Em defesa da democracia

Na sua forma actual de partido, o PS foi fundado em 1973, através da transformação da Acção Socialista Portuguesa, que havia sido criada em 1964. Nasceu e cresceu na luta contra o fascismo e pela instauração da democracia. A sua história identifica-se com a resistência à ditadura e a construção de uma democracia pluralista e socialmente avançada. Para o PS, a liberdade foi sempre o elemento essencial do combate por uma sociedade mais solidária, justa e fraterna, mais igualitária e coesa; e o pluralismo das ideias e das opiniões foi sempre a marca característica, não só do seu funcionamento e da sua acção como partido, como também do projecto que concebe para a organização política e social de Portugal e da União Europeia.

in Declaração de Princípios do Partido Socialista

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As constantes ameaças com processos judiciais tem sido a forma escolhida por alguns políticos para procurar silenciar, pela intimidação e pelo medo, as opiniões críticas de cidadãos incómodos. Isto acontece diariamente no nosso país, com particular ênfase nas autarquias, onde são os recursos públicos a custear esta litigância persecutória e opressiva, totalmente incompatível com o Estado de Direito, uma vez que não visa geralmente mais do que instalar o medo na sociedade civil e tentar aniquilar política e pessoalmente os cidadãos discordantes.

Esta maneira de fazer política representa uma total falta de respeito pelos princípios basilares da Democracia e do Pluralismo, além do que constitui uma tentativa inaceitável de instrumentalização do poder judicial com vista à perseguição de adversários políticos e ao silenciamento da crítica e da opinião livre.

Isto é uma vergonha no regime democrático que acabou com a PIDE, com a censura e com a perseguição cívica e pessoal aos que ousaram fazer frente à tirania. Além disso, é inaceitável que as direcções partidárias e os diferentes órgãos fiscalizadores da acção destes poderes, designadamente as Assembleias Municipais, não ponham termo a este fascismo encapotado que compromete a dignidade das instituições e corrompe o regime democrático.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    O caráter do ser humano não muda só pelo facto de estarmos a viver num regime democrático.
    Há pessoas que independentemente das suas convicções políticas, sempre se deram mal com a liberdade dos outros, fosse em casa, na escola, na empresa, no clube ou na vida política.
    Estão convencidos de que a purga é a forma mais eficaz de afastar quem deles discorda. “Sabem que a limitação da liberdade de imprensa ajuda a manter o seu território sereno, afastando-o do caos.”
    Citando a jornalista Ana Sá Lopes:
    “A ideia de que “somos todos Charlie” sempre foi uma falácia. A alegada esquerda que nunca na vida foi Charlie”

    Aliás, aconselho a leitura do artigo em causa, que não tendo rigorosamente nada a ver com este assunto, que envolve o autor deste texto, retrata o mesmo perfil psicológico daqueles que se acham no direito de limitar a liberdade de quem deles discorda.

    http://ionline.sapo.pt/artigo/539171/-a-alegada-esquerda-que-nunca-na-vida-foi-charlie?seccao=Opiniao_i

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