher na página 3, etc. etc. quie o povinho “lumpen proletariat” lía.

    • Bruno Santos says:

      Compreendo. Mas mesmo esse tipo de (in)formação pode ser trabalhada num ou noutro sentido. No sentido de suscitar os baixos sentimentos ou, pelo contrário, os elevados. Pois estamos a falar de evangelização laica, ou seja, Psicologia das Massas – no caso da Psicologia Analítica, Inconsciente Colectivo.

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