May Day

img_5057

Retiram-se voos aos aeroportos de Porto e Faro para os concentrar em Lisboa. Estoura-se artificialmente a capacidade do aeroporto da capital, para depois vir afirmar que é preciso fazer um novo.

Este assunto deveria ser mais debatido, para ninguém ficar a pensar que estamos de regresso à corrupção do cimento.

Comments

  1. Que país de caca says:

    Só uma pergunta:
    Não há já várias companhias low-cost a pedir lugares de estacionamento no Aeroporto de Lisboa e a resposta foi:
    – Não há espaço para mais estacionamentos.
    Assim sendo como se vai fazer?
    Parece que com a barragem do Alqueva foi uma telenovela similar.

  2. Luis says:

    Desde que seja transparente, isto cria emprego e mexe com economia.

    Especialmente emprego a nível da construção civil, onde lemos e vemos jovens engenheiros a ganhar 500 euros mês, a contrato, incluindo subsídio de alimentação. Muitos sem viatura, telemóvel ou portátil.

    Ou seja, pagam para trabalhar; se quiserem, sempre podem ir para a África profunda ou Arábias……

    • Que país de caca says:

      O que acaba de escrever não serve para nada.
      O meu filho tteve de trabalhar no estrangeiro, ainda está vivo e tem uns cêntimos no bolso que dá para jantar fora…
      Tenha um Bom Natal.

      • Luís Pedro Costa Marques says:

        Ainda bem que o seu filho está bem e de saúde.

        Por curiosidade, o seu filho trabalha em quê?

        Se for em hotéis, restaurantes e afins, o que eu escrevi não fará muito sentido, realmente.

    • doorstep says:

      Ah, pois… De facto o lado grave da coisa é não lhes “darem” nem viatura, nem telemóvel, nem – pasme-se! – portátil!!!

      • Luís says:

        Não deve conhecer nenhum jovem engenheiro de 23 anos à procura do 1º emprego. Sem dinheiro, como pode ter carro, portáteis eficientes para programas exigentes ou telemóvel de acordo com funções mais exigentes. Alguns ainda vão adiantando portagens para fora de LX- Porto, etc.

        Agora, se for um operador de supermercado, por exemplo, estes instrumentos não fazem realmente sentido.

        Mas…..queremos ou não uma renovação de sangue novo, já que os mais velhos já fizeram a sua missão?

        • Nightwish says:

          Não o percebo. Se é um instrumento ou uma deslocação de trabalho é o empregador que tem que pagar.

          De resto, nesta altura qualquer pretexto para incentivar a economia serve, nem que seja um aeroporto mal planeado.

          • Luis says:

            Certo. Tem de pagar.

            O problema é quando estes jovens não sabem ainda reinvindicar aquilo a que têm direito na hora certa. E têm de avançar com a logística do seu próprio bolso (do bolso familiar).
            Até que chegam à conclusão que têm mesmo de chamar a atenção para este facto e então , normalmente as coisas lá são resolvidas “aos soluços”, se as coisas não azedarem.
            Isto deve-se à desorganização de empresas; noutros casos , poderá dever-se ao facto de termos muitos patrões e muito poucos empresários.
            São casos de que tenho conhecimento.

            A este propósito, lembrei-me do espaço que está a ser construído frente à praia de Carcavelos. Um polo privado de ensino universitário e de investigação, essencialmente para estudantes estrangeiros. Quer-me parecer que, depois de acabarem os seus cursos, estes alunos sairão do país se as condições de trabalho forem /continuarem a ser as que explicitei.

          • Luis says:

            “O desafio proposto pela Nova SBE consistiu na projeção de uma escola de economia e gestão que funcionasse como um íman para atrair o melhor talento do mundo, contribuindo para o objetivo de colocar a faculdade no top 10 dos rankings na Europa.

            O novo campus deverá oferecer um espaço moderno e atrativo para professores e alunos, maximizando, simultaneamente, o extraordinário potencial do terreno de 10 hectares, localizado junto ao forte de São Julião da Barra que a Câmara Municipal de Cascais gentilmente disponibilizou.”

    • doorstep says:

      “… projeção de uma escola de economia e gestão que funcionasse como um íman para atrair o melhor talento do mundo,”

      RELVAS para Magnifico Reitor, JÁ! E a MARIA SWAP para responsável pedagógica. JÁ – mas mesmo JÁ!

      E que não se esqueçam do zandinga da Sic nem do Dr. Medina – pode ser que algum incauto (=melhor talento) os adopte e lhes arranje paróquia distante para continuarem a pregar (no sentido de pregar a seca nos telespectadores).

      A produção de talentos da Nova (suponho que se trate de mais uma iniciativa desse antro) está à vista na super-bosta em que o País se afoga. Daí a minha total adesão ao projecto – uma vez feita com tanto sucesso aqui, é tempo de exportarem, sobretudo se os “talentos” abrirem os cordões à bolsa para virem aprender como se faz… bosta.

      Caveat: comentários isentos de qualquer ânimo injurioso, excepto para os expressamente citados.

  3. parreira says:

    A verdade é esta. O que está em causa é um negócio ruinoso para nós, para os nossos filhos e netos. A pedra de toque é esta: Estado através do governo de Passos Coelho, vendeu 95 por cento do capital da ANA empresa que dava lucro, ao grupo francês Vinci pelo valor de 3.080 milhões de euros, representando o maior processo de privatização realizado em Portugal. A operação contou com o contributo de José Luís Arnaut, ‘managing partner’ da CM. Alegadamente alguém arranjou um truque contabilístico que permitisse disfarçar o monumental buraco orçamental, que os ministros Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira cavaram ativamente com a recessão económica ao longo do ano, inventaram um contrato de concessão das estruturas aeroportuárias para vender à ANA – empresa que detém as estruturas – concessão essa que foi adquirida pela Vinci . Ou seja, a ANA compra a concessão das suas próprias estruturas para depois a vender a Vinci. Parece complexo? mas não é nada complexo. O contrato de concessão, com um prazo de 50 anos, abrange os aeroportos de Lisboa, Faro, Porto, Ponta Delgada, Santa Maria, da Horta, Flores e o terminal civil de Beja. Agora está tudo a ser executado como planeado, pelo anterior governo, temos a imprensa indigente com a propaganda do Portela+erro, a afirmar mentirosamente que tudo está a acontecer, por causa do putativo esgotamento da Portela, e outras vigarices do género, e temos a prova de que a negociação, foi efetuada por um elenco de artistas. o que conta é o lucro para a lusoponte/vinci a gerar um tráfego de veículos e camiões diários entre Lisboa e a margem sul. A Vinci tem a faca e o queijo na mão. Chegaram ao cumulo de “parir” um contrato, (grandes paridores) no respeita a um novo aeroporto, que será o concessionário da ANA a propor esse novo aeroporto e o Governo só terá duas opções: ou entra num acordo, o que segundo o relatório da comissão de acompanhamento não exclui encargos para o Estado com infraestruturas de acesso e com o novo aeroporto, ou resgata a “concessão”. Trata-se tão somente de outra PPP, que nós vamos pagar. Razão tinha o ministro da defesa quando afirmou que estavam sujeitos a muitas pressões. Lamentável.

  4. parreira says:

    Á negociata acresce o facto de serem notórias as incompatibilidades da Base do Montijo para se constituir como solução, nomeadamente, o exagerado orçamento necessário, são centenas de milhões de euros, devido á “aberração” de acrescentar a pista 01/19 para o mar da Palha, para o interior da Zona de Proteção Especial das aves, conflituando com o enquadramento legal e que para além do crime ambiental, pode constituir o perigo de acidentes potenciais, por colisão com aves, tal como no Rio Hudson, na outra cabeceira da pista 01/19, existe a Tanquipor com 19 depósitos alguns com acido sulfurico. Existe ainda a necessidade de construção de um Terminal aeroportuário, caminhos de rolagem, já para não referir a exigência da Camara do Montijo da Construção de uma rede de águas e esgotos, que a Base não possui ; Conclusão da circular externa do Montijo; Novo acesso rodoviário à ponte Vasco da Gama; Transformação da estrada do Seixalinho em avenida;
    Quando afinal o Aeroporto Humberto Delgado não está esgotado e, com poucos euros e melhor organização, tem capacidade para operações de voo durante mais 20 anos. Os Pilotos consideram que o drama do Aeroporto Humberto Delgado, afinal, é o espaço de estacionamento. Mas a simples previsão de chegadas e partidas, normalmente, apenas às oito e nove da manhã há alguma dificuldade para aterrar: “O número de ‘slots’ vagas de estacionamento [que se dizem esgotadas] corresponde a apenas 6,8 por cento do total disponível no aeroporto para todo o ano. Os pedidos de ‘slots’ podem ser rejeitados às horas de pico, contudo, as aeronaves podem aterrar ou descolar em Lisboa noutra altura do dia de menor tráfego. Esta situação também ocorre nos principais aeroportos da Europa, como Paris ou Londres”. As transportadoras querem, naturalmente, chegar cedo e partir tarde, e vice-versa, nos voos de médio curso – dentro da Europa. Isto permite aos passageiros chegar ainda de manhã à cidade de destino e regressar à noite. A falta destas ‘slots’em Lisboa, no entanto, revela-se um falso problema. “Se existissem obras no Humberto Delgado isso permitiria ainda conseguir 64 posições de estacionamento. Ora, levando em conta os movimentos possíveis em Lisboa, do que a cidade pode necessitar não é de um novo aeródromo: é de mais lugares para estacionar”. Há dois problemas No aeroporto de Lisboa, que podem ser resolvidos com poucos milhares de euros: a criação de mais espaço para estacionar e um novo “taxiway” para os aviões se deslocarem dentro do espaço do aeroporto, vindos dos terminais até às pistas e vice-versa.
    Mais espaço consegue-se com a retirada dos militares de Figo Maduro. Se houvesse vontade de passar a Base Militar para outro local, podia-se aumentar a capacidade da Portela”.
    Entretanto, o “taxiway” da pista principal do Aeroporto Humberto Delgado vai apenas até dois terços da pista, sem obrigar a cruzamento da mesma. Ora, se os aviões pudessem circular livremente, sem interferir com os que estão a levantar ou aterrar na pista 03/21, aumentavam-se as “slots”, e o tempo de espera era menor. Fala-se de pouco mais de um quilómetro de asfalto e de um aumento significativo de capacidade. Mais quatro movimentos por hora – de 35 para 39 possíveis –, o que daria a Lisboa uma entrada, em hora de ponta, de mais cem mil passageiros/ano, considerando apenas quatro dias de tráfego intenso no Humberto Delgado.

  5. Paulo Só says:

    Que aeroportos? A última vez que viajei, de low-cost, fiquei meia hora de pé, ao vento e chuva, do lado de dois camiões de reabastecimento com perfume diesel intenso. Quando voltei levaram-me de autocarro para não sei onde, de modo a que eu, para sair, atravessasse a pé todo o centro comercial. Essa VInci é na realidade a Lyonnaise des Eaux, Não está interessada em aeroportos, mas em centros comerciais e construção. Como a ponte Vasco da Gama. Logo que possível nacionaliza-se isso tudo, de modo que o lucro escorra para os cofres do Estado Português e não para o capital e Bancos franceses que mandam na União Europeia, que vem aqui dizer o que temos de privatizar. Claro que a direção da avião civil é surda cega e muda. Menos quando lhes tocam nos salários.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.